Setor imobiliário desacelera no Maranhão, mas mantém-se estável

Por Patrícia BS (Nova colaboradora do blogdoacelio)

O mercado imobiliário em São Luís começa a desacelerar após anos consecutivos de valorização. Mas apesar dos valores cobrados pelas casas e apartamentos na cidade continuarem estáveis e em alta, uma demora maior para serem comercializados preocupa corretores, de acordo com o CRECI – MA. Aqui no Blog você pode acompanhar diversas notícias sobre as novidades econômicas, políticas e sociais da região.

A desaceleração é reflexo dos resultados nacionais no setor. Segundo pesquisas em 16 cidades, houve aumento de 11,7% em comparação com o mesmo mês de 2013. Porém, no ano, a alta é de 2,98%, abaixo da inflação acumulada de 2014 (3.32%), caracterizando queda real de preços.

No estado maranhense, o crescimento da oferta e da procura de imóveis fez subir o preço de casa e apartamentos na planta gradativamente, principalmente na capital. Mas, com a mudança do mercado o movimento deve permanecer numa frequência mais desacelerada, tendendo aos investidores da área mudarem o foco de investimento. Ainda assim, os imóveis da região por enquanto não sofreram nenhum tipo de desvalorização e os preços continuam altos, momento propício para negociações seguindo orientações sobre o primeiro passo de um negócio como este, que constam em sites especializados em imóveis.

Segundo dados da secretaria estadual das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o deficit imobiliário no Maranhão chega a 500.000 imóveis. Para equilibrar a falta, o setor vive boa expectativa de vendas para os imóveis menores financiados pelo programa do governo federal, Minha Casa, Minha Vida.

São Luís, inclusive, ainda está na média de algumas cidades brasileiras. A variação abaixo da inflação em 2014 aconteceu em 8 dos 16 municípios analisados, sendo três deles detentores de queda nominal de preços: Belo Horizonte (1,95%), Brasília (-0,42%), Porto Alegre (-1,33%), Curitiba (-0,33%), Florianópolis (2,42%), Santo André (2,76%), São Bernardo do Campo (2,75%) e São Caetano do Sul (3,03%).

Já as cidades de Fortaleza e do Rio de Janeiro lideram o ranking com a maior alta dos preços (5,20% e 4,74%) no ano, seguidas por Vitória (4,23%), Niterói (3,90%), Vila Velha (3,82%), Recife (3,62%), São Paulo (3,59%) e Salvador (3,36%).

Especialistas apontam que, depois do aumento de preços dos últimos anos e pós copa, o ajuste no mercado imobiliário era previsível, motivado principalmente por fatores como demanda mais fraca, desaceleração no crescimento e queda de confiança no mercado. Muitos motivos são especulados, mas a escalada de preços nos últimos anos não era comum, sendo natural esperar que o momento fosse acabar, e está ficando cada vez mais claro que ele já passou, reiteram as imobiliárias.

Em cidades onde a queda de preços não aconteceu, a explicação se deu por um aumento substancial na oferta, como em Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte. Já em outras capitais, o excesso de oferta não foi exacerbado e a demanda não manteve a força dos anos anteriores.

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