Se há um sentimento antipatriótico ele se manifesta na figura grotesca de Michel Temer(ário) e sua equipe troglodita de Ministros e Assessores. Cães de guarda do capital internacional.
O que presenciamos é uma verdadeira carnificina contra nosso futuro e contra nossos filhos. O Brasil, definitivamente, acolhe para si, a ideia da destruição pacífica – isto é, a lógica destrutiva imposta pelo capital internacional predador e opressor.

As chamadas reformas neoliberais – iniciadas na década de 1980/1990 com Ronald Reagan e Margareth Teatcher – impuseram uma cultura devastadora do desmonte estatal em favor do capital especulativo. E com o suporte tecnológico – transações via internet na Bolsa de Valores – o capital consegue se deslocar de uma nação para outra e de uma negociação à outra de tal forma que, a princípio, deixa sua volatilidade constantemente em perigo e, por isso mesmo, especula onde a taxa média de lucratividade seja exponencial, como é o caso do Brasil (14,75% a.a). Mas o fundamento é o mesmo: lucratividade sob quaisquer circunstâncias. Não importam, quais são as consequências danosas atingindo diretamente o povo trabalhador, o que vale é o espírito tenebroso da ganância, da destruição, associada à supressão do princípio de justiça social.
Ora, a crise econômica endógena é um mecanismo defensivo que o capitalismo predador utiliza como forma ideal para ampliar ainda mais sua estúpida acumulação em detrimento do capital humano. Sem a presença desse instrumento deplorável, a vida social – as relações de produção e de convivência – não são a mesma, ou seja, todo mundo consegue sobreviver com tranquilidade, harmonia. Tivemos um longo período de crescimento econômico e justiça social (com distribuição de renda e aquecimento doméstico impressionante), porém, o golpe neonazfascista com uma roupagem ‘democrática’ e ‘legítima’ – simplesmente, por existir uma palavra no texto constitucional (empeachment) deu margem para sua instalação, entretanto, é sabido de todos que, o pano de fundo, foi outra questão de natureza meramente política.
Para além do golpe conservador, o que a sociedade civil precisa atentar é para os objetivos desse desgoverno traidor para com o Brasil e, especificamente, em relação ao povo trabalhador com as pretendidas reformas neoliberais. Com sua habitual característica malfeitora Temer, o golpista/traidor e toda a matilha que o acompanha no Congresso Nacional, conspiram contra nossa Previdência, contra nossa Educação, e, por fim, contra nossa Nação. Tal convergência explicita o corte na história do conceito de democracia e igualdade com justiça para todos.
Sobre a Previdência, não existe nenhum ‘rombo’ como tem sido divulgado pela mídia aparelhada pela elite – tanto a escrita quanto a televisada -, ao contrário, especialistas, contrastam esse argumento governista demonstrando que há sim, um superávit no caixa da Previdência. Repensar esse modelo é, sobretudo, incluir racionalmente o contribuinte e não usurpar um direito líquido e certo como tem proposto esse desgoverno maldoso e silente.
Segundo estudos realizados por especialistas da ANFIP, demonstram a seguinte realidade que enfrenta a Previdência Social:
No Brasil, a contribuição estatal que deve integrar essas contas é muito pequena. Em 2012, de um total de R$ 317 bilhões utilizados para pagar benefícios previdenciários, as contribuições exclusivamente previdenciárias (empresas e trabalhadores) somaram R$ 279 bilhões (88% do total). A parcela estatal propriamente dita seria de apenas 12%, um montante muito inferior à terça parte (33%) que caberia numa conta tripartite. Se nessa conta fossem consideradas as renúncias fiscais, outros R$ 22 bilhões comporiam as receitas previdenciárias, cabendo ao Tesouro tão somente complementar 5% do total das despesas previdenciárias. Uma conta insignificante, de R$ 16 bilhões, 0,33% do PIB (ANFIP, 2013).
Grosso modo, temos uma inversão no modelo Previdenciário que, ao longo do tempo vem produzindo o tão aclamado e atacado ‘rombo’ do sistema: a saída de recursos financeiros para outras finalidades estranhas à sua função, por exemplo, a DRU – que o governo federal retira 30% da receita orçamentária da Seguridade Social para cobrir despesas como os juros da dívida – e as renúncias fiscais comprometendo a base previdenciária, isto é, tornando-a ‘deficitária’.
