Jacinto Júnior

A DEMOCRACIA TEM QUE SOBREVIVER

A nossa conturbada história sempre fora palco para golpes e períodos autoritários desde sua transformação de monarquia para república.

Quando observamos esses eventos históricos, somos obrigados a reconhecer que precisamos amadurecer e compreender tais processos de forma lógica para evitar que não mais ocorram montas dessa envergadura novamente.

Nesse pequeno texto não tenho a pretensão de elaborar uma minuciosa abordagem sobre a historicidade brasileira – no campo político -, abstraindo das experiências passadas algo proveitoso e, ao mesmo tempo, possível de revelar quão importante é dar atenção a fatos sem importância. São exatamente nesses insignificantes fatos que as grandes tragédias prenunciam sua capacidade destrutiva e sua voraz perversidade. A priori, tudo parece ser “um mar de rosas”, “um ciclo inovador e altamente transformador”, e, no entanto, a razão inversa desse processo toma um rumo altamente desconhecido e intensamente malévolo e profundamente contraditório. As forças manifestas são obscuras, tencionam ao autoritarismo, à cultura da violência simbólica e à intolerância sobre minorias.

O nosso Brasil estar mergulhado em águas profundas e turvas. Precisa urgentemente emergir e respirar um ar mais puro, se desintoxicar de ideologias balizadas em “teorias da conspiração” – tese que trata puramente de uma ilusão insana de quem vende tal proposição – carece contornar sua superfície e superar essa absurda inanição política paralisante.

O Estado Nacional pós-golpe ganhou notoriedade medíocre com a condução de um “iletrado” e “incapacitado” individuo para chefiar nossa estrutura de poder (2018-2022). Eis o grande equívoco cometido pelo povo brasileiro, agora, sentem na pele, o amargo da traição e da inescrupulosa maneira dessa patética figura pública em estabelecer alianças políticas canhestras com o parlamento – o chamado Centrão – para salvar sua pele de onagro; usando como forma de pagamento nossos impostos – alocados para o que fora denominado de orçamento secreto.

O movimento de extrema-direita paredista – esta é a designação que imputei ao grupo que hoje está no controle do poder central – joga sempre com o lado inverso dos fatos – ou seja, a verdade deixa de ser verdade e assume uma conotação totalmente diferente e duvidosa; portanto, busca fornecer a desinformação como método e a despolitização como elemento intrínseco da alienação social completa do individuo. Isso ficou mui evidente no discurso “descolado do candidato apolítico” durante o processo eleitoral de 2018. E, no entanto, todos são políticos filiados a um determinado partido. A lógica desse discurso atingiu seu objetivo: descaracterizar a credibilidade da classe política em descrédito sistemático em decorrência da cultura doentia que grassa o ego de quem não possui uma forte personalidade ética e se permite a subordinação diante da corrupção. Esse movimento de extrema-direita paredista, apegou-se à estratégia das fake news como instrumento para combater de modo visceral quem considera seus inimigos e que precisam ser ou “eliminados” do ponto de vista político, ou, então, agudizando ainda mais a vida desses inimigos em comum, colocando-os na condição de “traidores”; e, nesse sentido, o chamado gabinete do ódio – denunciado por uma ex-bolsonarista, a deputada federal por São Paulo, Joice Halsseman – promove a divulgação dessas informações nas redes sociais e, isso, se transforma em um problema para quem eles direcionam seu ódio e suas mentiras com a clara intenção de desqualificar a imagem da pessoa. Citarei dois casos exemplares: o da própria Joice e do ex-juizo e ex-ministro da justiça Sergio Moro que, a priori, era considerado por esse movimento um “herói nacional”.

 Diante desse cenário, o protofascista pautou seu discurso na violência antes mesmo de ser candidato à presidência; quando fez aquele discurso homenageando o torturador de Dilma Rousseff, o Ustra, ferindo o decoro parlamentar. Temos, por conseguinte, a seguinte caracterização desse discurso conservador: o uso da arma como forma de se proteger de alguma ameaça; a intolerância relacionada às minorias e suas lutas; o racismo como forma linear de desvalorizar o homem de cor e colocando-o na condição de vitimado diante do sistema; o preconceito como comportamento discriminatório para uma parcela da sociedade despossuída de quaisquer benefícios por parte do Estado; etc.

