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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
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UMA REFLEXÃO SOBRE CULTURA, ARTE E EVENTOS EM CODÓ, EM TEMPOS DE PANDEMIA

UMA REFLEXÃO SOBRE CULTURA, ARTE E EVENTOS EM CODÓ, EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Augusto Serra

O seguimento artístico, cultural de eventos é sem dúvidas o mais prejudicado com a pandemia provocada pela COVID-19, foram os primeiros que pararam e ainda hoje não puderam voltar às suas atividades. Os decretos municipais em Codó são legítimos, no entanto não são cumpridos por todos como deveriam ser, e as autoridades não tomam as providencias cabíveis, e é comum a gente se deparar com aglomerações em bares, restaurantes, conveniências, agencias bancarias, balneários, campos de futebol e etc., no entanto, não é permitido o retorno da música ao vivo, não é permitido os eventos nos clubes, não é permitido as apresentações culturais presenciais, só para mesmo, os que dependem de licenciamento, só existe controle para daqueles que depende de licença para trabalhar e isso só se aplica aos que dependem dos eventos para sobreviver.

Sem dúvidas o seguimento artístico cultural e de eventos é o que mais sofre, e é necessário que as autoridades atentem para isso e faça alguma coisa para ajudar.

A situação do setor é crítica, músicos estão vendendo seus instrumentos, proprietários de clubes acumulando talões de agua e luz e alguns já sem os serviços por falta de pagamento. Os trabalhadores de festas e eventos estão sem renda a mais de um ano, algumas famílias que não tiveram o auxílio emergencial do governo federal e não foram contemplados pela Lei Aldir Blanc estão passando necessidades, as empresas do setor estão paradas sem poder oferecer os seus serviços e produtos, e consequentemente sem poder contratar mão de obra, sem poder gerar emprego e renda, como sempre fizeram.

Para agravar a situação, não se ver esforço das autoridades municipais para minimizar a situação do setor em tempos tão difíceis provocado pela pandemia. O poder executivo não apresenta nenhum projeto alternativo, não dialoga com o setor, ignora as diversas categorias artísticas e culturais, e o poder legislativo silencia, fazendo de conta que não conhecem o problema.

A gestão passada mesmo não tendo sido das melhores para o setor, foi sensível e ainda conseguiu distribuir algumas cestas básicas, realizou uma live para a classe musical e no término do mandato distribuiu o recurso da Lei Aldir Blanc na ordem de aproximadamente R$ 800,000,00 (oitocentos mil reais) para a classe artística e cultural de Codó.

A atual gestão que está completando 06 meses, muito pouco fez, realizou apenas uma live também para a classe musical, e tem se negado a discutir o assunto com as demais categorias do setor, primeiramente alegando falta de licitação e agora a alegação é de falta de recursos. Vale ressaltar também, a desorganização na gestão pública do setor cultural no município, ao que parece pessoas foram colocadas nos cargos somente para constar, percebe-se a falta de conhecimento e de comprometimento daqueles que estão à frente da pasta, é notório a falta de harmonia entre o Prefeito, o Secretário e o Diretor de Cultura, um fica passando a bola para o outro e nada é definido.

Ultimamente quem tem atuado como interlocutor entre a categoria e o poder público é o Secretário de Governo Pedro Belo, que infelizmente não apresentou nada de concreto para setor artístico cultural de Codó até o momento.

A COVID  19, ceifou muitas vidas em todo o mundo, levou muitos dos nossos, muito daqueles que como nós acreditavam que a cultura é a nossa vida, é o nosso oxigênio e é a única coisa que pode mudar o mundo. E é por acreditar nisso que não podemos permitir que a cultura popular, que os saberes, dizeres e fazeres do nosso povo também venham sucumbir diante dessa nefasta pandemia.

Precisamos nos fazer ouvir, o que queremos não é favor, queremos garantir o previsto na constituição, no seu Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

É necessário dar atenção, à arte e aos artistas, à cultura e aos fazedores de cultura, à produção cultural e aos produtores culturais de todas as linguagens, da música, da dança, da literatura do teatro e das artes visuais, todos padecem em tempos de pandemia.

“Aqueles que fracassam em evitar a injustiça são tão culpados como o criminoso”

*Augusto Serra é licenciado em filosofia, produtor e gestor cultural, ex-secretário municipal de cultura de Codó, ex-conselheiro estadual de cultura, ex-presidente do conselho municipal de cultura, militante e ativista do movimento cultural e movimento negro.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

2 comentários

  1. Augusto, Eu acho engraçado que dos 800 mil, suas empresas Culturais levaram quase 400 mil, é estranho você esta falando isso, não jogue pedra para cima se seu telhado é de vidro.

    1. Minha cara Maria das Dores ou seja lá quem for, vc sem duvidas é desinformada ou desinformado, ou é mais um daqueles que defendem o indefensável, que é a falta de compromisso com a cultura, apresente uma prova do que está falando e me rendo a seus comentários.
      Estou tranquilo, procurei fazer a minha parte e agora é um direito meu enquanto cidadão fazedor de cultura cobrar daqueles que tem a missão e a obrigação de fazer.
      calunia e difamação é crime!

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