É com o discurso baseado na Previdência Social ‘deficitária’ que o desgoverno Temer(rário) tenta implodir os direitos trabalhistas conquistados à duras penas salientando que o próprio trabalhador é quem origina o ‘rombo’. Ele e sua equipe não fazem referencia à estrutura da Seguridade Social e muito menos explicita a separação entre a primeira e a segunda e como é feita a capitação dos impostos. No imaginário popular a Previdência é somente o INSS pagando os aposentados. É necessário desmistificar esse ‘canto da sereia’ por parte do desgoverno Teme(rário) de que é preciso fazer a reforma com urgência e, desse modo, adequar a despesas com a receita. O que se pressente é a possível ampliação da desigualdade com essa reforma absurda e excludente. Conforme demonstrado acima, a ideia de reforma é apenas uma estratégia para dificultar que o trabalhador usufrua de seus direitos com dignidade.
Com a reforma restritiva posta como a única alternativa para sanear as contas públicas, veremos sim, um futuro sendo destruído e o trabalhador impossibilitado de se aposentar tanto pela idade quanto pelo tempo de contribuição.
Somente um parvo acredita que essa medida seja ideal para recompor a economia destroçada pela ambição do capital fictício – capital esse que vive se alimentando dos juros extorsivos como o que é praticado aqui em nossa periferia, para em seguida, evaporar-se do mesmo modo como chegou: sorrateiramente. Chega! Não é possível que, apesar de saber que você será prejudicado por essa reforma enquanto contribuinte e, mais tarde, não poderá se aposentar! Reaja, diga não a esse discurso predador e destrutivo e fique ao lado de quem merece: o trabalhador comum.


Marxista é uma piada. Sua gestão na Semed que o diga.
Boa reflexão. É isso mesmo, essa de rombo na previdência é uma mentira descarada. Acredita quem não conhece o sistema previdenciário brasileiro.
Pena Jacinto que muitos desconhecem o carasco e perverso capitalismo. Preferem assistir Tv ou ficar postando hipocrisia no Facebook ao invés de estudar um pouquinho.
“carrasco”
O tema é interessante, mas vale destacar algumas coisas:
no Brasil, lucratividade alta só existe em negócios que envolvam benefícios diretos por parte do governo. Por exemplo, se tornar credor do governo (bancos, principalmente) é altamente lucrativo por que o governo já
é altamente endividado e portanto precisa estar disposto a pagar altos juros para que algum credor assuma o risco de lhe emprestar dinheiro. Juros alto no Brasil tem o grande culpado: Governo e seus gastos. Por outro lado, empresas que operam apenas sob o livre-mercado, tem um desafio de pelo menos não falir nos três primeiros anos, devido ao mar de impostos e burocracias. Portanto, não se pode culpar o capitalismo pelas distorções nas taxas de juros no Brasil, se o principal culpado é o Governo.
Sobre o tal “longo período de crescimento econômico e justiça social” que tivemos na era Lula, embora a equipe econômica de Lula em seu primeiro mandato tenha sido muito melhor do que na era Dilma, não tem milagre nenhum aí. Basicamente foi feito um incentivo ao consumo sob pretexto de aquecer a economia. Os efeitos nocivos disso (inflação, perda do poder de compra, por exemplo) só vieram depois. E a esse adiamento, Lula deveria agradecer às aventuras bélicas de Bush, que fez com que o Dolar perdesse valor durante aquela década. Dolar fraco proporcionou o boom das commodities e postergou a inflação de preços aqui no mercado doméstico (que seria um dos frutos do incentivo ao consumo). Lula apenas surfou nessa onda internacional. Tanto é verdade que essa foi uma época de bonança em quase toda a América Latina. Depois foi só o Dolar se apreciar (nessa década), que o castelo de areia brasileiro ruiu.
Sobre a Previdência, não tem conversa. Embora alguns especialistas tenham dito o contrário, o fato é que Previdência Social não passa de um esquema de pirâmide financeira. Portanto, não é sustentável.
