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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Por Jacinto Junior – Os efeitos da ressaca eleitoral 2014

Impressionante a capacidade de a população brasileira absorver na recente democracia uma intensa campanha anti-PT articulada pelo conservadorismo hipócrita e denuncista do PSDB.

A onda antipetismo não se justifica, pois, o Brasil é uma das maiores democracia do ocidente e o PT foi o principal protagonista de sua emancipação e, agora, sua solidificação. Talvez o que justifique o discurso odiento e raivoso da direita conservadora (Aécio, dispositivo midiático e Cia), seja por conta de mais uma derrota acolhida em seu diapasão ideológico.
Barbárie.

Esta é a palavra-chave para definir todos os métodos reacionários empregados pelo PSDB na tentativa de inverter uma lógica estabelecida e, diga-se de passagem, extremamente sólida.
Por conta da 4ª derrota fragorosa e consecutiva do conservadorismo fundamentalista, as redes sociais foram transformadas em verdadeiras trincheiras do irretocável ódio de classe da elite branca com a participação de um considerável número de entes sociais alienados – inclusive, revestidos de inconsciência política – alimentam e fortalecem de forma absurda o sentimento desnecessário da xenofobia a uma importante região de nosso país: o Nordeste.

E neste sentido – me incluo como parte conexa – não posso aceitar tal desrespeito e, por isso, devo me pronunciar em defesa de nosso país, de nossa região e de nosso povo heroico.
Não é com essa postura demoníaca e raivosa que a democracia será exercida e emanada pelo povo.

Os francos derrotados têm que aceitar o fato de que o povo em todo o país fez sua opção política, independentemente de sua fé religiosa, etnia, cultura, nível econômico; simplesmente decidiu pelo atual modelo político instalado em 2003 e, que, agora, sentem o reflexo das decisões tomadas cujos efeitos atingiram a todos indistintamente, claro que, para uns menos e para outros, mais.

Dentre os mais beneficiados estão os alijados da e na história desde a construção como Estado-colônia e, agora, verdadeiramente, tornou-se um Estado-Nação.

Mas independentemente dessa questão o que é necessário impor como fundamento indispensável em relação ao discurso do ódio de classe e raivoso, por meio das redes sociais é reafirmar nossa condição de gente, gente que constrói; gente que trabalha; gente que é solidária, gente que sorri, gente que ama, gente que é feliz mesmo nas mais difíceis situações. Esse é o povo nordestino heroico e capaz de responder à altura com um simples apertar de uma tecla e confirmar sua irredutível decisão política.

Ouvi de um conhecido logo após o resultado das eleições presidenciais (e por uma questão ética, não citarei seu nome) a seguinte frase: “olha aí, bonito para tua cara, agora somos chacota para todos os brasileiros, nas redes sociais!” Essa frase pronunciada remoeu meu interior profundamente e não tive alternativa e lhes respondi como todo nordestino deveria responder aos insultos a outro nordestino, que estamos sendo bombardeados: você optou pelo candidato da direita conservadora, aquele que representa os interesses da grande burguesia, dos banqueiros, dos empresários especuladores, dos rentistas e etc. Mas quero lembra-lo, de que na gestão do partido desse candidato na década de 1990 – especialmente, a partir de 1994- 2002 -, o Fhnistão promoveu um verdadeiro ataque contra o patrimônio brasileiro e traiu nosso país, quebrou nossa economia, enfim, colocou em prática a política neoliberal do FMI e do Banco Mundial e dizimou milhões de empregos! Mas o que gostaria de frisar é que o Fhnistão chamou todos os brasileiros trabalhadores de “vagabundos”.

E, recentemente, nos chamou de “mal informados” – ora, para um intelectual de sua estirpe tal comentário ilustra sua fisionomia classista, revela sua antipatia pelo povo ‘descamisados’, e reafirma sua condição como representante da elite branca e, ao mesmo tempo, derrama todo seu ódio aos brasileiros nordestinos. É exatamente esse tipo de discurso que fomenta o ódio e a xenofobia.

Quando respondi ao meu interlocutor apresentando esses dados, imediatamente fiz uma interrogação, sobre o que ele achava do grande guru, o ‘príncipe dos sociólogos’ Fhnistão ter nos chamados de ‘analfabetos’. Ele simplesmente se retirou e não disse mais uma única palavra.

