
POR UMA CIDADE MODERNA, DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA
Vivemos o limiar de um novo tempo. A modernização da ciência tecnológica propiciou as condições materiais para a formação de uma base social excepcionalmente sólida de uma comunidade, de uma região, de um estado e, até mesmo, de um país. Contudo, seria extremamente positivo se, concretamente, tais nuances ocorressem de forma harmoniosa e equânime e que as vergonhosas desigualdades sociais afloradas fossem suprimidas como uma imposição sereníssima do capitalismo quando deseja se expandir.
Obviamente que, para levar a cabo as mudanças estruturais inadiáveis e urgentes, é fundamental que a sociedade civil organizada esteja articulada conforme a realidade local onde vive; além desse engajamento sociopolítico na perspectiva de um instrumental orgânico deve estar preparada para reivindicar as pautas imediatas e necessárias contribuindo desse modo para o desenvolvimento da cidade.
A tarefa de conceber uma nova cidade exige capacidade teórica e estudo por parte dos dirigentes da sociedade civil organizada que estão à frente de alguma entidade representativa que lutam sistematicamente pelo cumprimento do ordenamento jurídico-normativo sobre a realidade que norteia a existência dos munícipes.
E um dos elementos constitutivos que imprime, a priori, o todo estrutural da cidade a ser implementado é o PPA – Plano Plurianual. Ele é o esqueleto nodal de como deve ser realizadas as políticas públicas.
É a partir desse elemento que se torna possível a reivindicação dos setores sociais visando o amplo desenvolvimento estratégico da cidade. O PPA não pode ser apenas um espelho a ser admirado, mas, acima de tudo, executar as demandas incorporadas em seu interior – seu corpo legal.
O gestor público, por conseguinte, não é o proprietário do aparelho de estado – a prefeitura, o governo estadual e/ou o federal – ele é apenas o dirigente temporário para gerir a “coisa pública” delegada pela própria sociedade civil através de uma eleição. Portanto, ele deve ser submisso aos ditames legais e, paralelamente, atender as demandas populares contidas no PPA.
Nesse sentido, é de suma importância a presença de entidades de classe representativa para atuar de forma ininterrupta visando fortalecer sua organização e intervenção de ordem eminentemente política, pois, toda reivindicação seja de qual ordem for, ela tem uma conotação específica.
A sociedade civil organizada pode sim fazer toda a diferença, contudo, para efetivar concretamente suas pautas, é indispensável que mantenha um ciclo de luta contínuo. Historicamente, a única forma que a sociedade encontrou para enfrentar o poder político conservador foi com a luta e a organização pela base.
Apesar de todo o avanço moderno tecnológico, ainda pulsa o ideário de luta radical em contraste com a ordem liberal vigente tecendo e arquitetando a miséria social de milhões de indivíduos.
Nossa cidade possui vários instrumentos representativos de luta classista. A entidade que mais se destaca é o SIDSERM – Sindicatos dos Servidores Públicos no Município. Seria mui interessante se, de fato, houvesse um engajamento mais amplo e unitário entre os demais organismos sociais existentes na cidade, na mesma sintonia e perspectiva que direciona as lutas e pautas promovidas pelo SINDSERM.
Certamente, as condições materiais de vida da comunidade não seriam tão indignas, como o são nas atuais circunstâncias históricas.
No ano que vem, será um ano eleitoral. E diante dessa nova realidade que se avizinha, o quadro político mediado pelo oportunismo e pela negação das políticas públicas e que tem no Parlamento Municipal o epicentro dessa cultura ultrajante vai manter a essa mesma condition sine qua non? A sociedade civil organizada precisa armar-se de uma postura autêntica e autônoma para eleger os novos parlamentares no próximo pleito eleitoral. A essência política se edifica pela moral, pela ética e pela honestidade.
O indivíduo enquanto ser político – denominação dada por Aristóteles – deve pensar e agir como um verdadeiro agente transformador. O agente político não tem como prioridade a troca de favores, ao contrário, deve atuar com isenção e independência – a legislação especifica tal postura parlamentar.
A política, via de regra, é resultante da ação e vontade do eleitor quando deposita na urna seu voto. Portanto, é fundamental que cada sujeito/indivíduo/eleitor avalie seu candidato por sua trajetória, por seu currículo histórico de luta, engajamento e enfrentamento às injustiças sociais e todo tipo de opressão tipificada nas ações de governantes nitidamente insensíveis e temerosos da democracia participativa.
Só para enfatizar/esclarecer um pouco mais sobre a natureza e os meandros de um discurso caracterizado pelo ideário ultraconservador/alienante e que teve sua influência a partir do ano de 2018, com a ascensão da extrema-direita – a notação marcada pelo culto ao ‘movimento chamado apoliticismo’ – em que diversos elementos de origem burguesa e empresariais utilizaram-se dessa estratégia para lançar-se como candidatos filiados a um partido político. Note que, para sair candidato, todos indistintamente, tiveram que se filiar a um partido político e quando, efetivamente, realizaram essa ação declararam ser um homem social e, por consequência, um homem político. Portanto, a estratégia de afirmar sua condition de apolítico promoveu uma ação mentirosa, pois, claramente, é um ser social e como tal é um ser político. E o mais interessante é que há indivíduos equivocados e completamente alienados que defendem ainda tal tese como se fosse uma excepcional descoberta no processo de luta da arena política nas atuais circunstâncias históricas. Quanta ingenuidade e infantilismo!