Para manter um aposentado, atualmente precisa de nove trabalhadores. Mas o fato que essa relação entre número de aposentados e trabalhadores ativos irá diminuir, pois a população brasileira está estabilizando em quantidade e envelhecendo. Tirar dinheiro de outras rubricas para cobrir esse déficit não é solução. Se fosse assim, basta alocar dinheiro de um lado para outro, que o governo nunca teria problemas financeiros. Só seria sustentável se as receitas da Previdência fossem maiores ou iguais do que os gastos também da Previdência. Se precisa de dinheiro de outras fontes pra cobrir, então há déficit e a tendência é apenas de crescer.
E mais: porque defender um sistema altamente injusto como a Previdência? Se o trabalhador ficar com TODO o seu salário e investir o equivalente à contribuição do INSS em outras aplicações mais rentáveis (Tesouro Direto, por exemplo), seria infinitamente melhor. Além de ter uma pensão mensal melhor do que a aposentadoria, teria também todo o montante do seu dinheiro novamente e ainda corrigido. Na Previdência, vc perde o montante de seu dinheiro e em troca fica apenas com uma pensão mensal. Isso parece justo?
Um conselho aos mais jovens: não conte com a Previdência para a sua velhice. Até lá isso já desmoronou.
Caro Pedro (sic),
E o que dizer agora, do Sr. Donald Trump (“o lunático”) que vai acrescentar mais 9% do PIB americano (representando cerca de U$ 50 bi) na corrida armamentista sob o pretexto de proteger a si e ao mundo, contra o ‘TERRORISMO’; isto, então, significa que a inflação tornar-se-á mais ainda descontrolada, e, coitado de nós, sofreremos amargamente os efeitos desse lastro capitalista mortífero. Essa é a verdadeira face terrorista do capitalismo especulativo: guerra, miséria e fome.
A reforma proposta pelo Temer(ário) é exatamente isso:
1.Impossibilitar que o trabalhador tenha um futuro melhor;
2.Tornar a aposentadoria um sonho ao trabalhador (pois, começar a trabalhar aos 16 anos – e, diga-se de passagem, é proibido pela CF/88 – somente podem ser aprendizes; e, contribuir com 49 anos de trabalho. Veja que tal trabalhador não pode perder o emprego sob nenhuma forma, pois, complicaria sua vida futuramente.
De fato, precisamos ficar de olho no que o louco Trump deverá aprontar nos EUA, pois a “força” do Dólar nos afeta diretamente (como ficou claro na era PT).
Entretanto, não entendo o motivo de associar as loucuras de Trump ao Capitalismo. Corrida armamentista é política de governo, e não do Capitalismo. Capitalismo de livre-mercado é a antítese disso, é justamente a redução de tanto poderio nas mãos do Estado. Não imagino empreendedores como Jobs, Bill Gates, Michael Dell, Ellon Musk ou Flávio Augusto promovendo corridas armamentistas ou desejando a pobreza mundial, afinal, pra quem iriam vender? Somente os amigos do Rei (Estado) desejariam coisas desse tipo, mas isso é capitalismo de estado, e não livre-mercado.
Sobre a Previdência, nada pode mudar a Matemática da coisa. O tendência será a imposição de mais e mais restrições como vc bem falou, e isso não depende de ideologia, de política ou canetada. É matemática apenas. Por isso meu conselho aos mais jovens.
Jacinto, ponha na sua cabecinha de esquerdopata: DISTRIBUIÇÃO DE RENDA É ROUBO.Se uma pessoa não ganha o suficiente para se sustentar, azar o dela. Eu é que não quero pagar mais imposto simplesmente porque existe gente que não consegue se prover. Não devendo nenhum governo, mas qualquer coisa é melhor do que esses esquerdopatas (apesar de que esse governo aí, também, poderia ser chamado de esquerda).
Comunismo, Socialismo, Fabianismo, Marxismo, seja lá o que for, é coisa de gente de pouca inteligência. Em grau de inteligência os esquerdopatas (leia-se JACINTO) estão ainda no jardim de infância, ainda não conseguiram se livrar das fantasias.
