O LIXO E A LIMPEZA HETERODOXA

Para alguns, esse título soará estranho por conta da terminologia – heterodoxa -, contudo, faço o devido esclarecimento sobre. Originalmente, essa terminologia tem como ponto central o espectro religioso e, nesse sentido, quem discorda de um “principio religioso” é classificado como um herege, ou heterodoxo. Mas, a nossa intenção é ir para outro patamar cultural designando essa terminologia a uma tipificação essencialmente política estabelecendo um comparativo entre a ideologia da extrema-direita e a da esquerda.
Para desmistificar esse argumento altissonante, apropriar-me-ei de um posicionamento célebre arguido e postado pelo nazista inelegível em sua rede social como sinal de que é um homem capacitado e altamente dialético e, ao mesmo tempo, replicarei a resposta dada por seu interlocutor demonstrando sua habilidade, sua genialidade e sua refinada ironia plástica.
Tudo ocorreu a partir da nova fase de investigação da Polícia Federal sobre o caso da morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco. Novos fatos foram revelados e, por conta disso, a possibilidade de se chegar ao mandante-mor estar cada vez mais próxima. E tem gente quase sem dormir com medo da PF bater em sua porta a qualquer momento!
O nazista inelegível tenta ocupar o papel de líder opositor ao governo que acabara de derrota-lo num pleito eleitoral bastante intempestivo – pois, quando estava comandando o país tentou sabotar o processo eleitoral de várias formas, uma delas, foi a inusitada blitz realizada na Região Nordeste pela PF com o objetivo de impedir o cidadão de exercer sua escolha política; além disso, “O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a Caixa Econômica Federal para tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e, com isso, provocou um calote bilionário no banco. Ao criar duas linhas de créditos – uma para a população negativada e outra para os beneficiários do Auxílio Brasil -, Jair Bolsonaro emprestou bilhões à população, mas não garantiu que o dinheiro retornasse ao banco”. E mesmo assim, sofreu uma derrota imponente!
E, agora, fora do poder, sem nenhuma imunidade, corre sério risco de ser preso, por diversos atos ilícitos enquanto estivera no comando do país. Porém, é digno de registro meditar sobre sua última aparição, em São Paulo, num encontro de seu partido, onde se verificou a entrada do vereador Fernando Holiday, ex-MBL – este, na verdade, foi quem primeiro chamou o nazista inelegível de “jumento”, e no ato de sua filiação, pediu desculpas por ter “errado no passado”.
O nazista inelegível é um espécime em extinção. Extinção política. Ele é um ser degradante e absolutamente incapaz de refletir o país numa perspectiva democrática, carrega sem nenhuma vergonha o mantra do ódio, da desunião e da pura negação. É um contumaz mentiroso! Até mesmo entre seus pares ‘ele’ busca ofender descaradamente e, ainda, acha-se vitimado pelo “Sistema”. Sistema esse que, por sua vez, segundo ele, atenta contra sua liberdade, contra sua individualidade e contra sua valiosa vida. Para ele o mundo é movido pela ‘teoria da conspiração’. Não consegue distinguir o que é de fato, uma verdade e/ou uma mentira; o que importa é acusar o adversário independentemente da realidade social que evidencia os acontecimentos cíclicos. O nazista inelegível alimenta a ideia fixa de que o Brasil vive um ‘iminente perigo’ de se transformar num país “Comunista” – leia-se: “Cuba, Nicarágua, Venezuela, Coréia do Norte e, mais recentemente, a Argentina” – e que vai implantar o “Marxismo Cultural” – uma das facetas da teoria da conspiração – nas Escolas e Universidades.
Retomando essa temática mais uma vez, farei uma abordagem em definitivo para desmistificar essa ideia extemporânea calcada no discurso do movimento da extrema-direita nacional que tenta incutir no imaginário popular o quanto a ideologia progressista é perversa, cheia de anomalia, e, mais ainda, deformante.
O primeiro ponto visando destronar essa pálida e doentia posição teórico-ideológica da extrema-direita é relembrar que o PT governou esse país por 14 anos e, em nenhum momento desse período garboso, houvera um esboço no sentido de estabelecer a implantação de tais ataques políticos contra o país como:
- Mudar a cor da bandeira – “a nossa bandeira jamais será vermelha”;
- Eliminar o Hino Nacional e impor como hino oficial o “Hino da Internacional Comunista”;
- Transformar o Brasil em um país “Comunista”.
Esse discurso enviesado já não concorre para o dito “cidadão de bem” entende-lo como uma oportunidade para creditar ao sistema ultraliberal a capacidade para realizar uma reforma estrutural no país tendo como foco o povo pobre. Já estar mais do que explícito que esse famigerado regime tem como pano de fundo:
- A supressão dos direitos sociais e trabalhista da classe trabalhadora;
- A hiperexploração da força de trabalho com um salário reduzido;
- A terceirização como método que precariza as condições de trabalho com uma jornada extenuante;
- A privatização do patrimônio brasileiro como os Correios, a Petrobrás, Caixa Econômica, e a exploração da Amazônia sem nenhum critério, e etc.
Esclarecido essa faceta que a extrema-direita tenta mostrar sob a governança petista que o Brasil caminha a passos largos para uma crise político-econômica profunda a ponto de se destruir como nação; agora, entremos na questão central do texto: o lixo e a limpeza heterodoxa.
