Pular para o conteúdo
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Educação

PÁGINAS DE CODÓ (XXXIII) – JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS “Seu Quixabeira”

Escritor Carlos Gomes
Escritor Carlos Gomes

Conhecido como Quixabeira, nasceu em Codó no dia 21 de abril de 1934. Filho de Joaquim Rodrigues dos Santos e de Maria Rodrigues dos Santos, lavradores. Trabalhou na lavoura, dos 10 aos 20 anos de idade. Em seguida foi empregado de José Béliche, do empresário Antônio Edson de Araújo e com o farmacêutico Sálvio Nascimento, durante vários anos. Trabalhou ainda, no Curtume e na Loja Couraça, ambos do comerciante Domingos Gomes dos Santos.

Devido a sua condição humilde, não teve oportunidade de estudar, pois desde cedo, teve que trabalhar, a fim de manter o sustento dos pais e dos irmãos.

Casou-se com Raimunda Selvina dos Santos com que tem três filhos, todos portadores do antigo segundo grau, sendo duas professoras e um técnico em contabilidade.

Figura muito conhecida e conceituada na cidade, que se imortalizou, vendendo o disputado “cachorro-quente”, há quase meio século, pelas ruas e praças da cidade, inclusive, fazendo ponto fixo, à frente do antigo Cine-São Luís, criando uma figura popular e tradicional da história de Codó. Hoje, com o passar do tempo, Quixabeira, deslocou-se, empurrando seu carrinho para praça Naby Salem. Procura assim descobrir novos espaços para o seu celebre “cachorro-quente”.

Como surgiu-lhe o apelido “Quixabeira”. Contou-nos que servia como “menino de recados”, a fim de ganhar uns trocados dos jogadores do quino, que funcionava ao lado da rampa da Igreja Matriz. O saudoso Dr. Frota, um dos jogadores, pedindo-lhe que fosse comprar cigarros ou fazer outros mandados, assim se expressava: “vai e volta Quixabeira”, daí surgiu o apelido, que toda a cidade o chama.

Esta figura popular, benquista no seio da sociedade codoense, residiu na antiga Rua da Vala, desfrutando da amizade de toda a vizinhança Com o falecimento de sua dileta esposa passou a residir na Rua São Raimundo n. 1096, Bairro São Francisco.

Codó – MA, 16 de setembro de 2013.                                        Prof. Carlos Gomes.

 Transcrito do Livro Codoenses & Não Codoenses, aguardando publicação.

­­Sócio Fundador da Associação Cultural Codoense “Antônio Almeida Oliveira” e do Instituto Histórico e Geográfico de Codó

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

6 comentários

  1. Cumpade véi, achava que seu “Quixa” já tinha morrido, e qual foi minha surpresa ao saber agora que ele tá na ativa, com seu célebre cachorro-quente, lanche tradicional na porta do cinema. Quando for à Codó irei procurá-lo.

  2. O famoso Quixabeira continua aquele cara que acho que nunca teve um inimigo pois todos codoenses gostam dele pela sua simpatia e a forma de tratar a todos,tambem quem quiser ir para Sao Paulo de barca e falar com ele.

  3. O velho Quixabeira é uma pessoa simples, honesta, trabalhadora. Esses Matracas não gostaram que ele fosse lembrado. Quem são vocês?…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *