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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Por Jacinto Júnior – 2026 E O FUTURO DO BRASIL

2026 E O FUTURO DO BRASIL

A classe trabalhadora brasileira tem uma responsabilidade histórica no ano vindouro que é selar o seu próprio destino ante a fúria e o ódio incontornável da extrema direita e suas pautas conservadoras impostas à sociedade civil de forma aviltante. A classe trabalhadora deve renovar sua petição: reeleger Lula.

Questões centrais como a escala 6 X 1, a (de)reforma administrativa que prejudica e precariza toda a carreira dos servidores públicos municipais, estaduais e federais; a peleja pela manutenção e proteção às facções criminosas e milícias e tantas outras, caracterizam suas lutas ideológicas.

É possível sim, que a classe trabalhadora tenha tido a nítida e clara percepção de todas as nuances ocorridas durante o período de 2019-2022; que sintetizara o formato fantasmagórico da expressão de Jair Bolsonaro como dirigente máximo de uma nação tão estratégica e fundamental para o povo brasileiro.

Foram quatro anos de retrocesso, entreguismo e traição, pondo de ‘joelhos’ nossa pátria num grau tão absurdo de subserviência que erámos tratados com risível desdenho pelos estrangeiros, visto que, nos faltava um verdadeiro líder que conduzisse o país com mãos fortes, com autonomia e soberania. O resultado catastrófico desse insignificante legado deixado pelo tacanho e iletrado mito, engendrou as condições propícias para a sua derrocada em 2022.

O retorno do PT ao poder central foi um indicativo de que a gestão anterior havia sido um inegável e trágico modelo administrativo.

Fora os acontecimentos marcantes como a tentativa de golpe e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito no dia 8/1, o novo governo respondeu com uma enérgica ação para suprimir e sufocar essa ação antidemocrática de cunho nazista e terrorista. A partir daí o novo governo socialdemocrata prossegue com sua meta e filosofia política de união e reconstrução do país após desse terrível vendaval conservador.

Depois de três anos de governança petista, o país mergulha numa fase áurea de crescimento singular; todos os indicadores sociais são positivos e tem produzido a retomada da credibilidade perante os países estrangeiros. E paralelamente, o governo brasileiro não tem medido esforços para ampliar sua influência em todas as regiões geográficas com as políticas bilaterais multifacetadas – multilateralismo.

Mas, mesmo diante de expressivos avanços sociais e econômicos, a extrema direita não se ressente de suas patacoadas e atrocidades. Insistem e apostam nas mídias sociais com o emblema sórdido das fake news, visando construir narrativas que dê fôlego às suas ridículas pautas antipovo. A extrema direita tem sido nociva contra a própria pátria e seu povo. São inimigos declarados do povo. Revelam seus mais embrutecidos sentimentos irracionais, são incapazes de pensar numa bondade, apesar de evocarem para si a máxima: “Pátria acima de todos e Deus, acima de tudo”; no entanto, desrespeitam sistematicamente esse lema quando exercem com incivilidade, o discurso do ódio e da contumaz mentira como meio para atingir os seus oponentes de forma cínica e descaradamente tentam convencer a sociedade civil de que os verdadeiros culpados são os movimentos sociais populares e o lulapetismo.

O tráfico, agora, insurge como um novo componente político em que a extrema direita tenta se agarrar numa manobra insana para acusar o governo federal de ‘omissão’ e, ao mesmo tempo, tentam associar o governo com o tráfico. A pedra de toque desse discurso malbaratado consiste na tática de alinhavar uma possível aliança com o governo americano para, literalmente, invadir o Brasil sob o pretexto de combater o narcotráfico – visto que o próprio governador já enviou para o governo americano documentos classificando o Brasil como um país narcoterrorista.

Uma tensão interna – a guerra urbana entre a polícia militar com traficantes e, ainda, envolvendo um terceiro elemento, as milícias por controle de territórios – jamais poderia ser transformada numa batalha de cunho terrorista em que seja necessário a presença de um país para sufocar tais disputas.

É vergonhoso assistir ao governador do Rio de Janeiro propor uma ação policial resultando numa centena de mortos – tanto de civis e de militares. Um governo sério e comprometido, deveria usar a inteligência para desbaratar as facções e milicias, mas ao que parece, há um nítido entrelaçamento entre o governo e as representações das facções criminosas. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

6 comentários

  1. A CULPA E SÓ DESSE GOVERNANTE 2019-2022? (DOIS ANOS DE PANDEMIA) E MAUITA MALDADE TUA OU FANATISMO, 20 ANOS DO GOVERNO “PT”, ME COMPRE UM BODE.

  2. Por tantas vezes a classe trabalhadora foi chamada a defender o Brasil. 64 e diretas já, são dois bons exemplos. agora, mais uma vez, precisamos nos manter unidos e nos levantar contra o fascismo que sequestrou a direita brasileira. Ou ela sempre foi isso aí e a gente não percebia com tamanha claridade?

  3. eu não gosto de político porque a maioria não vale nada não tá nem aí pra população isso é á grande verdade!!!! agora você vim criticar uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro criticando o governador de lá você devia era pensar antes de fala merda !!! respeite nossos policiais que todos os dias arriscam suas vidas pelo nosso bem estar

    1. Olá, sr. apolítico Landerson!

      Diante de seu contraditório argumento, observa-se o quanto ainda precisas apreenderes o fundamento teórico da estrutura social e política para não incorreres em ‘falácias e desonestidades intelectuais’, pois, o pano de fundo de minha crítica é exatamente o oposto do que afirmas sobre a questão da segurança pública.

      Em nenhum momento, critiquei a corporação militar pejorativamente, mas, o modus operandi em atuar como atuou recentemente no RJ. O elemento central deveria ser a utilização (repito) da força policial de tal forma que prendessem os chamados meliante’ e/ou traficantes, sem mortes, mas com estratégia inteligente. A ex-governadora Bendita da Silva, prendeu o “Fernandinho Beira-mar” e o assassino do fotógrafo da Rede Globo, Tim Maia, “Elias Maluco” sem disparar um único tiro. Simples assim.

      Por isso, refirmo: estude a política de forma mais ampla e sem nenhuma “apaixonite aguda” pelos conservadores desastrados em termos de gestão pública.

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