Em Cada sala do Campus da UFMA em Codó existia um trabalho importante sobre a participação da mulher negra na sociedade.
A equipe de Cristiane da Silva Pereira, aluna da universidade, desenvolveu o tema NEGRA DIGITAL – UMA GOTINHA DE DIVERSIDADE NO ESPAÇO BRANCO.
“Nós pesquisamos também o preconceito, preconceito muitas vezes velado que existe neste meio e como ele interfere na autoimagem do negro, como ele se ver e também outro assunto importante a se falar que a população brasileira ela é constituída por negros, mas a mídia ela dissemina determinados assuntos que eles interferem nesta autoimagem”, explicou
Professora Maria Suzana Almeida da Silva, aluna de Pedagogia da Universidade Federal, apresentou, noutra sala, uma pesquisa sobre professoras afrodescendentes normalistas de Codó – Como, décadas atrás, elas faziam para alfabetizar.

“A gente trabalha resgatando essas memórias, a história de trabalho de vida, os obstáculos que elas enfrentaram pra chegar até hoje pra concluir o seu trabalho, a gente sabe que não é fácil, ser professor, ser alfabetizador ainda mais no tempo em que elas estavam em sala de aula a dificuldade era bem maior, como a professora Maria do Carmo fala que ela que tinha que comprar material”, afirmou
Tratou-se de dois eventos com temas interligados (II Encontro Maranhense sobre Educação, Mulheres e RELAÇÕES de Gênero no Cotidiano Escolar no Continente e o II Simpósio Maranhenses de Pesquisadoras sobre Mulheres, Relações de Gêmnero e Educação no Continente).
Foram três dias (17 a 19 de outubro) com discussões, palestras, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos e rodas de conversa.
“Nós queremos dar visibilidade à mulher que foi silenciada durante muitos anos na história, então nós trazemos sempre a tona a produção cultural, a produção artística da mulher na sociedade, a importância que ela tem nesse papel que foi silenciado na história”, justificou a professora do Campus de Grajaú, Eline Furtado Silva
Destas discussões participaram alunos e professores de Codó, Imperatriz, Caxias, Grajaú e São Luís.
“Nós sabemos que a história tem sido uma história branca então trazer esta história ressaltando a importância da mulher negra para sociedade na construção social justificando alguns estereótipos como a questão do corpo, o olhar pra mulher negra apenas como objeto sexual é uma forma de buscar outros mecanismos de se olhar, né e perceber a imagem da mulher negra como algo positivo e não como algo inferior como muito foi escrito, como muito foi perpetuado na história”, concluiu a professora Gleiciane Brandão Carvalho


Agradecemos pela cobertura do evento e pela reportagem, obrigada!