O Brasil depois de três anos e nove meses de intensa divulgação da desinformação, mesclada/acoplada ao sentimento da tríade que sustenta esse maledicente governante: pátria, família, Deus; internaliza o espírito de um estado policial-ditatorial, onde os defensores e militantes do movimento de extrema-direita paredista se vangloriam desse governo e o seu prepotente modelo político-social de exclusão, opressão, intimidação, ameaça e até mesmo de morte a quem se opuser às suas opiniões discrepantes da realidade dramaticamente trágicas. Citarei apenas dois casos em questão: o primeiro, ainda em 2018 (08/10), quando um bolsonarista alvejou o capoeirista Moa de Kintendê, de 63 anos, ao declarar apoio ao PT, levando a óbito; o segundo, quando um bolsonarista policial penal federal invadiu a festa de aniversário de Marcelo Arruda (09/07/2022), de 50 anos, acertando-o com dois projeteis levando-o à morte. Ficarei apenas nesses dois exemplos irrefutáveis sobre o uso de arma que tanto o protofascista tem estimulado a sociedade a obter uma.

Finalmente, diante dessas escabrosas situações estúpidas e inaceitáveis, o Brasil agora, está numa encruzilhada mui importante, para decidir no próximo dia 2 de outubro, o fim dessa cultura violenta e bárbara ou, optar por uma forma de vida mais feliz e respeitosa.

A nossa responsabilidade como cidadão-leitor é grande. A nossa decisão tem consequências e desdobramentos cruciais para o futuro de nossa nação. Já tivemos as experiências de ambos candidatos mas, certamente, o atual governante tem nos deixados traumatizados com o modus operandi que vem desenvolvendo ao longo desses três anos e dez meses de gestão como líder do movimento de extrema-direita paredista e sua política predatória em todas as áreas sociais do Estado brasileiro.

O dia 2 de outubro deverá ser um dia histórico para o povo celebrar essa ruptura com o estado policial-ditatorial que está em vigor; e acreditar na esperança de dias melhores com um novo presidente; presidente esse que pode e vai trazer novamente o sentido da vida, da liberdade, da prosperidade, do amor e do desenvolvimento com justiça social.

A democracia não pode sucumbir, precisa e vai ser preservada pela vontade popular.

14 Responses

  1. A democracia não está em nenhuma guerra pra nessecitar de um estado de sobrevivência e proteção
    Toda essa narrativa em torno da democracia como se ela fosse recém criada ou nascida é uma forma da esquerda plantar o medo na nação pra assim tomar o poder

    1. Caro Verísmo teixeira de Andrade!

      Como é dolorido ler um comentário tão insipido e sem nexo! O que o torna incapaz de perceber as nuances sobre a possibilidade de o “protofascista” insinuar um golpe é tua incompreensão intelectual. Já declarou não uma, mais diversas outras vezes, que o Brasil não “pode perder a liberdade”, ou ainda, quando afirmara a célebre frase: “podemos viver sem ar, mas não podemos viver sem liberdade”. Ora, de qual “liberdade” esse ser abjeto se refere, já que temos uma democracia consolidada há exatos 34 anos? Não há nenhuma “narrativa”, e, sim, uma abordagem séria sobre a atual conjuntura que nos têm ameaçados psicologicamente. Na verdade, faltou-lhe uma coisa essencial para entender nossa mensagem: dialética. Todo mínion é, por natureza, um reprodutor do discurso demonizador da extrema-direita; e para mostrar esse ponto fundamental estratégico disseminado por esse segmento, basta olhar as seguintes frases tétricas formuladas: “comunista como cabecinha de crianças”, “nossa bandeira jamais será vermelha”, “o Hino Nacional nunca será trocado pelo Hino da Internacional Socialista”; “a esquerda vai perseguir a igreja e fecha-las”… bom, diante desse salada ideológica contra o campo progressista, verifica-se a tentativa de se construir de forma efetiva um clima de “terrorismo psicológico” entre os cidadãos que desconhecem a verdade filosofia pela qual lutamos intensamente. Posso sim e reafirmo que esses pensamentos é que representam a verdadeira “forma da direita plantar o medo na nação pra assim tomar o poder”.

