Suspeitos de armar emboscada à equipe do Fantástico são soltos

Foram colocados em liberdade os quatro homens suspeitos de participarem de uma emboscada contra uma equipe de reportagem da TV Globo, no mês de julho, no município de Anapurus, que fica a 186 km de São Luís. Jairo Lisboa de Sousa, Manoel Francisco Monteles, Agnaldo Henrique Alves e o policial militar Raimundo Silva estavam presos no Comando Geral da Polícia Militar, em São Luís.

Eles foram soltos na noite dessa terça-feira (2) devido a um alvará expedido pela juíza responsável pela a comarca de Brejo, Maria da Conceição Privado Rego. Os quatro homens são suspeitos de praticar uma emboscada contra uma equipe da TV Globo, que produzia uma reportagem para o programa Fantástico.

De acordo com informações da Delegacia Regional de Chapadinha, os profissionais da emissora estavam almoçando em um posto de combustível quando foram rendidos por sete homens armados. Equipamentos de gravação foram levados pelo grupo. O G1 entrou em contato com a Comarca de Anapurus, que confirmou a soltura dos suspeitos. O órgão deve se pronunciar sobre o caso ainda nesta quarta-feira.

Entenda o caso
De acordo com informações da Delegacia Regional de Chapadinha, os profissionais da emissora estavam almoçando no posto de combustível Bom Jesus, em Anapurus, quando foram rendidos por sete homens armados, que levaram seus equipamentos. O grupo interceptou o carro dos repórteres e, à força, lhes tomou uma câmera e equipamentos de gravação. A equipe produzia reportagem sobre obras superfaturadas em cidades do interior do Estado.

O advogado Márcio Endles, que representa a prefeita do município de Anapurus, Tina Monteles, negou que a prefeitura tenha qualquer participação na emboscada. “A Prefeitura de Anapurus é a terceira vítima desse crime. A primeira foi a equipe de reportagem e a segunda é a liberdade de imprensa. A prefeita é a mais interessada na apuração desse caso, que é um caso de polícia.

A ordem é que se investigue tudo. Não sabemos a motivação desse crime, mas não existem motivos para que o município esteja envolvido porque não há nenhuma investigação contra o órgão, não há provas. Só  polícia poderá dizer o que aconteceu”, declarou o advogado em entrevista à TV Mirante.

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