A mulher é, de fato, “um sexo frágil”?
A historiografia universal não mostra isso. Ao contrário, na realidade, revela toda sua grandiosidade, seu poderio, seu artefato intelectual incontrolável e didático.
E por que existe esse discurso de que ela é um “bicho frágil”?
Interpretando nas entrelinhas, é possível deslindar a chave que incorpora esse tom discriminatório, classificando-a como um animal “frágil”: a cética paixão do mundo patriarcal. No fundo, o homem em quanto ser que domina e determina a conjugação das ações nas relações sociais, especialmente, quando a questão envolve a mulher e seus predicados fundamentais; ele tenta impingir à mulher essa ideia ilusória. Contudo, o tempo foi e tem sido o melhor parceiro da mulher no enfrentamento à discriminação; e, isso, de certa forma, tem contribuído para uma nova concepção de mundo para as mulheres e seus direitos elementares. Portanto:
A mulher é a síntese da resistência histórica sob todos os aspectos.
A mulher é esse legado inestimável da luta por independência e autonomia, em um contexto marcado por um mundo ególatra e machista.
A mulher é a melhor definição que empresta ao mundo a condição ímpar de heroína, pois, dela, deriva o ciclo da razão e da estabilidade social.
A mulher é o mais perfeito ato da humanidade para a humanidade.
O quadro social contemporâneo retrata a imperiosa necessidade de a mulher ampliar suas conquistas e seus direitos em igualdade de condições, objetivamente.
A mulher pode integrar-se e desintegrar-se como num passe de mágica, por sua insuperável capacidade intelectual dos fatos históricos.
A mulher encarna o símbolo da custódia, da ambivalência e do amor extremo. Nela é possível enxergar a beleza sem maquiagem, a sinceridade sem subterfúgio, a proteção sem medida, o sacrifício sem exigir nada em troca, simplesmente, por ser uma notável singularidade! A singularidade que desperta a inveja e incomodam aqueles que se consideram os verdadeiros clãs do mundo!
O mundo enaltece esse “animal do sexo frágil”, aliás, sua representação torna sólida sua luta ao longo da história. Não há perspectiva positiva sem a presença do “sexo frágil”! O reconhecimento da representação feminina no mundo do trabalho é reflexo de sua própria capacidade organizativa de luta por direito a uma vida decente e proba, sem discriminação!
FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


Nossa! Escrevendo sobre mulher não ser um sexo frágil! Que atual, que revolucionário, que relevante. Ninguém nunca escreveu sobre isso. Isso é que é inteligência.
FINALMENTE RESURGIU O GRANDE MEMBRO DA ACADEMIA DE LETRAS DA TIRIRICA.
ONDE ANDAVAS ?
Belíssimo texto!! Parabens!!
É!! O Chiquinha!!