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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Por Carlos Magno – O BOM DA IDADE

Carlos Magno – Notário

O BOM DA IDADE

Caros leitores. O assunto de hoje é daqueles que é muito comentado nas rodas de amigos, principalmente daqueles que estão entrando na terceira idade e que já estão com a idade um pouco avançada. Nas minhas pesquisas, encontrei alguns livros que tratam do assunto com muita propriedade, tendo em vista que os autores, em sua grande maioria, são pessoas que já estão na terceira idade. Um desses livros, cujo autor é o escritor inglês Dylan Thomas, que faleceu em 1953.

Ele escreveu que não devíamos ingressar de forma mansa na noite suave, que a velhice devia arder e se inflamar ao final do dia. Quando li essa declaração, essas palavras me soaram vazias. Para mim, a velhice era apenas debilidade: o declínio do corpo, da mente e mesmo do espirito. Depois, lembrando-me, eu via meus avós sofrerem dores e achaques (achaques, sem outra interpretação, significa doenças ou mal-estares leves, indisposições que não são graves, mas que podem ser persistentes ou recorrentes). Antes ágeis e orgulhosamente autossuficientes, já aos sessenta anos, meu avô paterno e o avô materno, tinham dificuldade em segurar um martelo e não conseguiam ler sem óculos um rótulo de um pacote de biscoitos. Eu via minha avó esquecer as palavras, e passou a esquecer o ano que estávamos.

No entanto, à medida que eu mesmo envelhecia e já atingia o quarto final da vida, passei a enxergar outros aspectos desse processo. Eu digo quarto final da vida, pois já entrei na era dos oitenta.

Sim, o intelecto mais idoso pode ser mais lento do que o mais jovem para processar informações, mas consegue sintetizar de forma intuitiva toda uma vida de informações e tomar decisões mais inteligentes, baseadas em décadas de aprendizado com seus próprios erros. Digo isso, baseado em anos de trabalho em cartório, onde somo exigidos, tanto pela instituição a que pertencemos quanto pelos usuários. Entre as várias vantagens da velhice, é que os idosos têm menos medo de calamidades porque já enfrentaram algumas no passado e conseguiram supera-las.

Pergunto-me por que algumas pessoas parecem envelhecer melhor que outras. Será uma questão de genética, de personalidade, de condição socioeconômica ou mera sorte? O que se passa no cérebro, que move essas mudanças? O que podemos fazer para deter a perda da agilidade cognitiva e física que acompanha o envelhecimento? Muita gente vive bem aos oitenta ou noventa anos, enquanto outros parecem se retirarem da vida, prisioneiros de suas enfermidades, socialmente isolados e infelizes. Quanto controle temos sobre nosso futuro, e quanto é predeterminado?

Esta incógnita perdura por várias gerações, pois nem mesmo os cientistas, apesar de se debruçarem, com afinco sobre a questão, ainda não tem respostas.

O assunto é muito extenso, e deveremos continuar em outra oportunidade.

Carlos Magno da Veiga Gonçalves

            Notário

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

3 comentários

  1. “Pergunto-me por que algumas pessoas parecem envelhecer melhor que outras. Será uma questão de genética, de personalidade, de condição socioeconômica ou mera sorte? O que se passa no cérebro, que move essas mudanças? ” (Carlos Magno).

    Entendo que, no contexto acima, quaisquer respostas que se possa oferecê-las aos supracitados questionamentos, são desprovidas de caráter científico – pelo menos por enquanto. Ou seja, as aventuras que, eventualmente, impulsionam a coragem para a redação de algum comentário pertinente são de ordem empírica.

    Assim, é possível dissertar hipotéticos motivos para que “algumas pessoas parecem envelhecer melhor que outras”: viés puramente conjuntural; tais conjuntos podem ser considerados: “genéticos”, “socioeconômicos”; e, ainda, que estejam fora de ambientes (externos/internos) hostis – sem violência e sem “vocação” (apego) à salubridade; neste caso, com possíveis causações do desenvolvimento de males “degenerativos”!

    Na segunda metade dos anos da “década de 60”, tive o prazer de conhecer pessoalmente seus avós – Sr. Oscar (residia na avenida Augusto Teixeira, próximo ao “riacho” Água-Fria; e o Sr. Veiga (residia em um imóvel situado na rua por trás do “Armazém Paraíba”); ambos de compleições físicas aparentemente longevas.

    E tais longevidades são perfeitamente possíveis a subsunção no universo dos adjetivos acima; quais sejam: “questão de genética, de personalidade, de condição socioeconômica”!

  2. Não resta a menor dúvida que a genética é fator importante no envelhecimento. Depois disso vem como voce procedeu durante sua juventude. Olhamos para o lado e vemos poucos amigos da infância ainda vivos. Finalmente vem o mais importante: Deus
    Valeu Carlos.

  3. “Pergunto-me por que algumas pessoas parecem envelhecer melhor que outras. Será uma questão de genética, de personalidade, de condição socioeconômica ou mera sorte? O que se passa no cérebro, que move essas mudanças? ” (Carlos Magno).

    Data venia, nenhuma das duas respostas ao norte entabuladas (Luís Alves da Silva Borges de Araújo e Artur Cruz), bem como os questionamentos do seu ilustre autor, estão corretas, assim como não estão corretas as outras constantes em qualquer meio (virtual o não virtual) de pessoas da Terra. Desde meados do mês passado, a minha mente já tem ciência da singular razão desta celeuma. Não que descobrir o “P” da questão (“P”, em homenagem à minha Diva, uma linda cantora de Ópera e Shows), mas, sim, obra de Deus (prima singularidade do Universo, ou quiçá do Multiverso), que não é nada, em absoluto, do que doutrina as religiões, crendices e espiritualidades. Deus habita a mente de algumas criaturas ou outros exemplares de Suas criações (em mim a voz interna e a rara externa é de Homem, e é mágica, sábia e firme, e controla toda ordem, as intermediações e o caos). Tudo já está elaborado num algoritimo (escrito em nenhum lugar, mas, por segurança, guardado em minha memória – quem sabe algum dia me afasto da civilização e, com um lápis ou caneta, ponho o tal “P” no papel…). No que consiste na “Divina Lei de Wandenberg para o retardamento do fenecimento biológico por ‘P’…”, alicerçada num complexo sistema de fórmulas matemáticas, biológicas, físicas e abstratas. Humano nenhum possui cérebro para desenvolve-la, assim como nenhum sintozoide (ser ainda não desenvolvido na Terra, dotado de mente não natural). Me reservo no direito de não torná-la pública neste azo, haja vista envolver questões de ordens pessoais ainda não organizadas.

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