Fazendo uma rápida passagem pelo Dicionário encontramos que  Política é a ciência da governação de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses.

O termo, segundo os estudiosos,  tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.

Isso são os primórdios do referido significado porque na atualidade quem vive de política mais negocia para compatibilizar interesses que governa.

Também há casos mais evoluídos como os protagonizados por senhores que fazem da política um meio de sobrevivência para governar, compatibilizar interesses (incluindo, claro, os pessoais) e continuar governando, governando, governando.

FOME  DE PODER

Trazendo para nossa realidade, é difícil imaginar alguém que tenha chegado à cadeira mais importante da Prefeitura de Codó que não tenha tentado se perpetrar no Poder.

POVO DESCONTENTE, POLÍTICO SEM REINADO

Os fracassos, depois de certo período de fartura, estão ligados à muitos fatores, o principal é  aquele que previu Nicolau Maquiavel, no livro ‘O PRÍNCIPE” – o  DESCONTENTAMENTO do povo que tem o poder de botar e tirar.

“Todos os Estados bem governados e todos os príncipes inteligentes tiveram cuidado de não reduzir a nobreza ao desespero, nem o povo ao descontentamento”, escreveu Maquiavel.

No máximo chegam há 8 anos, depois seus reinados se desfazem, os amigos desaparecem ou juntam-se a novos grupos e os cidadãos começam a dizer NÃO à suas tentativas de retorno.

Olhe para nossos exemplos mais recentes e sinta esta verdade. Por que motivo o povo começa a dizer NÃO, sempre não? Nelson Mandela pode ter respondido isso há muito tempo com uma simplicidade sem tamanho.

“Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”, disse Mandela

É isso, o encanto do poder cega e quem o conhece passa a pensar que as migalhas satisfazem aos que lhe podem reconduzir à Prefeitura. Quando governantes, ficam dependendo apenas dos recursos do Governo Federal (inclusive de obras), passam a se esconder daquele que precisa do mínimo e arranjam ‘camaradagem’ com os que podem fatiar o máximo.

Outros investem nas partidas de futebol, na entrega de peixe, caixão, cestas-básicas e até cachaça.

Neste ponto, gosto mais do que disse certa vez Eça de Queiroz.

“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”, escreveu Eça

Muitos debandam-se para o lado obscuro da perversidade. Quando não eles, diretamente, membros de suas famílias são verdadeiros carrascos (humilham, tratam mal). O filósofo VOLTAIRE bem previu.

A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano”, Voltaire

ENTRA POBRE, SAI RICO (ESCURIDÃO MORAL)

Ao chegarmos na Prefeitura parece que mergulhamos numa escuridão moral e tudo passa a ser permitido até que seja escandalizado pela imprensa ou reprimido por uma Justiça que, geralmente, manifesta-se 10 anos depois que o indivíduo deixou a vida pública reprovado pelas urnas motivado pelo despertar sofrido da ignorante sabedoria popular.

Ninguém consegue explicar fundamentadamente, por exemplo, como homens de parca condição financeira antes do poder, geralmente financiados por plutocratas, transformam-se em milionários no pós-vida-prefeitura.

E todos nós passamos a achar natural que ela, a viúva, seja mesmo esta fonte inesgotável de novos milionários.

Acho que, de toda forma, também estamos imersos nesta nuvem de imoralidade. Mas sou um homem de fé, por isso acho que ainda dá para sonhar com o sonho do filósofo francês Ernest Renan que, inspirado, disse.

Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política”

Fato é que ainda sofreremos muito por causa da fome de poder de nossos políticos e ainda veremos muitos deles indo em nascimento, velórios, dando peixe, cachaça, dinheiro público, sorrindo, chorando, unindo-se aos seus inimigos, mentindo para nos negar verdade.

Por isso,  quando você tiver um relâmpago de consciência política sempre se lembre do que disse o ex-presidente americano Ronald Reagan.

“Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema”.

5 Responses

  1. Os POLITICOS Codoenses, ou Os Quê Fizeram Politica em CODÓ Ficam POBRES de Quase Tomar CHUPA da Boca de JUMENTO. Assim Como de FAVORES ou REFÉM de CARGOS Politicos e Amigos,Sejam Ex.Prefeitos,Vereadores e Outros. há não Ser que Tenham Patrimônios. isso É? Coisa de Poucos e Trabalhadores Politicos Salve-se Poucos que Tivemos em Codó. até em Quanto a Justiça não Toma ou FAZ Gastar com suas Defesas.

  2. Embora tenha pouca afinidade com a filosofia e seus “pensadores” tenho uma grande convicção quando me lembro de uma simplória frase de Platão: – “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam”. Ela é fatídica para a nossa realidade, muito embora, interpretando o texto passo a acreditar que não há nada de errado com a corrupção. Simplesmente será penalizado quem não é corrupto ou não pôde se corromper…

  3. Seria mais correto: os grandes pensadores e política imoral do País. Na verdade, até na classe de Advogados. Que muitos são políticos e fazem o mesmo… Ou dizer também que o bandido é inocente.

  4. Corrupção e roubalheira é regra geral na política…… Todos sabem, todos comentam (às escondidas), todos vêem o aumento do patrimônio dessas figuras, mas os órgãos responsáveis pela fiscalização e punição dos malfeitores também tá compactuando com essas práticas, já que são omissos. A roubalheira é absurda e fica por isso mesmo.

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