No fundo o que propus a ele foi apenas uma pequena reflexão sobre o discurso cunhado de ódio, preconceito, xenofobia e discriminação em relação a nós nordestinos, inclusive ele como tal. Precisamos tomar cuidado com a fala de quem nos tenta conduzir para um caminho pautado de progresso e, de repente, tal caminho é meramente uma cilada, uma armadilha vil.

Uma avaliação sobre a importância do Colégio Eleitoral: eles sempre afirmaram que os Colégios Eleitorais como o de São Paulo e de Minas Gerais são determinantes para faturar as eleições. Ora, se de um lado, temos essa construção ideológica formada, de outro, temos os Colégios ‘inexpressivos’ que servirão apenas como complemento, entretanto, o modelo pensado como determinante foi desconstruído democraticamente.

E por conta dessa nova conjectura política a região Nordeste é terrivelmente atacada, com inspiração neonazista e neofascista. Precisamos realinhar nova apreciação sobre essa postura defendida pelo conservadorismo fundamentalista, notadamente, influenciado pelo discurso do candidato oficial e derrotado da alta burguesia nacional. A todos os fundamentalistas de direita, cretinos, preconceituosos, discriminadores, xenófobos nós nordestinos somos um povo heroico. Somos uma grande pátria uníssona mergulhada na identidade
brasiliana.

Somos a coragem que não se curva ante a cólera e o despojo nojento daqueles que pressupõe ser dono do Brasil. Não, essa Pátria é única! De Norte a Sul, de Leste a Oeste, do Oiapoque ao Chuí, é possível encontrar um “cabra da peste, sim senhor”, “cabra macho” que não arreda pé de sua missão valiosa: salvaguardar sua vida e preservar sua coragem desbravadora. Não podemos aceitar passivamente essa situação como normal e sem nenhuma repercussão, na verdade, é preciso tomar posição e iniciarmos um processo combativo contra esse discurso para evitar que tal estupidez ganhe corpo e seja alimentado e torne-se um caso grave de perseguição antissemitista, como ocorrera na Alemanha em relação ao povo judeu. Não podemos admitir o nascimento do antissemitismo nordestino! Somos uma Pátria una e indivisível. Somos ligados por uma ancestralidade plural, portanto, irmanados por um sentimento plasmado pela unidade  territorial e racial. Não temos diferenças, temos opiniões divergentes o que, em síntese, expressa o conceito de liberdade ampliada.

O Brasil não necessita reproduzir o holocausto horrendo da história contra povos minoritários, muito menos circunscrever atos bárbaros e desumanos para impor uma filosofia cínica e mentirosa, configurando os caprichos de uma elite desassombrada com o poder político. A lógica é respeitar a soberania popular, é solidificar a democracia recém-conquistar (1984-1885), após um longo período obscurantista recheado de perseguições abruptas.

O timão da história política brasileira agora é guiado pelo povo e do povo emana as mais belas inspirações e lutas sociais dignas de se referendar. O que menos queremos nesse momento histórico é um estado terrorista pautado em princípios conservadores e ideologias neoliberais. A democracia participativa é o termômetro que indica o nível de satisfação de um povo mediante a realidade que transige em-si para-si. Penso que o Brasil vivencia uma extraordinária experiência histórica tendo como principio balizador a democracia participativa.

Ela é determinante.

Após a ressaca recobre-se a sobriedade e manifeste-se a ponderação em torno da realidade que se configura, no entanto, urge imediatamente que a Oposição assuma sua condição, mas, sobremodo, com certa responsabilidade e ética. A bravata não pode ser a instituição legal para conduzir o processo de luta encarniçada contra o governo como se fosse um ato heroico e extremamente lúcido.O Brasil precisa de reformas e elas só podem acontecer numa perspectiva popular. O povo precisa participar das discussões.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

12 comentários

  1. Acélio, por acaso você ganha algo por divulgarem opiniões pessoais em seu blog, principalmente sobre partidos políticos?
    Cuidado militante POMBO, pois a casa cairá para o seu partido e você como o “petista intelectual” deverá se esconder…

      1. Agora todo mundo é santo…eu sei q no meio desse furdunço teve práticas nada republicanas, num foi? Ou o PT te expulsou porque tu é muito prolixo? kkkk

  2. CARO JACINTO JUNIOR, O ARTIGO DE PAULO MOREIRA LEITE TRADUZ A VERDADE DOS INTERESSES DA ALA CONSERVADORA, DESDE O ESTADOS UNIDOS SOMADOS A TODA IMPRENSA DO SUDESTE/SUL. Publicado em 01/11/2014
    PML: sem votos,
    oposição quer asfixiar Dilma
    “A estratégia é valer-se de cada posição para neutralizar as ações da presidenta”

    O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Moreira Leite, publicado em seu blog:

    ASFIXIANDO A PRESIDENTA

    Incapaz de vencer Dilma nas urnas — nem com auxílio de um golpe midiático — a oposição decidiu tentar o afogamento institucional do novo governo.

