
A DEMOCRACIA VAI SOBREVIVER
Ontem, 8 de janeiro de 2023, o Brasil viveu um momento de desastre. Desastre frustrado por aqueles que veneram a desgraça, a tragédia, a maledicência e flertam com a maldita ditadura nazista. Os terroristas e vândalos bozolistas atacam a democracia, os poderes constituídos e os símbolos nacionais e, ainda assim, falam em nome de Deus, Pátria e Família!
Diante desse horror, o que nos compete interrogar? Sim, cabe uma interrogação: que sentido há num movimento dessa natureza – extrema-direita -, quando sai derrotado de um processo eleitoral legítimo, transparente e democrático? A resposta óbvia é: a rejeição ao resultado final, ainda que, com uma margem mui diminuta – pequena -, teve como pano de fundo, o tão propalado discurso do ex-presidente derrotado, sobre a legitimidade das urnas. Essa tese encontra ressonância numa fala de Joseph Goebbels Ministro da Propaganda do governo nazista que considero o mais desumano dos humanos que já pisara a face da terra redonda e não plana: A. Hitler, quando afirmara: “que uma mentira dita mil vezes se torna verdade”. A partir desse pressuposto, o inominável, o coiso, deflagrou ainda no ano de 2018, o festim afirmando que havia vencido as eleições ainda no primeiro turno, desde então, iniciou uma campanha difamatória contra as urnas eleitorais. Tal discurso ganhou evidência e se tornou uma bandeira durante todo o seu mandato e, ao mesmo tempo, foi internalizado por seus seguidores. Um verdugo que já sabia antecipadamente que seu governo seria uma verdadeira catástrofe, inoperante e profundamente antidemocrático.
Esse evento de hoje (08/01/2023), ficará marcado para sempre nos anais da história como uma tentativa fracassada de estabelecer um golpe a partir dos populares – “populares” seguidores do verdugo mito. Os organizadores desse evento esqueceram um pormenor: para se implantar um golpe de estado é preciso ter um fundamento legal para justifica-lo e, nas atuais circunstâncias, faltou-lhes esse elemento fundante. A justificativa das urnas já não possui nenhum frenesi, pois, a própria FFAA, reconheceu sua lisura.
Os chefes de estados democráticos de todo o mundo já se manifestaram sobre esse fracassado evento. E todos, sem exceção, são unânimes e cordatos na defesa da democracia brasileira e a preservação da unidade dos poderes constituídos. Não há mais espaço para a baioneta. A violência como método nas sociedades contemporâneas fora banida e ganhou uma nova concepção e identidade: o diálogo interposto como necessidade frontal para a sobrevivência da democracia.
A democracia mais uma vez sobreviveu aos ataques dos fanáticos, dos terroristas defensores do nazismo. Mas a figura que tem no centro dessa curvatura é o principal causador desse evento: o mito.


A resposta óbvia, professor Jacinto, para esse vandalismo não é tão simplória. Não é só porque fascistas não concordam com o resultado do pleito, mas porque, e principalmente, o inconsciente dessas pessoas coincide com o que chamamos de fascismo. No afã de contemplar o inconsciente adormecido, se lançam inconsequentes.
O fascismo, Mussolini afirmou categoricamente que não o criou, mas tirou do inconsciente do italiano. E ainda ilustra que, se assim não fosse, não o seguiriam por vinte anos.
Disse Mussolini: “Io non ho creato il fascismo, l’ho tratto dallinconscio degli italiani. Se non fosse stato così, non mi avrebbero seguido per vento anni”.
Caro Jair de Souza, boa tarde!
De fato, o espectro do fascismo tem como elemento indissociável a incapacidade do outro em compreender os instrumentos estruturais da relação de poder – ai, entramos, efetivamente, na questão central, a necessidade da democracia como polo determinante para a sociedade conviver bem e de forma saudável. Contudo, o fascismo não produziu a tão sonhada sociedade que o povo italiano sonhara, ao contrário, o povo viveu dias de horror e terror – especialmente, quem era opositor ao regime da violência e da mordaça como fora exercido todo o período de sua existência – psicológico, também! Basta olharmos o pensador Antônio Gramsci que, no auge de sua militância política fora considerado por Mussolini como uma “máquina de pensar” e que “precisava ser eliminada” a qualquer custo – Gramsci passou 27 anos encarcerado – para não causar danos culturais ao povo italiano. E, sabemos, o resultado da experiência fascista! Lamentavelmente, hoje, nos deparando com o seu recrudescimento ideológico e, apesar de sua inexorável atuação, tal modelo ganha proporções inacreditáveis em termos de simpatia entre os brasileiros; aliás, a extrema-direita caminha a passos largos na atual contemporaneidade, como jamais vista outrora. Mas, apesar de seu avanço, estamos resistindo e sobrevivendo. A máxima utilizada por Mussolini para justificar sua permanência no poder por duas décadas, teve como pano de fundo, a opressão, a perseguição e a violência simbólica. Assim, conduziu com mão de ferro a Itália.
Obrigado pela corroboração!
Boa tarde, Jair de Souza!
A máxima de Mussolini é a típica nota agregada na tradição da violência pelo poder. E, para justifica-lo, encontrou um elemento psicológico, para implementa-lo sob uma condição nada agradável ao povo italiano e, menos ainda, para os seus opositores. Que o diga Antonio Gramsci que passou 27 anos encarcerado por combater tal sistema ideológico italiano. Obrigado pela corroboração!
Bla, bla,bla,bla,bla,bla, bla, bla,bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla……. Esses textos desse cidadão são tão chato que não dá nem pra ler . Até o professor Welson é melhor que ele.
falar em transparência ? cadê o código fonte ? apesar de várias solicitações protocoladas na justiça e até agora nada ! me poupe !