Há situações e circunstâncias na vida de uma pessoa que, de repente, lhe faz repensar, meditar e chegar a uma conclusão diferente do modo de ver as coisas durante alguns anos de sua existência. São as circunstâncias e os acontecimentos que os fazem com que a pessoa mude de comportamento, de atitudes, de enfrentamento das adversidades, claro, dentro de um parâmetro considerado moral, ético e exemplar, sem fugir de suas raízes, de sua formação adquirida de seus pais no sentido de – considerar aquelas qualidades – que sempre menciono como altruísmo, harmonia, caridade, e todas aquelas virtudes benéficas ao ser humano.

As vezes comentamos sobre alguém: “ aquela pessoa está diferente, mais circunspecta ou mais alegre, ou mais agitada, ou mesmo mais atenciosa”. Se formos procurar investigar seriamente, talvez encontremos a resposta de que algo lhe aconteceu profundamente que alterou o seu modo de vida.
As situações e circunstancias a que me refiro, são extremamente fortes a tal ponto de mudar o modus vivendi das pessoas. Eu quero me referir apenas as pessoas de bem. As que praticam o bem, pois aquelas que se voltam para o mal, estas são objeto de estudos de profissionais qualificados e especialistas no assunto.
Nós, seres humanos, somos incapazes de avaliar o poder das situações e circunstancias que abalam a vida de uma pessoa. Há quem recorra a psicólogos e psicanalistas, os mais desprovidos de conhecimento recorrem a cartomantes e outros profissionais similares. Às vezes, são circunstancias não tão fortes demais que possa parecer uma catástrofe, mas uma simples circunstancia que pode influenciar repentinamente na mudança de conduta de uma pessoa. Até mesmo na sua ideologia que durante anos acreditava que aquela seria a melhor maneira de se viver.
As utopias, estas sim, são utópicas para aqueles que aceitam com naturalidade as questões da vida. Creio sim, que a imensidade dos distúrbios humanos sejam de dificílimo nível de mudança, mas, veja, a possibilidade de haver constantes variáveis, a própria palavra “ha” prova que tudo é feito de algo e como lei natural tudo o que existe, é material, muda. É uma mutação constante.
Nenhum conceito de vida é completamente verdadeiro, único e engessado. Não existe apenas uma maneira de ver e perceber a realidade. Assim, a reflexão é bem-vinda, e mudar de conceitos é algo muito saudável, pois mostra que não temos medo de pensar.
Ai o leitor pergunta: “o que tem a ver estas considerações com o titulo do artigo? Já eu chego lá. Exatamente no assunto que quero aqui desenvolver: O Capitalismo Selvagem.
O Capitalismo Selvagem por definição de muitos especialistas é um termo que se refere à fase do capitalismo na época da revolução industrial, quando as condições de trabalho das classes trabalhadoras eram as mais desumanas possíveis, com um dia de trabalho de dezesseis horas.
Capitalismo Selvagem foi usado pela primeira vez por Karl Max em sua obra O CAPITAL que dizia que o “Poder do Dinheiro ficar na mão do que ele denominava de Leviatã em Política ou Estado, onde o Estado com seu Poder de vida e morte, característica do Estado, se tornar juiz da situação, sendo e esse é um termo extremo de revolta das massas, sendo muito pior do que ele tratava na obra que era o capitalismo privado, em que o Estado é o árbitro da economia, que se refere à e na fase do capitalismo na época da revolução industrial (século XVIII), popular e/ou proletária, quando as condições de trabalho se encontram na miséria ou seja no que Karl Marx denominou de pobreza da pobreza, a miséria extrema causada pelo Leviatã no estabelecimento das classes operárias eram: baixos salários ao extremo da miséria (pobreza da pobreza), um dia de trabalho de 14 horas, com transporte e alojamento inadequados para o estresse e que levam o homem a loucura, demência, utilização das drogas para se manter de forma dita “normal”, na sua época já tratava-se a demência com ópio, para acalmar ao povo e etc.”
