PROTESTO – Rua do residencial Trizidela continua interditada

Os moradores gravaram o vídeo e enviaram para ao mostrando um caminhão que ficou vários minutos tentando sair do buraco na rua Piauí, entrada do Residencial Trizidela, que pertence ao programa federal Minha Casa, Minha Vida.Isso foi esta semana. Dias antes mais um carro em dificuldade no local. A fotografia mostra um vendedor de frutas recebendo a ajuda de moradores para escapar da buraqueira.

Em sinal de protesto os moradores tomaram uma decisão radical e interditaram o início da rua Piauí com todo muito entulho. Usaram   Carro de mão, cadeiras,  geladeira enferrujada  e muitos galhos de árvores. Ofélia dos Reis diz que havia um perigo diário de assaltos porque ninguém conseguia passar  com o mínimo de velocidade.

 “Pode ter uma pessoa esperando alguém e na redução da moto a pessoa tá ali, a pessoa não vai ter atitude…AÍ É ROUBADO? É roubado porque a cidade já tá do jeito que tá, o índice de violência tem crescido, assalto de moto e tudo, você sai com sua moto, você não sabe se vai voltar com ela ou não”, disse a dona de casa

Dona Raimunda Bezerra Castelo Branco,  se recuperando das sequelas de um AVC, apoia a interdição porque diz precisar da rua, sem buracos, para fazer caminhada.

“Tem dia que eu vou, tem dia que eu não vou…POR QUÊ? Porque fica ruim pra mim passar, é buraco demais…E A SENHORA NÃO TEM MAIS A MESMA FIRMEZA? Tem não…GOSTARIA QUE FOSSE FEITO? Rapaz tem que fazer um serviço aí, botar um cimento bem forte aí porque o cimento parece que foi fraco e a chuva tirou, aí tem que botar um melhor”, frisou a lavradora

Seu Justino Gomes da Silva é um dos mais revoltados com a situação.

 “Essa estribaria na porta das casas, o cabra não pode sair da rua tem que passar por cima de espinho de tucum, palha de coco, todo bagulho velho…O ÚNICO JEITO É FAZER O TRABALHO? É fazer o trabalho, se não fizer fica todo tempo esse monturo aí fazendo vergonha, pra quem tem agora pra quem não tem isso aí não vale nada”, reclamou o aposentado

Tem mais uma entrada em situação crítica depois das chuvas. Para as duas, o pedido é um só.

“Pedra, é calçar de pedra, colocar o picho por cima, fica legal…PELO VISTO, SE NÃO FIZER NADA…a tendência é piorar mais”, pediu Wilson Sousa Vieira, vigilante

Estivemos na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Rural onde Elcias Baltazar Meneses, responsável pelo serviço de recuperação de ruas, informou já ter conhecimento do caso, inclusive com levantamento fotográfico do local mostrado na reportagem, mas vai esperar o fim do período chuvoso para acabar com o problema

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