As eleições no Brasil, especialmente na República Velha sempre foram conturbadas, acusadas de fraudulentas pelos perdedores. Há uma certa veracidade nessa suspeição. Lembram-se de 1930?

Vilas, povoados e municípios na sua interessa eram na melhor classificação, curais eleitorais dos respeitáveis e autoritários coronéis do mato. Mandavam. Na maioria das vezes desmandavam. Efetuavam crimes eleitorais e estimulavam outros ilícitos.
Nessa atmosfera, politicamente desequilibrada processou-se eleições gerais para a escolha do primeiro Presidente Civil da Republica. Sagrou-se vitorioso o paulista Prudente de Morais (1894-1898). Assim, sucessivamente obedecendo às regras eleitorais vigentes.
Manoel Ferraz de Campos Sales, foi o segundo presidente civil da Republica, eleito para o período de 1898-1902.
O país encontrava-se em uma crise ocasionada pela financias mal administradas pelos governos anteriores. O novo presidente chamou para o Ministério das Finanças o senhor Joaquim Marinho.
No sentido de obter apoio no Congresso Nacional, Campos Sales, adotou a politica conhecida como A politica dos Governadores. Consistia na entrega administrativa do país ao estado que possuísse o maior índice eleitoral. Neste caso, os estados privilegiados, seriam São Paulo e Minas Gerais. Os de maiores colégios eleitorais. O povo chamou a orientação do presidente de Politica de Café com Leite. Ficou acordado que os parlamentares eleitos seriam prestigiados pelo presidente da Republica, desde que aprovados pela Comissão de Verificação Eleitoral e descendentes de famílias tradicionais e de alto poder econômico, neste caso os bens nascidos.
A oposição sempre ativa almejava a deposição do presidente retrógado. Explorava a crise econômica, a falta de habitação popular, o analfabetismo e a falta de higiene nas habitações. Preparou-se um movimento militar, mas o presidente cumpriu o seu mandato integralmente, embora vaiado na entrega do seu governo, saindo pelas portas dos fundos do Palácio. Assim, foi a República Velha que teve seu termino com a deposição de Washington Luís em 1930.
Hoje, quase nada mudou. É verdade, vivermos, atualmente numa democracia, mas a corrupção e a fraude eleitoral reinam, absolutamente. Os políticos estão desacreditados. O povo está politizado contra a vontade dos coronéis que teimam em sobreviver. Há um certo resguardo moral em se proclamar de politico, tendo em vista o baixo gabarito medido por certas personalidades da República.
João Batista Machado – escritor codoense
Autor: Codó, história do fundo baú e O Imaginário Codoense


O escritor João Batista Machado, o ícone da cultura codoense é deveras um mostro sagrado. Quanta sabedoria e simplicidade ao relatar seus valiosos escritos.
Neste, por exemplo, refere-se a fraude eleitoral. Como seria bom aos políticos que possam estar inseridos nesse contexto refletissem. E os jovens, principalmente os estudantes, ávidos por conhecimentos da história pátria, imprimissem esse importante fragmento de João Machado.
enciclopédia viva e melhor ainda porque é codoense.
Homem de uma Cultura e Tanto o Escritor João Machado,Sabe Muito da Nossa Cultura Codoense.Já é Hora de Pensarmos em Codó ter sua Academia de LETRAS,Muito Somos Cobrados por Escritores Maranhenses em Codó não ter uma Academia, Terra de Tanta Cultura,
É UM ORGULHO PARA TODOS NÓS CODOENSES TER PERSONALIDADES COMO O SENHOR JOÃO BATISTA MACHADO.