
Em entrevista ao programa Bom Dia Mirante, de hoje, 21, Rositânia de Farias, coordenadora de Educação para o Trânsito do órgão, reforça que a redução de acidentes exige responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) deu início a uma série de ações integradas referentes à Semana Nacional de Trânsito.
A programação, que começou no início de setembro e se estende até meados de outubro, contempla atividades educativas em escolas, empresas e clubes sociais, além de operações conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Em entrevista concedida ao telejornal Bom Dia Mirante, a coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran, Rositânia de Farias, destacou que o objetivo central da campanha é promover a conscientização coletiva sobre a segurança viária.
”É um momento de reflexão, de entender que o trânsito não é só responsabilidade do poder público, é responsabilidade de todos nós. Se trouxermos isso para dentro de nós mesmos, com certeza teremos muito mais êxito numa campanha como a Semana Nacional de Trânsito, que busca exatamente essa consciência coletiva”, pontuou a coordenadora.
Vias de maior risco e comportamento dos condutores
Durante a entrevista, a representante do Detran alertou para os pontos críticos de trafegabilidade na capital maranhense.
Avenidas de grande fluxo, como a dos Holandeses e a Jerônimo de Albuquerque, concentram o maior volume de ocorrências graves, registradas sobretudo fora dos horários de pico.
O principal fator de risco identificado pelas autoridades é o desrespeito aos limites de velocidade.
”São as grandes avenidas de maior fluxo, como a dos Holandeses e a Jerônimo de Albuquerque, e principalmente fora do horário de pico, por conta do excesso de velocidade. Há dois anos seguidos, a infração mais cometida é o excesso de velocidade em até 20%. Muita gente entende que 20% é pouco, mas não é pouco, considerando a velocidade da via e o local onde você se encontra”, alertou Rositânia.
Reforço na fiscalização e tecnologia
Para conter o avanço das estatísticas de acidentes, o órgão tem ampliado a infraestrutura de monitoramento eletrônico em todo o Estado, com a instalação de novos radares, redutores de velocidade e câmeras de fiscalização.
”A fiscalização eletrônica é intensificada exatamente para garantir esse controle sobre a velocidade da via.
Porém, falta a consciência de entender que não se trata apenas de evitar uma infração de trânsito, mas sim de preservar vidas”, concluiu a coordenadora.

