Veja como foi a 8ª edição do CHÁ LITERÁRIO da Estevam Ângelo de Sousa

Nas salas da Estavam Ângelo de Sousa tinha música pra cantar e letras para fomentar  discussões, como a do grupo O RAPPA cujo tema é ‘MINHA ALMA – A PAZ QUE EU NÃO QUERO”.

“Em vez da gente colocar as pessoas que fazem o mal pra gente na prisão, a gente é que fica aprisionado dentro de nossas próprias casas”, refletiu Mariana Sousa, estudante visitante.

Uma das apresentadoras da sala de música, Maria Domingas da Conceição Ferreira, resumiu sua reflexão partindo do que sentiu na letra de O Rappa.

Pra mim isso não é paz, pra mim é medo, como a música fala”, afirmou

O CORTIÇO

Noutras salas, alunos do 9º ano do ensino médio se debruçaram sobre o romance naturalista “O CORTIÇO’,  do maranhense Aluízio Azevedo, publicado em 1890. Eles apresentaram a biografia.

“Aluízio de Azevedo nasceu em São Luís Maranhão, em no dia 14 de abril de 1827. Em 1871 matriculou-se no Liceu Maranhense e dedicou-se a estudar pintura”, iniciava sua fala a aluna Michele Soares, sempre que entrava uma nova turma de visitantes. Também fizeram, entre as explicações,  encenações mostrando alguns dos principais  personagens do livro.

Alunos de 16 escolas e seus professores foram convidados para participar e todo mundo podia fazer perguntas.

 “Gostaria que você destacassem um personagem da obra que lhe chamou a atenção e por que lhe chamou a atenção?”, participou o professor Valdemir Guimarães

“Tipo assim, João Romão é meu personagem e o motivo seria esse”, respondeu Ismael da Conceição de Andrade, justificando sua escolha

PARA PENSAR

O romance fala de exclusão e diferenças sociais e o comerciante português João Romão, preferido do aluno expositor  Ismael Andrade, que explora pessoas no Cortiço , é o personagem central.

Para contar sua história, Aluízio  Azevedo entrelaça nela a vida de outros personagens e debate realidades do final do século XIX que na opinião de Ana Beatriz Sousa, um dos destaques da sala, mostram-se bem atuais.

Exemplo disso é o sofrimento e a discriminação racial vivida pela escrava Bertoleza.

 “E sim, deve ser discutido isso na escola, nas salas de aula, com os jovens, com os adolescentes, com a criança pra passar  e ensinar como reagir numa ação como essa, numa situação como essa”, defendeu

Foi o oitavo ano do evento na escola intitulado de Chá Literário, com resultados animadores, na visão da diretora Gessy Veras.

 “A gente trabalha sempre nessa expectativa de botar o aluno pra pensare a melhor forma de pensar é lendo. Quem ler mais ver mais, ouve mais e participa muito mais da sociedade”, afirmou com alegria e satisfação por tudo que viu no evento.

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