Fui ontem, domingo, pela manhã, como de costume, ao mercado central da cidade comprar aquele velho ‘mói de cuxá’, duas cabeças de cebola, dois tomate e uma quarta de galeto para comer durante a semana (inteira). (Se acabar antes do outro domingo, mamãe, que é verdureira das antigas, me dá. Basta soar o alarme – Mamãe me acuda!!!? Filho único, gente, morre mamãe bota o meu)
Sabendo que Biné e Hildemberg estavam na área, com toda a turma da coligação ‘É A VONTADE DO POVO’, tratei de ir me esquivando de um encontro frontal. Sabia que meu ‘bracinho’, que passou há pouco tempo pelo bisturi mágico de Dr. Aristóteles no HGM, ia pegar umas ‘maozadinhas’ em cima do curativo coberto pela camisa. Não deu outra.
Fui avistado por seu ‘Bina’ que rumou pra meu lado mais rápido do que imediatamente, atrás dele aquele velho batalhão e eu só conseguia enxergar MÃOS, mãos, mãos. Meu cérebro dizia – agora tu te lascou, segura o curativo.
O ABRAÇO
Biné me deu um abraço tão forte que parecia que não me via há 36 anos, parecia com muita saudade do tempo em que jogávamos peteca e saíamos para empinar pipa no campo do CSU (Desculpe a expressão, mas, como diria meu colega Geraldo Sanches, ele é phoda com PH de pharfácia. O véi sabe abraçar ciô).
Se você me perguntar, como foi Acélio? Foi bom, sobretudo porque ele não acertou meu braço. Agradeceu-me pela cobertura no Codó Novo e, claro, me deu logo aquela tradicional cantada – ME AJUDE, PAPAI.
Enquanto este papo de pai (eu) pra filho (ele) rolava, fotos foram tiradas do abraço, as câmeras de filmagem ficaram ligadas o tempo todo e eu lá pensando – élate tem ainda Dr. Mário Braga, Hildemberg Oliveira, Pastor Aurélio, Iêdo Barros, Carrim Construções, será se o Pedro Belo tai de novo, meu Deus?
NA PROPORCIONAL
Pois bem, Biné seguiu seu caminho, então veio a turma da proporcional. Ainda bem que todos lêem o blog, por conta disso Iêdo Barros disse logo – qual é o braço? Mostrei rápido, na mesma velocidade em que meu cérebro dizia – baxim réi de sorte, ta salvo.
Dr. Mário Braga, com aquele sorriso bonito, deu-me um arrocho pelo meio e fora, imediatamente, avisado por Hildemberg – cuidado que o Pedro Belo na caminhada do Codó Novo quase quebra as pedras que ele diz ter nos rins. Braga, rindo, respondeu – deixe comigo, eu curo.
Sai ileso do batalhão de frente e ainda tive tempo de posar para as câmeras da ala evangélica da Coligação ao lado de Pastor Aurélio, muito gentil por sinal, além de parar para Carrim me empurrar uns três santinhos com a frase ‘um pra você, um pro papai e outro pra mamãe”. Lembrei do programa da Xuxa.
O Pedro Belo? ah! o Pedro ficou entretido lá do outro lado, perto das melancias, entregando santinho e dando arrocho em gente pras bandas de lá. De cá, a gente só ouvia os gemidos.
FRIGIR DOS OVOS
Na saída minha antena parabólica ainda captou a voz de dona Eliane Figueiredo instruindo alguém para aproveitar e fazer logo as compras do dia, tipo assim – não precisa nem eu ir com você, compra isso, compra aquilo, não esquece do tomate. A mulher é empresária, política, mas dona de casa é dona de casa, né gente? Sempre pensando no lar.
Enfim, foi assim. Como qualquer cidadão, principalmente como repórter que sou, tenho minhas opiniões e, como você caro leitor, não gosto de ser hostilizado em razão delas. Teço críticas aos políticos, as vezes bem severas é verdade, mas respeito a todos porque, profissionalmente, conheço meus limites.
O grupo com o qual me encontrei, por vezes alvo dessas críticas, tratou-me com decência e respeito.
Quer saber? Me senti em casa em pleno mercado central, gostei moçada.
Vixe Maria, ia me esquecendo. Ei Dr. Mário!! O rimréi ta precisando mermo, viu dotô!!