Hoje emprega-se a locução “capitalismo selvagem” para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais em que figura o Estado, sem arbítrio da Organização das Nações Unidas (ONU), e do chamado “Banco Mundial” ou Fundo Monetário Internacional (FMI) em que existe a participação das Nações no denominado “Fundo Soberano”, sem fins lucrativos, mantendo-se o Câmbio das Moedas – dinheiro em seu Valor de mais – valia o Valor – Real do Dinheiro (Moeda).
Esse famigerado capitalismo selvagem foi formado por milhões de imigrantes das mais diversas raças, classes, culturas e religiões que procuravam a liberdade e as oportunidades que seus respectivos países lhes negavam.
O socialismo surgiu, como forma de protestar contra aquele estado de coisas, como a monarquia e contra o domínio do capital, que escravizava e até matava, como vou falar adiante.
Ao dizer “… em nenhum país do mundo civilizado presta-se menos atenção à filosofia do que nos Estados Unidos”, Alexis de Tocqueville, em A DEMOCRACIA NA AMÉRICA apontou, despretensiosamente, a razão do seu desenvolvimento, apontando um resumo de que quem já leu a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo, um resumo da mentalidade puritana é desnecessário, mas creio ser preciso enfatizar a busca dessa seita religiosa pela educação, por um capitalismo ético e pelo respeito à lei.
Aqui no Brasil, como sempre o pais desmoraliza e cria o seu próprio termo, é parecido com o que disse Karl Max, mas com tonalidades diferentes. Os capitalistas tendenciosos a prática exploram a massa e o povo, se lhes convier, e atender os seus interesses. São capazes, com sua ambição de riqueza, de prejudicar quem quer que seja que esteja ao seu entorno, trazendo amargura, infelicidade, prejuízo aos mais fracos, chegando ao ponto de suas vitimas chegarem a adoecer, perder a saúde para sempre. Isto é Capitalismo Selvagem a brasileira.
Aproveito o ensejo, para mencionar o mais recente acidente acontecido contra a população pobre e o ecossistema. Eles destroem tudo. É o caso de Mariana em Minas Gerais, onde um grupo econômico poderosíssimo, destruiu uma vila inteira matando diversas pessoas com a sua ambição desmedida sem olhar para seu entorno que ali estava. Vidas que se perderam não só não sobreviveram como também ficaram sem esperança de viver. Este é um dos casos que soubemos pois teve ampla repercussão na imprensa. E outros milhares de casos que não sabemos.
Se formos analisar profundamente, o grande culpado das circunstâncias negativas que acontecem, é o Capitalismo Selvagem. Que diferentemente do que nós imaginamos, não constrói, destrói. Destrói o orgulho, a vida, a esperança de tantos e tantos e assim, as vitimas, – desse Capitalismo Selvagem – que durante muitos anos tinham uma esperança, uma ideologia, se põem a repensar, a meditar o que é melhor para si e sua família, a família do vizinho, a do seu amigo, etc. Diferente do capitalismo simples que distribui riqueza social, ambiental, e sobretudo, humanismo.
O Capitalismo Selvagem só pensa em lucro, lucro e lucro, acima de tudo, ou seja, o capitalismo é predador, não ético e fabricador de miséria e crueldade. Convenhamos que o Capitalismo proporciona emprego e algumas melhorias nas cidades. Mas é preciso considerarmos que isto é dado com uma mão e retirado com a outra. Ou seja, é preciso repensar a forma de capitalismo adotado, tanto no Brasil como em outros países. Disto nós temos muitos exemplos, que não vou enumerar aqui, pois o espaço é reduzido para descrever as consequências do capitalismo. Vou apenas citar alguns exemplos.