    Os votos da eleição presidencial foram contados há menos de uma semana. A posse da presidenta reeleita está marcada para as 10 horas da manhã de 1 de janeiro de 2015. Mas a oposição segue no ataque.

    A estratégia é valer-se de cada posição — de cada milímetro na máquina do Estado e no conjunto das instituições políticas, inclusive a mídia — para neutralizar as ações da presidenta, esvaziar suas decisões e impedir a formação de um segundo governo capaz de prosseguir as mudanças iniciadas em 2003 e dar respostas eficazes aos imprevistos e dificuldades que surgiram nos últimos anos.

    É uma postura predadora, explicada com a devida elegância em palestra recente de Paulo Arantes, professor de ideias marxistas, mestre de várias gerações que fizeram o curso de Filosofia na Universidade de São Paulo. Referindo-se a política da direita norte-americana, modelo e exemplo da facção mais ativa do conservadorismo brasileiro, o professor, mestre de tantas gerações que passaram pela Filosofia da Universidade de São Paulo, explica, em palestra transcrita pela Folha de S. Paulo:

    “A direita norte-americana não está mais interessada em constituir maiorias de governo. Está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações”, afirma.

    Por isso, seus integrantes podem “se dar ao luxo de ter posições nítidas e inegociáveis. E partem para cima, tornando impossível qualquer mudança de status quo. Há uma direita no Brasil que está indo nessa direção.”

    Segundo ele, “a esquerda não pode fazer isso porque tem que governar, constituir maiorias, transigir, negociar, transformar tudo em um mingau”.

    O que se assiste no Brasil desde o último domingo é uma versão local deste processo.

    A eleição mostrou a imensa dificuldade dos conservadores conquistarem a maioria do eleitorado, apesar da unidade do grande empresariado em torno de QUALQUER candidato capaz de derrotar Dilma e o PT e da falta absoluta de escrúpulos democráticos confirmada pela tentativa de golpe midiático ocorrida nas 48 horas anteriores a votação.

    O que se tenta, a partir de então, através de posições “nítidas e inegociáveis,” que tornem impossível qualquer mudança de status quo”,” é impedir que o governo “aconteça”, que faça seu “mingau”.

    É sintomático que a primeira iniciativa da campanha do PSDB após a derrota tenha sido questionar a apuração no TSE. Não havia um indício, nenhum fato, para justificar a mais remota suspeita contra o resultado das eleições — apenas a vontade irresponsável de colocar em questão a decisão das urnas, naquele aventureirismo típico do “se colar, colou.”

    No Brasil de hoje, o “mingau” de Dilma (lembra a história do Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau que queria criancinhas para fazer mingau?) é construir uma maioria para governar.

    A presidente precisa recompor a maioria política, confirmando, após a vitória eleitoral, aquilo que as urnas disseram — ela é a liderança mais adequada para mobilizar a sociedade para a defesa os interesses da maioria.

    Nas circunstâncias concretas da política brasileira, Dilma necessita de um novo eixo político para o segundo mandato. É obrigação natural de qualquer governo recém-eleito.

    No caso brasileiro, consiste na única forma de manter políticas de distribuição de renda e proteção dos mais fracos que marca os governos Lula-Dilma desde 2003.

    Neste caminho, terá de “transigir, negociar,” como explica o marxista Paulo Arantes.

    A questão real não é elevar ou não a taxa de juros em 0,25%, como ocorreu na semana passada. Eu acho — e uma minoria de 3 contra 5 votos na reunião do PROCOM pensa da mesma forma — que foi uma medida desnecessária, ainda mais numa situação de baixa atividade econômica.

    A experiência mostra, porém, que este é um debate possível e legítimo. Há exemplos para sustentar as duas opiniões. Tem-se como certo que a alta de juros promovida pelo COPOM, no final de 2008, serviu para aprofundar a crise dos derivativos no Brasil. Uma tragédia, que repercutiu no crescimento negativo em 2099.