Explicitando o título em epígrafe
Acima mencionei claramente o objeto em questão. Porém, é necessário esquadrinhar o objeto separadamente: de um lado, o lixo – expressão que indica a representação política do conservadorismo na figura pública do nazista inelegível – simbolizando um modelo político atrasado e voltado para o completo aparelhamento do sistema econômico em detrimento da ampla maioria das camadas sociais menos favorecidas; e, de outro; a limpeza heterodoxa – termo que indica o caráter e a cultura política de um movimento que açambarca uma profusão de ideias coletivas liderada por um líder carismático e socialdemocrata – onde o elemento primordial desse majestoso movimento é por em evidência a totalidade da realidade social em prol de uma comunidade – esquecida pelo núcleo ferrenho do sistema opressor capitalista -; oferecendo-lhe as condições materiais de vida melhor. Eis ai a distinção frontal entre o lixo e a limpeza heterodoxa. Ou seja, a diferença entre o horror e a benevolência; entre o feio e o belo.
O nazista inelegível agora se comporta como um dirigente milimetricamente defensor de um país que estar numa condição de absoluta servidão diante do mundo – segundo sua ótica globalista-olavista. Para ele o atual representante – o nosso chefe de estado, eleito legitimamente pelo voto popular – da nação brasileira é uma espécie de ‘boneco ventríloquo’, um falso líder que não dispunha de competência para administrar a estrutura de poder de forma adequada. Para o nazista inelegível, o atual representante do Brasil é ‘analfabeto’ – um homem sem pendor intelectual e sem articulação política -, além de ser um ‘jumento’ – um animal extremamente ágil e dócil, capaz de se situar geograficamente e encontrar sua moradia sem nenhum problema; possui uma colossal força física; e acrescento mais um pormenor: foi o animal que carregou o verdadeiro Messias triunfalmente a caminho de Jerusalém, além de pisar em um tapete de ramos -, não sabe o que é a arte da política e de gerenciar a coisa pública. O nazista inelegível tropeça em suas próprias palavras quando comete esse barbarismo intelectual; lembremo-nos de suas profundas palavras ao completar seus 100 (cem) primeiros dias de governo quando fez a seguinte verbalização com seu complexo e notório saber orgânico: “os números… os inúmeros complexos… calma lá, os desafios são os inúmeros e complexos desse grandioso Brasil! O 5º produtor do mundo (…)”. Percebe-se claramente a densidade de sua alta cultura privilegiada. Lula certamente diante desse assombroso monstro do conhecimento seria apenas um esquálido anão aprendiz sobre a conjuntura econômica, social, educacional, cultural de nosso país, pois, não domina praticamente nenhuma temática tão avançada quanto à apresentada pelo nazista inelegível.
Agora, vejamos o que expressou o atual representante do Brasil quando de seus 100 primeiros dias de governo: (…) “O Brasil voltou para conciliar novamente crescimento econômico com inclusão social para reconstruir o que foi destruído e seguir em frente” (…), notável diferença em termos culturais e de conhecimento entre ambos. Lula é, sem dúvida, um poço de experiência e sabedoria; enquanto o nazista inelegível se encontra na superficialidade, no cotidiano da mesmice, do besteirol e da incredulidade e no eterno mundo da confusão teórica. Lula sintetiza a clarividência de um saber cosmopolita dimensionado por sua inesgotável experiência na labuta concreta e histórica de militante. Lula é um indivíduo predestinado ao sucesso e, isso, gera inveja!
Em 2022, o povo oprimido deu seu grito de repúdio ao lixo tóxico, e abraçou a limpeza heterodoxa com o fito de sentir novamente a brisa da liberdade e da dignidade.


Esse militante esquerdista é um lunático, igual o líder dele.
O sujeito que chama o ex-presidente de nazista, demonstra total desrespeito com a História.
Mas esperar o que de um sujeito que idolatra quem chama ditadura de “democracia relativa”?
Amo de verdade, esses comentários! É uma evidência mui forte de que o leitor sente sua “massa cefálica enriquecer-se com nossa mensagem diligente, pontual ecoesa!
Lá vem merdz.
Ponham o dicionário do lado.
Vá se tratar seu esquerdopata
Cara chato da p…. Com esses textos enfadonhos
Bla, bla, bla ,bla ,bla ….,
Não se irrite! Apenas deleite-se com o que há de melhor na literatura, cultura e aprendizado de um simples cidadão que, literalmente, “furou a bolha” dos privilegiados – no sentido da apropriação do conhecimento científico – e tornou-se um ser social altamente compreensivo e dotado de saberes acumulados historicamente e, que os expõe aos filhos deste torrão visando conscientiza-los de que existem uma coalisão entre duas classes sociais e que absolutamente antagônicos e irreconciliáveis. Gostaria de sugerir como leitura o pensador alemão Nietzsche “O nascimento da Tragédia Grega” e a “Genealogia da Moral”. Enriqueça-se e seja feliz! Desfrute do que há de mais rico na natureza humana: o conhecimento! O conhecimento produz seres humanos mais sensíveis e mais respeitadores! O conhecimento é amizade recíproca; é tensão que uni ao em vez de dividir. Enfim, não seja por demais aborrecida; nunca demonstre antipatia por outrem sem razão, pois, isso, implica dizer que há uma ‘pontinha de inveja’ e a inveja não é um valor moral bem-quisto; ele é sobejamente um valor destrutivo! Obviamente que ninguém gostaria de se autodestruir e muito menos colocar-se na condição de destruidor, pelo contrário, a ideia da universalidade humana é edificar, é construir, é ser compassivo e a compassividade pode constituir-se num instrumento de solidariedade; e a solidariedade tão ausente na relação humana nas atuais circunstâncias históricas se transformar em um monumento da paz! Saudações democráticas!