Por Jacinto Júnior – A TORRE DE BABEL

Professor Jacinto Junior – um pensador contemporâneo

O Livro dos livros narra em Gêneses 11:1-9, o episódio da Torre de Babel. Resumindo esse fato: os homens descendentes de Noé, após o Dilúvio, retiraram-se para o Oriente, junto às planícies de Sinar onde fizeram morada. De repente, tiveram a ideia de construir uma cidade e, paralelamente, edificar uma torre que chegasse ao céu e, desse modo, tornar-se-iam ‘célebre’ seus feitos e permaneceriam juntos. Contudo, desceu o SENHOR para olhar a cidade e a torre erguida pelos homens. O SENHOR não gostou dessa engenhosa ideia e tomou a decisão de estabelecer a confusão entre os homens, a partir dai, surgiram as diferentes línguas entre eles e, em seguida, o SENHOR os dispersou por toda a terra. Nenhum homem pode contrariar os planos de Deus.

A TORRE DE BABEL E A IDEIA DA UNIDADE POLÍTICA

Ao frisar a passagem das Escrituras Sagradas, o fiz com o propósito de estabelecer um comparativo entre os diversos setores sociais e políticos de nossa cidade que, de certa forma, já se articulam na perspectiva de disputarem o Paço Municipal em 2020.

Temos, de um lado, a facção comandada pelo imperador – e seu pupilo, tutelado – que empreende uma nova fase política para tentar inverter a rejeição tão ampla da gestão “Mais avanço, mais conquistas”; e, de outro, a oposição que concentra um relativo número de lideranças com a mesma posição da situação: conquistar o poder político. Ora, dentre esses lideres podemos citar: Pedro Belo (PCdoB), Chiquinho do SAAE (PSDB), Zé Francisco (PT), Prof. Rafael Sousa (PSOL), além de outras personalidades políticas como Ricardo Archer e Biné Figueiredo (PSL) ambos podem contribuir e fortalecer a oposição, sem, contudo, serem candidatos.

A atual conjuntura política local revela a instabilidade da gestão “Mais avanço, mais conquistas” no campo essencialmente político, pois, a ruptura deflagrada pelos ‘infieis mosqueteiros’ comprometera sua base e seu domínio completo sobre o patético Parlamento Municipal. Isso, de certa forma, propicia uma nova realidade sobre aquilo que se convencionou chamar de unidade política como eixo fundamental para consolidar uma facção/tendência política no total controle das articulações e, desse modo, garantir a vitória com a ampla maioria dos diversos setores e atores políticos numa aliança estratégica. Nesse processo, é temerária a permanência dos “infiéis mosqueteiros” na situação, devido às circunstâncias obtusas e obscuras que se manifestarem fazendo-os redefinirem seu posicionamento (é um fato incontestável, pois, nenhum dos “infiéis mosqueteiros” é movido por um ideal, uma utopia e/ou uma fértil ideologia radical e transformadora) político. Mas, a questão central não se resume à presença dos “infiéis mosqueteiros” numa provável aliança no campo opositor e, sim, a unidade entre esses líderes que hoje despontam como alternativas no futuro, a saber: Pedro Belo (PCdoB), Chiquinho do SAAE (PSDB) e Zé Francisco (PT), Rafael Sousa (PSOL). Esse quarteto sem dúvida, sendo composto numa só fileira, será capaz de destronar a atual facção política que detém o poder político local.

A UNIDADE POLÍTICA DA OPOSIÇÃO É FUNDAMENTAL PARA IMPLODIR A GESTÃO “MAIS AVANÇO, MAIS CONQUISTAS” EM 2020

Sem nenhum floreio e de forma didática: ou, a oposição se une, ou, então, o estado atual de coisas permanecerá. Esse fato não é puro silogismo, nem mesmo brincadeira, é uma realidade concreta e que precisa ser ponderada com maior responsabilidade por aqueles que se proclamam corresponsáveis pelo futuro de nossa cidade, pela reconstrução da democracia e pelo respeito às liberdades coletivas e individuais, e pela cultura da transparência da res pública.

Codó não pode sofrer um novo revés político. Seria um retrocesso irrecuperável. A realidade que nos circunda é uma prova cabal da ineficácia desse governo ultraliberal, antipopular, autoritário e antidemocrático.