Quando vejo tal argumento a impressão que se evidencia é de que se trata de um indivíduo raso, superficial e negligente para com os fatos concretos e históricos, pois, a assertiva de que ser apolítico é a grande vertente sociopolítico, então, estamos diante de uma contradição dialética inusitada. É tentar convencer o outro com a seguinte fraseologia oca: ser apolítico é não ser corrupto, é estar isento desse processo pernicioso. A lógica mostra de modo efusivo que a cultura da corrupção se expande exatamente nos governos de quem se utilizou desse discurso da neutralidade. A ciência nega radicalmente a neutralidade da/na história. A modernidade de uma cidade só acontece quando houver um movimento sólido da sociedade civil comprometido com a mudança radical do aparelho de estado liberal.


Muito bom seu texto.
Lindo.
Sei não, entende.
Obrigado, Falcão! Tentamos, com mui esforço, explicitar a necessidade de se ter uma clara compreensão de nossa história e, ao mesmo tempo, a capacidade para enxergar uma perspectiva renovada no contexto sociohistórico em que vivemos.
Pura demagogia esse cidadão quando era secretário de educação virou as costas para os professores e para o sindicato. Deixou o “poder” subir sua cabeça , esqueceu-se que era professor e maltratou, pisou e humilhou a sua classe. Agora que caiu do cavalo vem com essa falcia, quando foi secretário não fez nada pelos educadores codoenses e pelo sindicato que os representa.
Pergunta não ofende, porque o senhor ex – secretário não fez uma administração democrática para os professores quando teve oportunidade ?
Porque o você não deu espaço aos representante do sindicato durante a sua péssima gestão de secretário ?
Professor Ronaldo Trindade , professora Rosina Bem-vindo , Sidserme estes lembro que lutaram pela a implantação do piso salarial dos professores, que lhes deram uma condição de vida digna.
Perdoe-me, mas, onde você estava durante nossa gestão? Primeiro é necessário se situar, avaliar o período sobre o qual se pretende estabelecer uma crítica mais realista. Pois bem, para quem acha que fomos um dirigente municipal sem iniciativa e que o ‘”poder” subiu para a cabeça” – isto é, exercendo um cargo comissionado da envergadura da Secretaria de Educação, dar-lhe-ei algumas informações para não postar pontos de vista recheados de inverdades!
*Primeiro nosso compromisso como dirigente municipal da educação foi realizar um Concurso Público;
* Segundo promovemos a reformulação do PCCS – Plano de Carreiras, Cargos e Salários – adequando-o conforme a Lei do FUNDEB.
*Terceiro realizamos uma histórica reivindicação da Categoria, por intermédio do PCCS; as Eleições Diretas para Gestores de Unidades Escolares – experiência essa reproduzida pelo Estado;
*Quarto, construímos 5 unidades escolares de Educação Infantil – as chamadas CMEIs;
*Quinto Implementamos a política salarial em atendimento à Lei do FUNDEB – à época, pagávamos um dos melhores salários do país, inclusive melhor do o Estado do Rio Grande do Sul;
*Sexto realizamos um Seletivo para evitar a famosa ingerência e indicação dos politiqueiros e apadrinhados do gestor no setor educacional;
*Sétimo construímos uma Unidade Escolar Quilombola na Comunidade Monte Cristo;
Eis aí, algumas de nossas realizações enquanto estivemos à frente da SEMED – hoje, com outra nomenclatura (SEMECTI).
Quanto aos professores citados, demonstras mais uma vez que desconhece o nosso profícuo período de nossa gestão. Por exemplo, Ronaldo Trindade, era diretor do Departamento do Educando; a Rosina Benvindo, estava lotada no Departamento da Educação Infantil; bem como a companheira Maria Lidiamar Cavalcante; Ana Lucia; Marli Pinheiro; Verônica Beleza, no Departamento da EJA, juntamente com a nossa colega Márcia; enfim, todos os nossos colegas que estiveram conosco nos embates foram contemplados com um cargo comissionado – acrescento ainda, o filósofo Cicero de Sousa Campos Filho que corroborava no Departamento Planejamento da SEMED.
Em referência ao SINTSERM, fui um de seus principais fundadores. Estive à frente de todas as grandes mobilizações que aconteceram em 2007, 2008, combatendo o reacionário governo de Biné Figueiredo. Além disso, enviamos um documento para que o SINTSERM participasse do processo de discussão da reforma do PCCS, porém, as lideranças se recusaram participar. Portanto, não negligenciamos a participação do Sindicato em nenhum momento.
Por fim, explicito que a minha indicação para a Secretaria foi uma decisão da Categoria através de uma Eleição que aconteceu no antigo Clube dos Professores – hoje, no local estar o “Fazenda Show”. Fato esse inusitado, que nunca ocorrera em nenhum local de nosso Brasil! Portanto, sou um democrata por natureza.
PS: Convidei a esposa do professor Celso para assumir uma Coordenação na SEMED, porém, ele decidiu que ela não iria participar do mandato em questão!
A ESQUERDA E SÓ CONVERSA FIADA. SO ENRROLANDO LERO.BOM DE CONVERSA.TÁ AI O PRESIDENTE DELE, TODO DIA UM BESTA MAIOR, E MEIA DUZIA BATENDO PALMA.IMPRENSA PASANDO PANO TODO DIA.
‘felicidade’, vc não está bem. Procure um curandeiro, uma rezadeira, porque médico pra vc não vai adiantar.
Vai estudar um pouco mais de história e sobre a cultura política de nosso país, para poder criticar com fundamentação os fatos! Reproduzes apenas as fakes disseminadas pela extrema-direita. Sobre o papel da Imprensa, ai é que precisas afunilar os estudos, pois, a Grande Imprensa burguesa é devota do liberalismo, logo, é antigoverno. Governo socialdemocrata. Por que não fazes uma crítica ácida sobre o meu texto de forma cientifica e com embasamento? Apresenta tuas ideias originais!