Secretaria de Saúde intensifica combate à Hanseníase em Codó

Moradores do povoado Bacabinha e região compareceram ao posto de saúde e interagiram   com o enfermeiro palestrante, tinham várias dúvidas sobre o contágio da Hanseníase.     Ademir Nascimento, por exemplo, com o pai em tratamento perguntou:

 “Tá em tratamento ainda, nós como filhos temos a possibilidade de ser contagiados por convívio familiar junto?”

Após muita informação muitos se interessaram pelo exame físico. Seu José Sardinha tem um irmão em tratamento, disse à equipe médica que anda sentindo formigamento sobre manchas e certa dormência na área.

 “E aí a gente fica com desconfiança…O SENHOR VEIO TIRAR ESSA DÚVIDA HOJE? É, com certeza, né e daqui a pouco eu vou já ser atendido”

Ano passado Codó registrou quase 100 casos de Hanseníase, um número preocupante para as autoridades de saúde que estão aproveitando o chamado JANEIRO ROXO, quando ocorre uma campanha nacional, para intensificar a identificação de pacientes, o início imediato do tratamento e, assim, evitar situação em que os codoenses fiquem sequelados pela Hanseníase.

A médica Bruna Mota frisou que o tratamento dura entre 6 meses a 1 ano e é totalmente gratuito, atingindo não apenas o paciente.

 “Como têm formas transmissíveis a família é chamada, a família e aquelas pessoas que têm um convívio mais intenso com o paciente, são chamados para pra fazer exame físico, porque, assim, diagnosticando um a gente acaba indo pra comunidade diagnosticar logo no início e tratando no início sem deixar sequelas”

Em Codó, possivelmente o trabalho continuará intenso após o fim do Janeiro Roxo.

 “Então a gente  tá tentando trazer mais informações pra isso porque a gente precisa resgatar esse paciente antes que eles venham de uma forma mais avançada pra gente”, explicou o enfermeiro palestrante Luciano Gonçalves Lima

Quem vem recebendo ações como esta nos 18 postos de saúde do município tem elogiado a iniciativa contra a Hanseníase.

 “é importante, muito bom pra todo mundo, pra todos nós que tamo aqui porque é uma coisa muito boa, é muito melhor a gente começar do começo que ela vencer o corpo da gente”, concluiu o lavrador Valdir Rodrigues da Silva

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