  2. Esse rapaz aí não tem moral pra falar do presidente pq ele defende o Lula e quem defende Ladrão ou Banido ou é Advogado ou Bandido tbm. Qual dois dois ele é?
    E tem mais ele foi secretário de educação e foi tirado da secretaria pelos professores que não aguentaram as atitudes dele

    1. Ilustre Jose Antonio Alves!

      Deveras tu surpreende-nos com essa cantilena embevecida pela fake news divulgada pelo “Gabinete do Ódio”. Por gentileza, madere seu linguajar, pois, a liberdade nos imputa o direito de escolha e fiz a minha, da mesma forma como o fizeste. Agora, é necessário que nos respeitemos. Minha conduta é por demais conhecida em minha cidade. Não sou homem para mentir e muito menos para pôr em dúvida minha credibilidade. Você é falto para com a verdade sobre o processo que resultou em minha saída da Secretaria de Educação. Você precisa conhecer a história das pessoas para não falar bobagens de forma aleatória! Sempre fui e sempre serei um democrata e respeitarei sempre o meu oponente com muita propriedade. Nunca serei desonesto intelectualmente. O atual “protofascista” que comanda nossa nação é um inveterado viciado em propina – devo relembrá-lo de algumas de suas falas preciosas -, vide o caso quando fora perguntado sobre o Imposto de Renda, ele respondeu sem pestanejar: “sonego, vou sonegar o máximo que puder”; e, numa das manifestações em 2017, um cidadão lhe perguntou sobre o salário de deputado e, sabe o quê ele disse para todos que estavam na praça dos Três Poderes? “o salario é 30 mil, porra, tá pouco, quero muito mais”. Só ficarei nesses dois exemplos irrefutáveis para afirmar que ele é um meliante profissional de primeira categoria em relação ao erário publico.

    1. Felicidade, por gentileza, seja menos deselegante!
      Fui educado para exercitar boas maneiras e respeitar o meu próximo, mesmo que se considere meu inimigo ou adversário. Nutro um profundo amor à urbanidade. Aprenda com os mestres da política e da filosofia a maneira como deves se comportar! Por isso, não vou xingá-lo, de maneira nenhuma, pois, se assim o fizer, estarei sendo mais medíocre do que quem promove tal xingamento.

      A extrema-esquerda é aquela categoria revolucionária da época da Revolução Rússia, ocorrida em 1917, comandada por Lênin, o primeiro chefe de estado do Novo Estado Soviético. Atualmente, ela se manifesta na legenda do Partido chamado Unidade Popular, que tem como principal liderança o negro da periferia, Péricles e que é candidato a presidente da república.

    1. Fran! Ou Fran!!!!
      Eu vi e assisti ao vídeo. A extrema-direita é uma praga. Coloca as questões sempre como “terrorismo”. É melhor se inteirar dos verdadeiros fatos!

    2. Fran… ou Fran!!!!!!

      Basta você ler o processo da Lava-jato e, principalmente, a decisão do STF que tornou Lula livre de quaisquer acusação. Aliás, dos 26 processos que lhe impetraram, já não existe um que esteja em pé para acusa-lo de prevaricação do erário público. Outrossim, até mesmo na ONU, ele fora absolvido por duas vezes! O quê você quer mais? Mas espere pra ver quando o cbozo perder a eleição para o Lula o que vai acontecer com “ele”, o “imbrochável!!! Aguardemos os resultados!!

    1. Cbrito! uau… que alcunha!
      O Brasil é uma nação constituída por aves de rapina, desde o Império! O mundo inteiro sabe que a extrema-direita paredista nacional, juntamente com a CIA, articularam a mais sórdida armadilha que a moderna democracia brasileira já conhecera com a chamada lavajato cujo objetivo final era prender Lula por qualquer motivo. Porém, nada fora encontrado, mas a lava-jato, com o ex-juíz e ex-ministro da justiça do cbozo, deveria engendrar e/ou criar um factóide para materializar a armadilha. E o único objeto encontrado foi a famosa “suspeição”. Lula hoje é um cidadão que resgatou sua cidadania, seus direitos políticos e, o mais importante, não pesa mais nenhum processo contra ele. Na verdade, ele está “livre, leve e solto” para se reencontrar com a história e reescreve-la sob um novo signo: a justiça para todos sem discriminação, preconceito, xenofobia. Será o novo presidente e fará deste torrão, o mais admirado e respeitado pela Europa, Ásia, Norte e África, novamente. O protofascista é o verdadeiro meliante de nossa pátria. um autentico “traidor”.

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