Professor Jacinto Junior

MULHERES PROLETÁRIAS CODOENSES, UNI-VOS!

O presente texto, trás como título a máxima ditada por Marx, quando fecha o seu primoroso testamento político dedicado à classe trabalhadora publicado no ano de 1848, ainda na primeira metade do século XIX: O Manifesto do Partido Comunista.  Nele, Marx encerra sua análise conclamando os trabalhadores à luta e à organização mundialmente: “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

Tal paralelo tem como escopo a nota divulgada no blog do Acélio Trindade com a seguinte inscrição: “Nasce o grupo ‘Mulheres que pensam, que atuam e que podem fazer a diferença na política de Codó”. Ora, partindo dessa premissa, urge que essas mulheres representando uma corrente política (se, de fato, são uma tendência política ou, apenas, uma articulação para fomentar a ideia da participação da mulher na política; ou, ainda, se são filiadas a algum partido político para terem o direito de candidatar-se a um cargo proporcional ou majoritário) visando interferir no processo político codoense – em que, historicamente, a predominância dos respectivos cargos tanto na Casa Legislativa quanto no Poder Executivo são, efetivamente, comandados por homens – demonstre sua força social e sua capacidade política para convencer a sociedade civil de que são a melhor opção e, para isso, é fundamental institucionalizar um debate que leve em consideração a construção de uma frente feminina coesa, unida em disputa contra uma cultura histórica machista. Por isso, evoquei aquela passagem com o propósito de estabelecer um vínculo entre a mulher e sua luta emancipatória.

Não é de agora que faço a defesa da mulher no campo político para disputar cargos estratégicos e governar com habilidade o aparelho de estado.

A mulher precisa tomar iniciativa e romper com os grilhões da inércia e do receio em competir no mesmo patamar que os homens. A elas compete impor sua cadência intelectual, seu compromisso com uma nova sociedade e uma nova maneira de ‘fazer a política’ consubstanciada na completa reformulação do conceito da estrutura de poder tendo como parâmetro a democratização desse poder e a perspectiva de uma relação social aberta e direta com o povo; reconstituindo dessa forma, a credibilidade do agente público.

A tarefa de incorporar uma nova cultura política contrapondo-se aos poderes constituídos e, ao mesmo tempo, propondo-se como uma alternativa para desenvolver políticas públicas estruturantes, implica, necessariamente, na propensão de enfrentar os elementos políticos tradicionais e conservadores que se apresentam à sociedade como os únicos capazes de atuar e resolver os entraves históricos – isto é, as demandas sociais que sempre são mostradas, mas nunca são suprimidas; sofrem diminutas ações paliativas, porém, permanece a causa e seus danosos efeitos colaterais.

Uma indagação oportuna se manifesta de forma obrigatória: essa nova corrente política feminina está preparada para estabelecer um embate político com os poderosos elementos conservadores e os influentes capitalistas? Essas corajosas mulheres estão decididas a compor uma frente política ampla e democrática para lutar contra as injustiças produzidas por gestores insensíveis? E, finalmente, essas destemidas mulheres suportarão a pressão dos conservadores e se dobrarão aos seus desejos infames em limitar os espaços para outros líderes se insurgirem e ganhar simpatia da sociedade civil?

Esperamos que essas mulheres ousadas se mostrem com toda força moral e independência com o propósito em desafiar o tradicional concerto político local e, acima de tudo, ousem apresentar uma candidata para o cargo mais importante de nossa cidade e faça valer a ideia do novo com uma mulher na disputa e, quem sabe, na direção do poder político. Vamos aguardar a torrente de água que percorre sob a ponte na perspectiva de mudanças que estão propondo essa frente/corrente feminina!

Aguardemos os devidos desdobramentos políticos sobre a nova forma de fazer política na figura de uma mulher esgueirada pronta para estabelecer um elo histórico de transformação social que há muito nossa cidade anseia.

Mulheres, uni-vos e façam um novo desenho político tendo como alavanca distintiva e fundamental a transformação social pela base.

 

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