    Mas a histórica redução dos juros, promovida em agosto de 2011, que recebeu apoio enfático de tantos observadores, inclusive deste blogueiro, esteve longe de produzir os resultados aguardados, não é mesmo?

    Será útil discutir se a nova equipe econômica deve trazer sinais de abertura ao mercado?

    Pode-se debater quais sinais, para que, a favor de quem. Quem acha que Dilma não está cumprindo o que disse na campanha precisa lembrar que ela não foi a candidata da ruptura com o capitalismo. Fez uma campanha com base na luta de “nós contra eles”, em nome de um horizonte de construção do Estado de bem-estar social, base para o convívio entre a democracia, que é o regime da maioria, com a propriedade privada e o mercado, que é o sistema de uma minoria de empresários e acionistas. O nome disso é “capitalismo democrático,” ensinou o cientista político Adam Przeworski, num texto sempre útil chamado “O capitalismo na encruzilhada.”

    No mundo de hoje, as posições “nítidas, inegociáveis”, encontram-se do outro lado, como ensina Paulo Arantes. A agenda é negativa: impedir o governo Dilma de agir. Tirar o oxigênio das urnas. Paralisar.

    O Brasil não se encontra, é bom lembrar, nas circunstâncias dolorosas daquele país que Lula recebeu em 2003. A economia interna, nem de longe, encontra-se num estado calamitoso. Representa a 7a. economia do mundo, um mercado de renda média de 200 milhões de pessoas, capaz de justificar uma “guerra” nas palavras pouco diplomáticas do Financial Times.

    Numa situação externa desfavorável, a oposição investe na degradação do ambiente político como estratégia para criar uma crise econômica capaz de inviabilizar o exercício do governo.

    O apetite exibido para o confronto e o ataque direto, os murmúrios recorrentes em torno da palavra impeachment, sugerem que pode ser até ingenuidade imaginar que a oposição pretende aguardar até 2018 para tentar um retorno ao Planalto, respeitando a vontade do eleitor e o calendário eleitoral. A estratégia é apostar numa crise final a cada esquina.

    1. Sr. José Murilo Duailibe Salem:

      Tudo que fora exposto neste artigo de Paulo Moreira Leite é o que tenho expresso continuamente em meus parcos textos. Isto demonstra que a fórmula engendrada pelos governos Lula/Dilma (especialmente, no que tange às políticas macros)simbolizou uma fissura no sistema capitalista – pois o conservadorismo solapado pelo dispositivo midiático, também, conservador – integrou uma nova postura: redimensionar a economia para os menos favorecidos historicamente. Essa cultura política inaugurada pôs a nú o “rei mercado” e, mesmo nas condições nervosas em que se encontra o metabolismo do mercado internacional, o modelo brasileiro consegue para si, oxigenio suficiente para garantir mais uma etapa no processo de uma crise sistêmica que tem produzido solavancos no eixo Norte/Norte e toda a União Européia. Veja que o Japão cresceu nesse ano apenas 1%. Mas o que quero mesmo reafirmar é que o Brasil condicionou mais uma etapa na perspectiva democrático-popular (o povo brasileiro decidiu por aquilo que compreendeu ser melhor para a Nação), agora, a Oposição sob a batuta do PSDB não consegue mais a credibilidade popular por tudo que já realizaram enquanto governo recentemente e, isso, não foi esquecido e, diga-se de passagem, não será jamais esquecido! Portanto, a tentativa de realizar um golpe branco – como o PSDB deseja – não é o caminho democrático para destituir um legitimo governo reconduzido pelo povo para mais um mandato. Espero que o novo mandato se converta em mais políticas para aqueles que necessitam. Até a próxima!

    1. Caro ANTONIO RODRIGUES,

      O Brasil já se livrou desse famigerado regimemilitar. Não queremos mais o retorno de um sistema perverso e tolhedor da liberdade de expressão e opinião. Não queremos que seja novamente imposto sobre nossa boca uma mordaça! Espere… estude um pouco mais sobre a historia contemporânea brasileira – uma dica: leia o livro “Brasil, nunca mais” do Arcebispo de São Paulo, Dom Eugênio Sales, nele você vai conhecer melhor a verdadeira face de um regime facinora. Saudações democráticas.

  3. Nobre professor, são pouquíssimas as pessoas neste paiz que realmente pensa no retorno dos militares, porém entre esse modelo que os LARÁPIOS PETISTA “0 molusco” implantou e os militares, eu fico com o militares…

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