VEJA O MOTIVO: SINTSERM emite nota contra retorno de atividades escolares na rede municipal de CODÓ

NOTA SINTSERM-CODÓ EM RELAÇÃO AO PLANO DA SEMECTI DE RETOMADA ÀS ATIVIDADES ESCOLARES NA REDE MUNICIPAL:

O sindicato se posiciona totalmente contrário às propostas da secretaria municipal de educação pelas seguintes razões:

● A proposta inicial de retomada através da aplicação de atividades online não irá abranger se quer 50% dos nossos alunos, haja visto, a grande maioria das famílias dos alunos não terem acesso a Internet e nem condições de acompanhar e/ou orientar as crianças e adolescentes na resolução das atividades;

● O ensino público deve ser direcionado à todos sem fazer exclusões;

● Pretendem pôr em prática essa medida somente com os professores efetivos, mais uma forma de exclusão, haja visto, o grande número de professores contratados, há escolas principalmente na zona rural onde a maioria e/ou praticamente todo o corpo docente é formado de professores contratados e o mais interessante é que essa mesma secretaria entendeu ser inviável iniciar o ano letivo em fevereiro só com os efetivos, no entanto, agora já consideram viável desenvolver um plano apenas com os efetivos sem os contratados;

● A outra sugestão no plano da SEMECTI de elaboração das atividades para entrega aos pais juntamente com os livros com o devido retorno das mesmas resolvidas para as devidas correções, é considerada por nós no mínimo como preciptada e absurda, pois irá expor pessoas ao risco de contágio do coronavírus que até então não apresenta nenhuma curva, muito pelo contrário, a sua expansão e disseminação cresce a cada dia em nosso município de forma desenfreada e assustadora;

● A ída e volta desse material é muito perigosa devido o risco de contágio através do mesmo;

● Além do mais, as escolas não dispõem de estrutura necessária para reprodução de material e muitos professores não dispõe de computador em casa para a digitação das atividades;

● Boa parte dos profissionais da educação são portadores de comorbidades, fazendo parte do grupo de risco precisando assim serem resguardados;

● Diante do cenário atual crescente de pandemia da Covid-19 em Codó, entendemos que este não é o momento de buscarmos alternativas e/ou soluções para o retorno das atividades escolares, pois a saúde de todos que compõem a comunidade escolar não pode jamais ser posta em risco e sim preservada e protegida, sendo o bem-estar, segurança e a saúde de tod@s a nossa prioridade nesse momento delicado.

SINTSERM.

Em: 30/05/2020.

14 comentários sobre “VEJA O MOTIVO: SINTSERM emite nota contra retorno de atividades escolares na rede municipal de CODÓ”

  1. Nada mais pode ser acrescentado. Justificativas plausível. Agora esse governo não tem nenhum compromisso com os cidadãos Codoense

  2. Creio que iniciarmos com aulas remotas e alcançando 60 ou 70% será melhor do que 100% dos alunos perderem o ano. Pois todos nós em algum momento seremos infectados e até dezembro o vírus continuará entre nós.
    No momento não temos como ministrarmos aulas presenciais e talvez até o final do ano. Então no momento vejo como a única saída iniciarmos com aulas remotas e tentar alcançar o máximo de alunos possíveis.

  3. O prefeito de Codó, só está preocupado com a quantidade de dinheiro que virá para o município, em razão do vírus. Por isso, quanto mais pessoas infectadas com o Covid 19, melhor ainda para o Nagib.

  4. Na atual conjuntura percebe-se que a nossa preocupação é tentar sobreviver tanto fisicamente e mentalmente perante ao cenário de pandemia. Entender tbem que nosso país, nosso Estado e nosso município são estruturas formadas por extrema pobreza econômica deixada por diversos séculos de exploração e que nesse momento nós professores e professoras que lutamos por uma educação digna e assegurar ao nosso alunado que educação pública não faz de conta e se um direito que precisa ser respeitado e valorizado por todos que estão ali inserido no espaço escolar. A educação a distância não convém com realidade dos nossos estudantes pois a carência econômica, cultural, social e familiar da nossa sociedade são evidentes, esse tipo de prática educacional reforça ainda mais a negação do Estado perante uma grande parcela da população invisível que são exegadas somente no período eleitoral.
    Educadores e não somente professores nesse momento de tristezas e incertezas se aceitamos que a Educação Pública é “faz de conta” é destruir sonhos e romper princípios e iremos oficializar a nossa assinatura como apoiadores e colaboradores de um grupo perverso que não respeitam os nossos direitos assegurado na Constituição Brasileira.

  5. Essas atividades ou aulas remotas não vai chegar a 20% dos alunos. Agora é horas de nós proteger desse vírus, lembrando que tem uma grande quantidade de professores na área de risco e não tem professor contratado, quem vai fazer o trabalho dos contratados?

  6. Sou professora e sou contra as duas propostas da SEMECTI; a primeira porque como sabemos boa parte dos nossos alunos não tem acesso a tecnologia e a segunda teremos que nos expor e expor os pais/responsáveis a esse vírus que a cada dia acomete mais a nossa cidade, além do que em ambas as propostas teríamos uma grande exclusão de alunos já que somente os alunos de professores efetivos irão receber as atividades. A Constituição Federal(1988) e a LDB (1996) estabelem que a educação é um direito de todos, não só de quem tem acesso a tecnologia e quem têm professores efetivos e enquanto profissional que sou tenho o DIREITO de não ser exposto a um trabalho insalubre.

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