No mercado do Peixe ainda é possível encontrar preços do ano passado.
O quilo da pescada amarela, por exemplo, continua a R$ 30,00. A Tilápia permanece à R$ 15, mas existem mudanças nada apreciáveis pelos os consumidores.
PRESSÃO DOS FORNECEDORES
É comum que o preço aumente na Semana Santa, isso o consumidor já aceita como natural nesta época, mas o que está havendo aqui, segundo os feirantes, é uma pressão dos fornecedores de peixe para que haja, pelo menos, dois aumentos até o final da quaresmas e em alguns casos isso já está acontecendo.
Peixes que vem do Pará e da Bahia já estão mais caros.
O Mandi saiu R$ 12 para R$ 13 o quilo. Com o Branquinho o reajuste foi maior, o quilo agora custa R$ 15, três a mais que na semana passada.
“Eu num to achando bom não, meu irmão, porque a crise tá difícil, as coisas tá difícil pra gente aí vai aumentar o peixe duas vezes, como é que vai ser lá pra Semana Santa?..FICA PESADO? Fica pesado pro bolso do consumidor, né”, reclamou a dona de casa Maria Luzineide Bastos
PÉ NA PAREDE
O Tambaqui, vendido a R$ 10 atualmente só não aumentou esta semana porque os feirantes colocaram o pé na parede temendo queda maior ainda na venda, como explicou dona Nazaré Vieira.
“A partir do aumento a gente já vai vender de 12 porque não tem condição de vender de R$ 10…E JÁ É PRA ESTA SEMANA? Não, o botador de peixe aqui já queria pra essa semana, a gente é que deu uma freada e disse – eu não quero – todo mundo disse eu não quero…PORQUE O AUMENTO ATRAPALHA A VENDA? Com certeza, a venda já tá ruim, todo mundo sabe que o país tá enfrentando uma crise terrível”, disse a feirante
Quem vive assalariado logo comparou a possibilidade de dois ou mais aumentos até a semana santa com o reajuste do próprio salário que só acontece uma vez por ano.
“Uma vez ao ano, enquanto o peixe vai subir duas vezes ao ano, isso é a gente tá fazendo essa base, mas quem sabe num vão aumentar mais até a semana santa, porque é um absurdo o que tá acontecendo com a gente”, comparou o militar da reserva Ribamar Siqueira


Eu nem estranho mais, porque Codó é terra dos aumentos abusivos de preço.Aqui todo mundo manda, só quem não manda é a população carente.