VÍDEO – Reportagem mostra como estão hoje escolas que foram fechadas na zona rural de Codó

No início deste ano a Secretaria de Educação fez o que chama de ‘nucleação’, ou seja, fechou escolas e levou os alunos para outras. Até hoje isso ainda motivo de protestos entre os pais na zona rural.

 “Com certeza, era pra ter funcionando porque fica melhor pras crianças daqui, era muito mais melhor”, disse o lavrador Antonio José da Silva ouvido por nossa reportagem na Santa Rita do Moisés, ontem, 24, pela manhã.

À época da prefeitura alegou que a finalidade era acabar com escolas com pequeno número de alunos  e leva-los para uma estrutura melhor onde não precisariam estudar  de forma multisseriada, aquela em que um único professor dá aulas para estudantes de várias séries.

Com este projeto o governo  abandonou 19 escolas de  alvenaria e mais 11 de taipa. O que  fomos fazer ontem foi verificar, escola por escola,  qual é a situação atual destes prédios que foram abandonados.

SÍMBOLO DO ABANDONO

A  Nagib Buzar, do povoado 12 virou um símbolo deste abandono. Os portões que ainda não foram levados estão jogados no chão, o teto está cheio de telhas quebradas e algumas janelas nem existem mais, foram arrancadas. Há muita sujeira e até fezes humanas

Seguindo a rota de uma mesma região (margens da MA-026), nos deparamos com  outras realidades. No povoado Barracão, a partir da escadaria há  sinais da falta de cuidados. A escola está no cadeado, mas, claramente, de fora nota-se que há muito tempo não há mais quem se importe com este patrimônio.

ESCOLA DORMITÓRIO

 Algumas escolas nós estamos encontrando adaptadas à sua nova realidade. No povoado Santa Rita do Moisés, por exemplo, sentamos  num refeitório improvisado que não é mais de estudantes. Numa enorme mesa fazem refeições diárias operários de uma empresa de pavimentação asfáltica que está trabalhando na região.

Há mulheres trabalhando na cantina, mas não é merenda escolar o que estão cozinhando. Nas salas, há pilha de livros didáticos junto com placas de sinalização da obra asfáltica e muitas redes, as salas  viraram dormitório dos trabalhadores.

Seu Mauro Marinho, comerciante de Santa Rita,  se entristece.

 “O que vai acontecer é que o dinheiro nosso tá tendo desperdício…NÃO SERVIU PRA NADA? Não, esse colégio aqui era cartão postal desse setor, abandonado”, reclamou

Ana Paula  Teles dos Santos que estudou até o nono ano do ensino fundamental na escola que funcionava na frente da casa dela também lamenta.

 “Que ela reabrisse porque tipo eu acho muito triste as crianças daqui irem para o 17 sendo que tem uma escola no povoado que as crianças não podem usufruir dela”, afirmou a adolescente atualmente estudante do KM 17.

A PREFEITURA FALOU

O secretário de Educação,  Paulo Buzar,  explicou que há pretensões de entregar estes prédios aos cuidados da associações de moradores de cada povoado, mas independente disso pediu que fossem preservados pelas pessoas.

 “Onde as associações que não têm suas sedes se apropriariam daquelas instalações para sediar os seus eventos, os seus encontros, suas reuniões, bem como também o desenvolvimento de projetos de produção agrícola, um claro exemplo disso é a escola aqui do KM 12 onde a própria Secretaria Estadual de ciência e tecnologia está pactuando conosco para a instalação da escola estadual do Babaçu”, disse

3 comentários sobre “VÍDEO – Reportagem mostra como estão hoje escolas que foram fechadas na zona rural de Codó”

  1. QUANTO DINHEIRO NOSSO JOGADO FORA, ACREDITO QUE ESSAS ESCOLAS DEVERIA SER DESTINADO PRA OUTROS MEIOS DA COMUNIDADE MELHOR DU QUER DEIXAR ABANDONADA AI PROS VÂNDALOS DESTRUIR.

  2. Esse Paulo Buzar é um e . Fecharam as escolas , mas as verbas continuam vindo .Que situação lamentavel . E agora , as crianças vão estudar onde? No ” parque ambiental ” ?

  3. O CERTO NA VERDADE O SENHOR PREFEITO JUNTAMENTE COM O SEU SECRETARIADO , DEVERIA TER PENSADO NO QUE FAZER ANTES DE TRANSFERI OS ALUNOS PARA OUTRAS ESCOLAS. E NOS MOSTRA QUE FOI MAL PLANEJADO ENTAO , POIS O DINHEIRO PUBLICO ESTA INDO PARA O ESGOTO. ELES TEM QUE CORRER ATRAS DO PREJUÍZO LOGO

Deixe uma resposta