É simples de ser definido, como capitalismo selvagem. Significa a atitude desumana que o próprio homem pratica contra o homem, em busca de lucro, não importa se esse homem é um pai de família, a partir do momento que ele não ‘’render’’, será retirado da sociedade, como um lixo. Lucro esse, obtido através de impostos, cobranças, juros, e muito mais, o homem que tem dinheiro, quer mais, o homem que não tem dinheiro, fica com menos ainda. Na minha opinião todas as doenças têm cura, o problema é que a cura não rende, então ela é esquecida pelas grandes empresas. Com base nisso, descobri pesquisando como o capitalismo selvagem funciona na indústria farmacêutica: pessoas com doenças, vão até uma unidade de saúde, a procura da cura, em vez disso, recebem dívidas, sabem porquê? Pessoas com doenças, vão até o hospital público, em busca da cura, quando chegam lá, são tratadas como lixo, e, quando conseguem falar com algum médico (se a pessoa sobreviver até lá…) recebem a ordem de tomar medicamentos (pois para tomar os mesmos, temos que gastar dinheiro e dinheiro, gera lucro). Resultado: ou gasta dinheiro, pedir empréstimo, pedir emprestado para alguém, ou morre a mingua. Isso, é o capitalismo selvagem.
Agora volto a falar do que mencionei no inicio deste artigo. As pessoas mudam de atitude, de comportamento, de enfrentamento das adversidades, em razão das circunstancias e acontecimentos em suas vidas. Os exemplos que acabei de mencionar são fatores preponderantes para alguém mudar de pensamento, de ideologia e de mais o que lhe for conveniente, para se vingar do status quo.
Na abertura da Feira do Livro de Frankfurt, no mês passado, perguntaram ao o escritor Luiz Ruffato: “O que significa ser escritor num país situado na periferia do mundo, um lugar onde o termo capitalismo selvagem definitivamente não é uma metáfora?”. Com esta pergunta, iniciou seu discurso, fazendo duras críticas às desigualdades sociais do Brasil e à violência contra índios, negros, pobres e mulheres, etc.
Essa desigualdade reinante em nosso país é que deveria ser combatida pelos governos que chegaram ao poder pregando essa bandeira, mas que continuam a mesma coisa, apesar dos esforços.
Há momentos de esperança, quando se vê em alguns países, que o socialismo moderno, aquele que pratica a democracia e ao mesmo tempo em que satisfaz o cidadão, é o modelo que desejamos para o nosso país tão desigual.
Gostaria de me estender mais sobre o assunto, mas infelizmente, o espaço aqui é reduzido, não fora isso, tentaríamos focar exatamente sobre as vantagens do socialismo moderno, provocando uma discussão necessária entre aqueles que gostam do assunto e de, principalmente, ler.
Carlos Magno da Veiga Gonçalves – notário


PODRE E CORRUPTO GOVERNO. VIVA SÃO SEBASTIÃO.
EMBALADO PELA LEMBRANÇA DAS FESTAS RELIGIOSAS DA MINHA ÉPOCA, SÃO SEBASTIÃO E SANTA RITA E SANTA FILOEMA, COM OS ARRAIAIS DE FAZER INVEJA E OS SERVIÇOS DE ALTO FALANTE MANDANDO UM VALDIK SORIANO NUMA MENSAGEM ME DEIXAM MUITO TRISTE QUANDO SOUBE QUE TUDO ISSO ACABOU. QUE TRISTEZA; O NOSSO RIO ITAPECURU ESTÁ SE ACABANDO E NADA TEM SIDO FEITO. ME PREPAREI PARA UM MEGULHO NO SUOU BANHOU E FIQUEI DE BOCA ABERTA COM O QUE VI. COMO O CODÓ MUDOU PRA PIOR.
UMA COISA QUE REALMENTE ME CHAMOU A ATENÇÃO É A FORMA COMO MUITOS ENRIQUECERAM DA NOITE PARA O DIA. AS EXPLICAÇÕES SÃO AS MAIS VARIADAS E NA VERDADE, BEM A VERDADE SOBRE ESTE ASSUNTO NÃO PODE SER PUBLICADA.
O Carlos sempre nos brindando com bons artigos esclarecedores e informativos. Não deixa de ser cultura, aprimoramento de conhecimento, principalmente sobre um assunto polêmico. Parabéns.
Vamos esperar então o próximo artigo sobre “As vantagens do Socialismo Moderno”. Carlos é preciso no seu texto.
Bom o tema.
Eu também gostaria de entender o que seria o “socialismo moderno” e por que seria bom para o Brasil.