As forças opositoras precisam condensar suas energias numa única candidatura. E esta seja consensual, limpa, e que, de fato, consiga agregar/arregimentar os diversos setores sociais/populares de forma abrasadora/encantadora. Fomentar a esperança numa nova modalidade de governança é tudo que a oposição deve lutar para restabelecer a credibilidade política tão exaustivamente depreciada na atual conjuntura.

O futuro só pode ser generoso para com o povo e a cidade quando, de fato, o governante o seja. Entretanto, ao inverso, o povo e a cidade padecerão por décadas pelo flagelo humano mistificado na política como agente político. Renegar esse tipo de agente político deve ser a pedra angular para a sociedade perceber o quanto é valiosa, e o quanto é capaz de proporcionar algo singular e inteiramente revolucionário (novo).

A experiência histórica – de ontem e de hoje – demonstra que a força econômica não é sinônimo de desenvolvimento, de liberdade e de igualdade; ao contrário, é a própria essência encarnada do descaso com o que é público, total desprezo pelo individuo, e completa ambição pela personificação de si mesma. Codó carece de um novo líder. Líder esse com característica humana, sensível, democrático e libertário.

Portanto, a evidência de uma ruptura total com esse governo ultraliberal, antidemocrático, autoritário e antipopular se manifestará na unidade política das forças/tendências políticas de oposição para consolidar o ‘bloco/cimento’ para demolir a base da gestão “Mais avanço, mais conquistas”.

A oposição carece tomar consciência de si mesma, enquanto elemento intrínseco do processo político constitutivo da mudança que a sociedade civil deseja realizar a curto e médio prazo.

Três pontos fundamentais que a oposição precisa para, efetivamente, romper os grilhões/amarras do retrocesso manifestado na gestão “Mais avanço, mais conquistas”:

  1. Ter um plano de governo estratégico e radical para resgatar a cidade;
  2. Conhecer a infraestrutura de nossa cidade;
  • Democratizar as relações de poder (introduzindo a participação popular e social acolhendo suas intervenções nas decisões de governo).

3 comentários sobre “Por Jacinto Júnior – A TORRE DE BABEL”

  1. SEI !

    Inusitado: Tanta falácia e você quando secretário de educação propiciou uma gestão nada participativa e um atraso educacional com o aumento das escolas de taipas além da pior gestão educacional da história de Codó.

    1. Oh! espirituoso “Junior”, “EU SEI”, que tu sabes o quanto produzimos na SEMED:
      Pontuarei três elementos de nossa gestão, para aclarar sua míope visão ‘catastrófica:
      1. Realizamos Concurso Público, uma antiga reivindicação da categoria;
      2. Reformulamos do PCCS.
      3. Realizamos Seletivo atendendo o movimento sindical com a finalidade de combater o apadrinhamento político na área educacional;
      Você como dezenas de outros alienados são incapazes de enxergar o óbvio.
      E não adianta me atacar dessa forma que não vai mim desestimular quanto às críticas que tenho contra esse governo medíocre, antipovo, antidemocrático e profundamente autoritário.
      Pare com esse lenga-lenga de que fui um secretário incompetente. Não sou incompetente. Esse argumento é descabido e já não surte nenhum efeito contra mim, caso o objetivo é gerar na opinião pública esse mesmo olhar que você supõe, seu tolo!
      Você afirma que nossa gestão foi pontuada pelo ‘atraso educacional’ e pela ausência de ‘participação’. Muito bem, vamos aos fatos concernentes:
      1. sobre o ‘atraso educacional’: verifique qual foi a nota do IDEB em nossa gestão (2009 e 2011) e compare com as demais, inclusive com a de 2017; e você constatará que a nossa média foi a melhor.
      2. no quesito ‘participação’: inaugurei um novo tempo com a reformulação do PCCS, tendo como novidade as Eleições Diretas para Gestores. Ora, se esses dois elementos não são sinais de avanço, gostaria que você pontuasse aquilo que você pressupõe como modernização, avanço e democratização nas relações de poder. “Junior”, esse foi um dos legados deixado por nossa gestão.
      Saudações pedagógicas e democráticas!
      P.S: Você precisa sincronizar o tempo e espaço para compreender o processo modernizador que inauguramos a partir de 2009-2012. Estude, mas, estude de verdade para poder arguir com fundamento suas posições intricadas e recheadas de contradições.

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