Nesta entrevista o desportista codoense Rubson Muniz nos conta um pouco da trajetória de resgate da chamada Seleção Codoense  dos idos tempos 1970/1980.

” Essa iniciativa começou atrás da Secretaria de Esportes, da LICOF (Liga Codoense de Futebol) que comandava o campeonato codoense e  todo final do campeonato, terminava geralmente de novembro pra dezembro,  fazia-se os melhores dos times do campeoanato codoense, reunia uma semana pra fazer jogos festivos com os clubes profissionais de fora MOTO, SAMPAIO, BACABAL, CAXIENSE então essa tradição foi até a década de 1990 e quando chegou perto dos anos 2000 a tradição foi se acabando”, iniciou lembrando que esta era, à época, a oportunidade que nós tínhamos de ver os times grandes jogando aqui em Codó com o melhor que tínhamos para enfrentá-los em amistosos inesquecíveis.

O RESGATE

Depois de anos inertes, sem nome e sem aparição pública, a seleção codoense só voltou a ser alvo de atividade no ano de 2017 quando o próprio Rubson tratou de reorganizá-la.

“A partir de 2017 a gente resgatou essa história todinha, reformulou, manteve as cores padrão que são as cores da bandeira, preto e vermelho, remodelamos o escudo que, na verdade, não tinha. Seleção funcionava assim quem tava lá riscava, botava um escudozinho joga e, muitas vezes, até pegava uniforme emprestado então a gente criou a identidade e estamos já há 6 anos representando a cidade de Codó através do futebol”, explicou

A nova Seleção Codoense voltou ao cenário maranhense por meio do COPÃO BR, competição de nível estadual com mais de 40 equipes, sagrando-se campeã por duas vezes consecutivas.

“A nova Seleção Codoense ela foi resgatada através do Copão da BR que foi uma competição que reuniu o Maranhão todo, chegou o convite à Codó e a gente colocou. Nesse tempo o clube já tava criado, já tava registrado, falo em termo de documentação CNPJ, e aí no tempo o secretário era Júnior Goiabeira, secretário de Esportes (…) e aí foi em 2017 fomos campeão, em 2018 novamente a gente veio e daí não parou, o torcedor codoense voltou a ter aquela sensação, a seleção codoense tá em campo”, frisou

E AGORA?

Uma nova parada foi obrigada pela pandemia do novo Coronavírus, em 2022 o surgimento da COPA MARANHÃO, nos mesmo moldes do COPÃO BR DE SELEÇÕES, foi a oportunidade perfeita para a reativação do time que leva o nome da cidade.

“Retornamos agora com a COPA MARANHÃO que é uma Copa semelhante à BR que envolve o Maranhão todo e a gente taí já classificado pra segunda fase e vamos agora para o mata-mata”, justificou

PRIMEIRA DIVISÃO DO MARANHENSE, DÁ?

Diante dos relatos animadores de Rubson Muniz quis saber se é possível colocar esta seleção na primeira divisão do Campeonato Maranhense, começando pela segunda divisão.

Ele explicou que a primeira dificuldade é burocrática. Codó nunca registrou um clube, se tivesse feito isso na década de 1970/1980 estaríamos livres de um empecilho que hoje começa na casa dos R$ 300 mil.

Nós paramos no tempo e até hoje pagamos pela falta de visão.

“Naquela década de 70 era bem baratinho, você chegava pagava uma taxa você jogava, hoje não é mais. Hoje pra você filiar um clube a federação quer R$ 300.000,00, tem federação que quer R$ 800 mil, tem federação que quer R$ 1 milhão, então por isso que é difícil hoje, com toda burocracia, um prefeito tirar um recurso da saúde, da educação pra dar R$ 300.000,00 num clube e por causa deste retrocesso nós estamos pagando”, explicou

A SOLUÇÃO VEM DA BASE

Parece impossível fazer o caminho direto para o Campeonato Maranhense, mas Rubson é inteligente e já trabalha num projeto que pode resultar em grandes alegrias dentro do futebol.

Está no futebol de base e, pelos bons resultados, logo teremos boas notícias em escala maior dentro deste esporte.

“A gente já consegue jogar sub-17, sub-15, sub-20, feminino adulto, então a gente tá muito próximo da gente chegar daqui 1 ou 2 anos a gente poder jogar com Flamengo, com Vasco, São Paulo, com os clubes do Nordeste, Ceará, Fortaleza na base porque o campeão e o vice ele chega nas competições nacionais e já é um grande avanço pra gente, no futuro, chegar ao profissional”

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