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domingo, 16 de agosto de 2026
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Por Jacinto Júnior – UMA HOMENAGEM AO ”PATRONO” DA CULTURA CODOENSE

Sim, merecidamente, Ruy Rey deveria ser homenageado com esse título. E sua terra-mãe orgulhar-se-ia por tal justiça no campo cultural.

Ruy Rey fora um aguerrido e um entusiasta da cultura local e estadual. Sempre primou por sua expansão em todos os rincões deste território chamado maranhense.

Tive uma relação muito próxima a ele. Dividi em vários momentos na minha singela residência, horas a fio debatendo a cultura, o gingado do seu mais novo encanto: o Bumba-boi que se tornara sua ardente paixão. Sobre esse espectro, não media esforços para mobilizar as apresentações e, para isso, contatava com vários cidadãos, empresários e, pasmem, até políticos para incentivar a cultura em outros cantos dos arraias maranhenses. Terei sempre essa lembrança forte de um homem que, apesar de pouca instrução escolar, desprendia-se de seu interior toda uma explosão criativa para enriquecer nossa cultura e nosso palco festivos juninos.

Ruy Rey foi isso, a mais forte expressão da luta em prol de um segmento que, historicamente, tem sido relegado ao segundo plano. Mas sua dedicação, sua paixão e seu total desprendimento para o desenvolvimento dessa arte, “fez das tripas coração” para materializar seus intentos culturais e suas ideias.

Ruy Rey deu sentido à nossa história cultural. Homem de pouca escolaridade, porém, rico em ideias. Sempre que tinha um “insight”, me procurava para que eu opinasse a respeito. Por isso, tinha e tenho um profundo respeito por esse homem chamado cultura popular.

Ruy Rey fora um mestre. Gerou muitas polêmicas, mas isso fazia parte de sua singular personalidade. Apesar de ser polemista ele não carregava consigo, a rixa inimiga, ao contrário, procura explicitar os motivos de sua postura naquela determinada circunstância. E essa postura polêmica fora sua verdadeira força e fonte de sua vida para contornar sua paixão pela cultura.

Ruy Rey era, exaustivamente, um pensador da cultura popular codoense.

Ruy Rey será condecorado pela história como o “príncipe” da cultura codoense, seu legado permanecerá para a posteridade. Não haverá um momento sequer, em que, quer que seja ao pronunciar o nome cultura não se lembre citar o seu nome.

Ruy Rey na sua simplicidade cultural criou várias instituições com a finalidade de promover a cultura.

Por fim, quero deixar registrada essa homenagem a quem, de fato, contribuiu imensamente, para o fortalecimento e o desenvolvimento da cultura codoense e maranhense, porque não?

Sua passagem será eternizada naquilo que mais amava: a cultura e sua diversidade!

Descanse em paz!

 

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

2 comentários

  1. SÓ FUI SABER DE SUA MORTE NO FINAL DA REPORYAGEM.
    PEÇO DESCULPAS A FAMÍLIA.
    ACEITEM MEUS PÊSAMES.
    QUE MAIS ESTÁ MORTE SIRVA DE EXEMPLO PARA OS IRRESPONSÁVEIS QUE AINDA ENCARAM ESTÁ TERRIVEL DOENÇA COMO UMA GRPEZINHA E TEIMAM EM NÃO USAR A MÁSCARA EXPONDO ELE , SUA FAMÍLIA E O PIOR , OS QUE SE APROXIMA DELE.

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