A disputa política que se avizinha (eleições 2016) denuncia mais uma vez que não há uma via alternativa que simbolize de forma efetiva a comunidade em seus interesses coletivos. Há, sim, vários agrupamentos pertencentes à elite econômica e política se mobilizando e se articulando na busca de sensibilizar o proletariado urbano e camponês para apoiá-los em suas carreiras políticas.

E paralelamente a esse processo político existe um conjunto de informações – especulações, na verdade – desencontradas e perdidas em meio ao eleitorado codoense sobre este e/ou aquele pré-candidato para este e/ou aquele cargo. Nessa confluência política é risível a constatação da inoperância do campo conservador/tradicional burguês no aspecto da construção de uma candidatura verdadeiramente comprometida com a mudança.
O que ocorre de fato, em relação a isso, é a burguesia apostar unicamente suas fichas na força econômica para eleger seu representante e o nome do candidato é o de menos. Recentemente, argumentei que a burguesia constrói seus representantes políticos da noite para o dia, por conta da influência econômica, esse é um dado, porém, aponto uma alternativa para o povo não se submeter a esse processo perverso de corrupção (compra e venda de votos).
A nossa verdadeira soberania, independência e autonomia só ganharão sua emancipação definitiva quando realmente a comunidade suprimir de sua relação sociopolítica essa cultura desprezível e prejudicial. A comunidade necessita agir com demasiada autonomia, responsabilidade e, isso, implica retroceder nesse processo conservador e vulgar, pois, no fundo, quem sempre se beneficia dessa condenável prática é a própria burguesia.
Ao abordar com mais profundidade os elementos constituintes da luta política na atual conjuntura e circunstâncias, nota-se de maneira inequívoca o quanto ainda é imatura tanto a classe trabalhadora, quanto as lideranças partidárias de esquerda. Note bem que a discussão política, geralmente, gira em torno apenas de nomes que são representantes da velha ordem burguesa ou, então, membros diretos da elite econômica e política e, quando muito, de forma tímida, a comunidade cita o nome de um ou outro elemento que tenha intimidade com a representação da classe trabalhadora.
E só, nada mais! A candidatura que poderia fazer o contraponto não é objeto de discussão com os próprios membros da comunidade que o conhece, na mesma proporção que os candidatos da direita conservadora e, isso, contribui para a fragilização de um processo radical de mudanças fundamentais no interior de nossa cidade. A classe trabalhadora precisa reagir e sentir-se proprietária do poder político, pois, a mesma, detém uma descomunal força social que, a priori, é açambarcada pela elite econômica e política por meio do processo citado acima.
De qualquer forma, ela tem de se inclinar para uma convergência fundamental e decantar a liberdade suprema (emancipação política e social) rompendo com as barreiras impostas pela burguesia codoense ao do tempo. O recurso primordial elaborado pela burguesia para se manter no controle político é a ideologia. A elite econômica e política têm um discurso infalível. Ela é inigualável, é perfeita, tudo pode e tudo faz! Um detalhe: a reprodução ideológica burguesa já opera no limite o seu famigerado e repetitivo discurso conservador, não consegue mais se impor como verdade absoluta.
Apesar disso, o campo da esquerda codoense ainda não se ver como alternativa, pois, infesta suas fileiras com as práticas burguesas – notadamente no caráter das alianças táticas e pactos estratégicos circunstanciais -, para logo se dissolverem nos esgotos da falta de compromisso dos imbricados aliados burgueses neoconservadores.
A disputa estadual terá certamente grandes repercussões a nível local para 2016. Temos uma quadra política extremamente oportunista querendo conquistar o poder político em 2016.
Contudo, daqui para lá – ou seja, até 2016, conforme a situação estadual tem os seguintes segmentos burgueses diretos se propondo como alternativa para Codó: Francisco Carlos Oliveira – com o seu “inexperiente” pupilo, Ricardo Archer, com seu filho Ricardinho, Biné Figueiredo com o seu filho Camilo ou, então, seu neto Rodrigo Figueiredo, e, por último, o gestor atual com o seu candidato que, certamente, sairá de uma pesquisa encomendada – para se certificar qual dentre os seus apoiadores e aliados tem aceitação popular.
Diante dessa realidade proponho ao campo da esquerda repensar sua cultura, reavaliar sua conduta e se insurgir contra os elementos burgueses nocivos à nossa comunidade. A esquerda codoense precisa urgentemente se posicionar como uma oposição independente. Propor um novo modelo político baseado na democracia e no desenvolvimento, restituir as bases de um programa mínimo progressista e desencadear uma articulação incorporando os movimentos sociais e populares. Se isso não ocorrer – a unidade da esquerda -, dificilmente haverá transformação substantiva nas estruturas conservadora vigentes.
Apontar uma perspectiva revolucionária é o caminho lógico que sustentará o elo fundamental da mudança social que se deseja fortemente a sociedade civil organizada.
Se a esquerda codoense não atentar para esse aspecto, será considerada aliada da burguesia e não quer ser alternativa, ou melhor, não vai querer se confrontar com o nicho burguês neoconservador.
Ora, se, de um lado, a direita e a extrema direita – ambos representando a elite econômica e política local -, se colocam como proposição mudancista, de outro, urge, que a esquerda codoense se apresente como a verdadeira alternativa às mudanças e defenda os interesses da classe trabalhadora.
A única via capaz de proporcionar essa perspectiva democrática é propor um corte linear à cultura da subserviência realinhando, desse modo, sua posição histórica. O discurso de que a esquerda junto com a direita é uma forma de fazer política democraticamente é um engodo. Somente uma esquerda independente fará a mudança histórica em Codó.
Por Jacinto Junior


Meu caro de que esquerda voce está falando em codó? Voce define o politico pelo partido pelo qual ele está filiado. Observe a colocaçao absurda, por exemplo, de Flavio Dino que mesmo sendo filiado a uma sigla comunista, sempre afirmou implantar o capitalismo no Maranhao. Nunca ouvi tanta bobagem absurda na minha vida. Ser esquerda, meu caro Jacinto, é ter uma convicçao e uma formaçao politico-ideologica com base na etica e no trabalho, sendo esse uma investigaçao dos escritos de Marx. Resumindo: nao existe esquerda em Codó.
Lá vem …………… com essa história de burguês! Se esquece ele que fez parte durante não sei quantos anos como secretário municipal do governo “burguês” do Zito? Mas quando se está comendo do “pirão burguês” nas mesa dos burgueses o negócio muda, né …..?
Olha o sansey ai denovo
Entendi a mensagem professor, no entanto, gostaria de saber onde está a ideologia e com quem estão em Codó o PSOL, o PT, o PCdoB, o PCB, o PPS, o PSB, o PSTU, o SOLIDARIEDADE e a REDE? será que estes partidos tido de como esquerda irão juntos em um só projeto, ou os seus dirigentes irão compor de acordo com seus interesses como tem sido nas ultimas eleições?
Como poderemos formar militância e mobilizar uma esquerda independente se os partidos estão nas mãos de ….. com sede de poder e muita disposição para ….?
Cite pelo menos dois nomes da esquerda em quem podemos confiar, se é que em Codó existe esquerda mesmo.
kkkkkkkkkkkkk, gente o Jacinto se diverte muito com os comentários aqui feito nos texto dele, ri muito dos comentários então Jacinto me junto a voce e vou ri tbm kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Jacinto junior, é só sofrencia porque foi exonerado da burguesia de que tanto fala. Se não tivesse sido posto prá fora ainda hje tava lá .Isso é paixão recolhida.
Te candidata a prefeito e vamos ver o resultado