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domingo, 26 de julho de 2026
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Por Professor Jacinto Júnior: NAZISMO/FASCISMO=BOLSONARISMO: A FONTE DE TODO MAL

Professor Jacinto Júnior

Lançar um olhar crítico para a História Geral e Contemporânea hoje é um verdadeiro escárnio no quesito desenvolvimento humano – especialmente, partindo do pressuposto hominização versus humanização como parte constitutiva de nossa natureza existencial – pois, ao invés de aprimorarmo-nos na perspectiva humanizadora, a tendência tem sido a inversão desse aprimoramento social, pondo-nos na condição de indigência intelectual e moral – ou melhor, na barbárie intolerante.

Portanto, vivemos o tempo áureo da normatização do absurdo, tomando para si, a mentira, considerando-a como verdade inquestionável, além de inverter a lógica moral dos valores e juízos pela imoralidade decadente.

A escalada do conservadorismo autocrático como projeto alternativo de poder é uma excrescência à dignidade humana. A tese defendida pelos retrógrados teóricos ultraliberais tem como fundamento a completa destruição de tudo que a humanidade já produzira e construíra para seu bem-estar social.

Desde a revolução industrial (século XVIII até a presente data) a relação trabalhista sempre foi conturbada. Os trabalhadores foram expostos a trabalhos humilhantes e estafantes – em média, sua força de trabalho explorada tinha uma jornada entre 14 e 16h/dia durante toda a semana, sem descanso remunerado, baixíssimos salários a ponto de os trabalhadores trazerem as mulheres e os filhos para melhorar os seus salários; contudo, a miséria persistia glamourosamente. Já no século XX, a chamada 3ª fase desta revolução, no ano de 1940, Getúlio Vargas sanciona a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas – um corpo jurídico com regras para normatizar a relação de trabalho e, assim, estabelecer um melhor padrão de vida para a classe trabalhadora.

E, agora, o movimento conservador (extrema-direita) avança com um discurso sustentado na manipulação da realidade e, mais ainda, sem nenhum pudor, têm disseminado que a única forma do Brasil se tornar uma grande potência econômica é destruir todo o arcabouço jurídico trabalhista existente – ou seja, que todo trabalhador deixe de ter suas garantias para o ‘bem da economia’ e do benévolo ‘capitalista’ expropriador que, insofismavelmente, coloca-se na condição de um amealhador do produto final realizado pelo trabalhador entre as maquinarias.

Muito bem, entremos no ponto nevrálgico do texto em questão: a maledicência do nazismo/fascismo para a humanidade. Não farei um levantamento histórico desses famigerados regimes ditatoriais. A ideia inicial é expor o que eles representam em termos de modelo político e suas características sociais.

O nazismo/fascismo são duas vertentes políticas que simbolizaram uma das maiores tragédias que a humanidade já conhecera. Ambos os regimes ditatoriais em suas trajetórias vicejaram a destruição de tudo aquilo que a natureza humana já produzira de belo para o bem-estar humano. O nazismo/fascismo formam uma força terrivelmente antinatural e opressora; em essência, internalizaram o absurdo como fonte elementar para sua existência; seus métodos perversos engendraram a desumanização do oprimido estabelecendo o genocídio planetário.

Após esse tenebroso capítulo histórico, 81 anos depois, em pleno terceiro milênio, eles reaparecem com uma roupagem mui semelhante: opressão, destruição da dignidade humana, intolerância ao diferente, desmantelamento das garantias sociais e trabalhistas, xenofobia, discriminação étnica, aporofobia etc. etc.

E quem são os seus maiores representantes no Brasil atualmente? A família Bolsonaro. Na Argentina, Javier Milei, nos Estados Unidos, Donald Trump, na Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Todos esses chefes de estados são declaradamente nazistas/fascistas. Mas, sorrateiramente, eles negam sua simpatia a tais regimes e proclamam a democracia e a liberdade como elos centrais de suas lutas e acusam seus adversários de que desejam “abolir” e “soterrar” essas categorias fundamentais.

E qual é a principal tese do novo nazismo/fascismo contemporâneo – que se mescla à ideia liberal como ponte para alçar o poder e implementar suas estarrecedoras políticas antinaturais?

Não desenvolverei comentários críticos sobre os defensores do regime nazista como Javier Milei, Zelensky, o objeto de análise é a família Bolsonaro, em especial, o filho 01, que se arvora o ‘penhor intocável’ da extrema direita brasileira – pois, carrega consigo, o legado amaldiçoado de seu pai, o “presidiário” Bolsonaro.

Gostaria de ater-me, apenas sobre um fato de vários outros que esse parasita agente público, o filho 01 pré-candidato à presidência da república – pois, exerce o mandato de senador – tem praticado em suas redes sociais. São ‘travessuras de um menino mimado’ que ultrapassa à normalidade do razoável quando o espectro da verdade deixa de ser a marca indelével da relação social para se transformar na irresponsabilidade de quem corteja a mentira que, por sua vez, vem mutilando substancialmente a verdade.

Sua postura inadequada para se colocar como governante de um país continental como o Brasil traduz a falta de honradez, honestidade intelectual, lucidez e serenidade.

Flávio Bolsonaro é um provedor da maldição. Aprendeu com muita mestria todos os truques horrendos de seu genitor, que é, por natureza, uma figura deplorável e desalmada.

Como filhote de nazista/fascista não poderia ser de outro modo, senão um reprodutor da ideologia que simboliza a perspectiva destruidora desse famigerado regime. Sua metodologia não se distingue dos padrões já estabelecidos anteriormente experimentados.  Por fim, o nazismo/fascismo=bolsonarismo é o refinamento final de uma política desastrosa; é a fonte de todos os males.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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