Pare de ler essas porcarias do século XIX e enfrente a realidade. Qualquer pais que levou a sério as ideias de socialismo ou comunismo se f…
Só gente burra ainda acredita nisso. Cresce homem. Saia do Jardim de Infância.
Errata: devendo = defendo
Caro Pedro (sic),
Quando você reafirma entusiasticamente que a questão da Previdência é de ordem numérica (matemática), creio que você precisa conhecer estruturalmente a funcionalidade do Sistema Previdenciário Brasileiro (que faz parte da Seguridade Social).
você que enaltece tanto o capitalismo – e não enxerga a sua interrelação social e seu completo descalabro – ora usando termos como mercado, livre-concorrência e tal – e, parece que abominas a palavra capitalista -, não atenta para o que, de fato, vai acontecer consigo no futuro – estou relacionando você que, amanhã precisará se aposentar e ai vai perceber a crueldade em que o Temer(ário) o colocou enquanto assegurado da previdência; em nome da austeridade fiscal.
O que tem haver a citação dos grandes afortunados (que você descreve como empreendedores) na relação do sistema previdenciário? Afinal, o capitalismo tem como essência a acumulação e a exclusão. Quando falamos de justiça social estamos indicando que é necessário haver mais igualdade econômica entre as pessoas; ao contrário do que argumentas, nossa visão é de que haja menos pobres, menos miseráveis e menos injustiçados. Nessa linha de raciocínio o capitalismo jamais cumprirá com sua FUNÇÃO SOCIAL. Suponhamos a seguinte realidade: caso a reforma seja aprovada ipis literis, pergunto: quantos anos você tem? Estais trabalhando? Se não, quando começares a trabalhar você vai perceber a distancia de hoje para amanhã. Pense nisso!
Caro Jacinto,
acho que meu comentário anterior pode ter gerado confusão, então vamos lá:
quando falo “livre-mercado”, me refiro ao capitalismo de livre-mercado (laissez faire); que é diferente do capitalismo de estado (ou capitalismo de compadrio, ou de conchavo, ou neoliberalismo). Defendo apenas o primeiro.
Sobre a citação dos grandes afortunados, só a fiz pra exemplificar que não é o capitalismo de livre-mercado quem promove corridas armamentistas.
Sobre a essência do capitalismo ser a exclusão, penso que talvez isso se aplique melhor a capitalismo de estado, e não ao capitalismo de livre-mercado. Vejamos: é graças ao livre-mercado que uma pessoa bastante humilde pode montar uma barraca de lanches e eventualmente se tornar um grande empreendedor. Graças ao livre-mercado que cada vez mais pessoas humildes podem dispor de ferramentas tecnológicas (PCs, smartphones, internet) para iniciarem seus próprios negócios (Curiosamente as fortunas de Jobs, Bill Gates, Michael Dell estão melhorando a vida de milhões de pessoas em todo o mundo). Muita gente monta seu próprio negócio usando apenas um PC com internet. Por outro lado, quando se tem capitalismo de estado, aí sim temos desigualdade perversa: seja por causa de sua política de expansão monetária que destrói o poder de compra dos mais pobres, seja por causa de suas políticas protecionistas que protegem as campeãs nacionais criando protecionismo e impedindo os pobres de comprar bens mais baratos do estrangeiro, seja por causa de sua política fiscal que, ao incorrer em déficits orçamentários, aumenta a riqueza dos compradores dos títulos públicos, seja na imposição de leis trabalhistas, que impedem que os menos capacitados/experientes ingressem no mercado de trabalho.
Sobre a Previdência, certa vez li sobre a tese da Dr. Denise Gentil que fala sobre esse vínculo com a Seguridade Social. Alocar recursos da SS não muda a natureza insustentável da Previdência, dada as proporções que esta já adquiriu, principalmente considerando a realidade do Brasil: já temos um gasto altíssimo com a Previdência, governo já altamente endividado, produtividade média do trabalhador é baixa (impedimento para novos impostos). O fato é que queríamos tanto um welfare state ao melhor estilo Nórdico, mas nos esquecemos que para isso, teríamos que ter enriquecido antes (e, paradoxalmente, não precisaríamos dele).
Embora eu tenha um pensamento diferente do seu em alguns aspectos, gosto muito de ler seus textos.
cara vai procurar o que fazer