Os problemas que ficaram depois do fechamento do Hospital Geral de Matões do Norte

Dezenas de caminhoneiros foram surpreendidos na tarde de ontem,  sexta-feira, 1º, com o bloqueio da BR-135 feito por funcionários do Hospital Geral de Matões do Norte. Na enorme fila  que se formou, nos dois sentidos da pista, havia preocupação com a segurança, uma vez que o protesto caminhava para a noite.

“Se não andar complica porque a segurança aqui é zero, a gente não sabe como está aqui em termos de segurança, né”, disse-nos José Hailton Laranjeira, caminhoneiro.

E também chegou a haver preocupação com a alimentação, já que a maioria estava desprevenida, foi o caro do motorista Mário Dantas que saiu de São Luís com destino à Caruarú.

“é péssimo porque aqui a gente tá sem água, sem comida, sem nada, né…JÁ JÁ? A água tá se acabando já da garrafa, aí acabando acabou-se…NÃO PODE DEIXAR O CAMINHÃO SOZINHO? Não, se deixar é perigoso, né”, disse

PREOCUPAÇÕES PARA A SEMANA

Às 7h30 da noite a rodovia foi liberada pelos manifestantes que começarão a semana com uma série de preocupações e ainda em choque por causa da forma como foram surpreendidos pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) no dia em que o Hospital de Matões do Norte completou 5 anos de funcionamento.

“Simplesmente era pra assinar, que o hospital entraria em reforma, estavam todos demitidos e que a com 10 dias estaria o dinheiro de rescisões e fim de pagamento, foi o que disseram”, relatou a técnica de enfermagem Cleidinalva dos Santos Nogueira.

REFORMA, POR QUÊ?

Numa reunião à portas fechadas, à qual tive acesso, representantes da EMSERH e da Secretaria Estadual de Saúde foram pressionadas por respostas. Uma delas foi, por que fechar um hospital  em boas condições de conservação para uma reforma, quando até mesmo o Estado admite esta conservação?

 “É uma unidade nova, é uma unidade que está bem conservada, são pequenas adaptações, em termos de quê? Do centro cirúrgico, nós temos adaptações, pequenos reparos pra fazer na parte de esterilização do centro cirúrgico, nós temos que providenciar agência transfusional”, palavras de Carmem Lúcia Silva Belfort Pinheiro, da SES, em entrevista a TV Mirante ontem.

ATÉ QUANDO, FECHADO?

Outra dúvida que permanece para a semana que vem. Mais de 200 funcionários estão afastados, com a promessa de continuarem recebendo salário sem trabalhar sem saber quando a reforma começa, pior ainda nem mesmo a representante do Estado disse quando poderá terminar.

Virá uma equipe tanto da engenharia da SES, quanto da engenharia   da SINFRA e, de acordo com o que eles virem no ambiente eles vão estimar o prazo, mas será colocado uma placa na unidade”, respondeu Carmem Lúcia


E OS DOENTES, PRA ONDE IRÃO?

Representantes de 14 municípios atingidos com o fechamento do Hospital de Matões do Norte ficaram de se reunir  na segunda-feira, 4,  para decidirem para onde encaminharão seus pacientes em estado grave. Certeza mesmo, só que milhares de maranhenses desta região sofrerão ainda mais a partir de agora por falta do atendimento que tinha nesta unidade.

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