
REFLETINDO SOBRE O PAPEL E O PODER DA “MASSA POPULAR”
“Dizer a verdade é sempre revolucionário” (Gramsci).
Temos uma hercúlea tarefa em 2024. Quando expresso esse posicionamento o faço na seguinte proposição: Redesenhar a gestão pública numa perspectiva progressista e profundamente democrática.
Isso, certamente, implica afirmar na urgência de se eliminar o estereótipo da desmemorização popular – ou seja, o rápido esquecimento do povo a respeito de um governo ruim – sobre o conceito de renovação e/ou de mudança e, a partir dessa premissa, partir para uma ação madura, densa e comprometida; fazendo uma escolha política redentora, sem traumas e/ou receios de não alcançar tal intento.
Compete, portanto, aos chamados despossuídos, desalentados, pobres economicamente, desempregados e etc., estabelecer suas condições materiais concretas de vida para, em seguida, reafirmar sua importância como sujeito histórico e seu valor individual socialmente.
Sobre esse aspecto, insurge uma pergunta avassaladora: quem, efetivamente, é mais forte, numa eleição? O candidato ou o eleitor comum?
Será que, o mais forte é aquele que tem dinheiro para comprar sua consciência no dia da eleição e depois, literalmente, sumir para reaparecer quatro anos depois e fazer o mesmo processo anterior?
Ou, você, cidadão comum que tem em mãos o único poder para realmente fazer a diferença: o seu voto? É sobre isso que estou inclinado a falar.
Repito: quem tem a força para fazer quaisquer mudanças não são os homens endinheirados, que pintam o sete e bordam o oito e desenham o dez, com um lápis de cor amarela, exalando sistematicamente uma mentira aqui e outra ali, quando candidatos. Mas ao frigir dos ovos; caso sejam, eleitos, viram as costas para a sociedade civil organizada; que, por sinal, são as massas populares.
E você cidadão comum, sabe muito bem disso! E por que, então, aceitas esse tipo de joguete infame? Visto que não obterás nenhuma vantagem posteriormente?
É chegado o momento de romper com essa cultura horrenda, que não o beneficia de forma direta e conforme expressa a legislação vigente – no caso, nossa Lei Orgânica Municipal.
Sabe quem detêm a força política realmente? É você cidadão comum! E você precisa tomar consciência de sua capacidade para transformar um ato simples – o ato de votar – numa ação absolutamente revolucionária, escolhendo candidatos que possuam uma trajetória de luta em defesa dos interesses populares. O fator determinante é sua consciência atender a esse compromisso fundamental abrindo novos horizontes políticos e elegendo homens de ação, éticos e honestos. Esse deve ser o ponto central da massa popular ao se movimentar politicamente no sentido de uma mudança estrutural de poder.
Não criei essa categoria – massa popular – ela já existia há muito tempo, porém, estar fora de uso; mas me aproprio da mesma com o fim de sacudir a sociedade civil codoense politicamente. Esclareço também a diferença entre massa popular X massa de manobra.
Historicamente, esse termo – massa de manobra – tem sido usado mais para tipificar a prática desonesta e a cultura da corrupção entre o homem público e o eleitorado e, paralelamente, uma designação num tom jocoso e pejorativo. Enquanto que, o termo – massa popular – é utilizado na perspectiva de uma conotação de movimento-ação, dando-lhe uma característica revolucionária, independente, autônoma e organizada. Em nossa análise, tal categoria ganha uma dimensão elástica e fundamental em todo e qualquer processo social. Essa massa popular é quem direciona o campo de batalha, ela desvencilha as decisões mais expressivas de uma estrutura social; ela desmonta toda e qualquer ação negativa quando intervêm.
Portanto, é fundamental a separação entre massa popular X massa de manobra, para não incorrer em risco de associar uma à outra com a mesma função e finalidade.
A MUDANÇA SÓ ACONTECE QUANDO A “MASSA POPULAR” SE REBELAR
Obviamente que, realizar essa grandiosa tarefa não é simples, pois, no famoso tabuleiro político onde as circunstâncias históricas se apresentam de modo visceral e sem controle de determinado grupo ou facção política; para direcionar o caminho menos tortuoso no sentido do termo evidenciando-se assim, o “peso morto” de tal influência; mas a massa popular – ou seja, o cidadão comum e sua inegável força política por intermédio do voto independente – sendo o para-choque desse processo eleitoral; abrindo lacunas jamais vista em toda nossa história de emancipação.
A massa popular – repito: essa descomunal força social e política – codoense tem que se tornar protagonista desse processo pelo menos uma vez na história para comprovar sua capacidade decisória e sua independência. Na realidade, quem possui a verdadeira força política são as massas populares, pois, se revestem da maioria absoluta e, portanto, não podem se curvar ante os tradicionais candidatos que reproduzem periodicamente um ciclo vicioso de relação contaminada pela corrupção – literalmente, a compra do voto.
Acredito apenas no poder, na força e na unidade da massa popular para construir uma perspectiva histórica avançada e moderna para nossa cidade. Contudo, para materializar esse projeto político arrojado esse movimento precisa se tornar uma alternativa naquilo que se aventa como pedra de toque: consolidar uma gestão pública democrática, transparente e profundamente sustentável. Ou seja, escolher um homem público honesto, ético e sensível às causa populares.
2 Responses
Lapa vempem merperdapa.
Jasinto, tira uma outra foto, já abusei esta.
Tira uma de perfil, lindo.