Se existe uma profissional da Educação decepcionada com tudo que aconteceu nesta terça-feira, 5, na sessão extraordinária da Câmara, que era para esclarecer todas as escuridões do seletivo de professores 2024 de Codó, esta pessoa chama-se professora Ellen.

Tudo isso só chegou até hoje, até aqui, incluindo o despertar de interesse do Ministério Público que continua fraco, a imprensa noticiando este escândalo dia e noite e a  mobilização de vereadores em torno do assunto porque ela teve a coragem de denunciar a injustiça contra ela e contra outras centenas de educadores que, a cada dia, parece se fortalecer nos corredores de um governo que ninguém aguenta mais.

Ela chegou a cair aos prantos algumas vezes, durante a sessão,  bradando seu direito diante de autoridades que permaneceram insensíveis à sua dor. O interesse pessoal de cada parlamentar prevaleceu hoje acima do interesse coletivo daqueles que clamaram por ajuda.

Quando a secretária de EDUCAÇÃO, Maria do Carmo Pires, tocou em seu nome, foi sucinta, curtíssima,  rememorizando apenas um momento que teria ocorrido em 15 de fevereiro de 2024 deixando a entender que tentou solucionar.

No entanto, imediatamente, foi combatida pela verdade.

Em entrevista ao jornalista Acélio Trindade, Ellen lembrou de cada detalhe. Disse que quem procurou a secretária foi ela e a abordou quando ainda da realização da Jornada Pedagógica.

“Abordei ela lá no meio das outras professoras e questionei a ela o que seria feito com os outros professores que foram classificados e que ainda não foram chamados e a resposta que ela me deu é que as chamadas seriam retomadas a partir de 1h da tarde e que eu não me preocupasse que ela iria entrar em contato e aí eu até questionei ela – mas como se não houve lista de convocação dos excedentes? ela disse – nós vamos entrar em contato pelo número do telefone e nunca ela entrou em contato comigo, essa foi a conversa que eu tive com ela (…)

(…) Eu liguei pra ela, tenho registro aqui no meu celular, ela não atendeu às minhas ligações, mandei mensagem via whatsApp ela não me respondeu em momento algum e agora no dia 23/02, que foi um sábado, ela veio no meu PV (privado) me chamando pra conversar e eu respondi, prontamente, que iria conversar com ela, mas ela não me respondeu, mas ela não me deu mais retorno”, frisou com bastante convicção nas palavras.

Ela tem certeza que nunca foi ouvida por ninguém do governo do prefeito  que todos nós esqueceremos para sempre um dia, ele  que permanece calado como se nada disso tivesse a ver com o seu modo de operar nos bastidores fazendo ou deixando fazer.

“Então, assim, em momento algum eu fui ouvida por essa gestão, nem na pessoa da secretária , nem na pessoa do prefeito, em momento algum eles pararam para me ouvir e é por isso que eu estou questionando porque pessoas da minha área, que é a área de ciências que estão muito abaixo de mim já foram lotadas, pessoas que não têm a minha qualificação que eu tenho, pessoas que não têm os anos de experiência que eu tenho, então como justificar que tá lá na posição 69ª, que tá lá na posição de número 41, que tá lá na posição de número 47, todas pra mesma área, serem atendidas e eu que tô na 9ª não? isso é um indício fortíssimo de que essas pessoas estão lá porque elas têm indicação política”, garantiu a educadora injustiçada.

COVARDIA COM PALAVRAS E COM SILÊNCIO

Se não for a Justiça, aquela instituição  operadora da lei e do Direito, professora Ellen jamais terá emprego este ano,  não terá como sustentar a própria família, suas contas se acumularão impiedosamente, sua dignidade existencial mínima vai sucumbir dia após dia e nada disso parece ter o mínimo de valor para quem ostentou covardia nesta terça-feira, covardia  com palavras ou com seu silêncio na Câmara.

Todos os movimentos do governo  do prefeito que todos um dia haveremos de esquecer para sempre nos revelam a afirmação de uma vingança pública contra aquela que ousou denunciar o sistema que há décadas desgraça a nossa Educação – a ordinária indicação política para cargos públicos em troca de votos de cadeia.

Que Deus continue abençoando sua luta, professora. Me parece que, agora, só Ele pode.

13 Responses

  1. Tempo de eleição, então cada um procura se segurar como pode na reeleição, cadê o edil que disse que é defensor da classe dos professores. Então está na hora de começar aquela velha campanha, não reelega nenhum vereador. Cara nova nessa Câmara. Deveria não existir mais reeleição pra ninguém.

  2. Se fosse um problema dessa gestão tinha como comentar a altura, mas se trata de repetidas ações a cada governo. Hoje foi a professora Elen(representando muitas outras) ontem e amanhã será outra/outras. A existência da indicação nos seletivos na Educação é tão antiga, quanto talvez, a existência do Município. Quem devia fiscalizar não está lá nem nunca estará, para fiscalizar e defender a seriedade em concurso, seletivo e muito menos no tratamento a servidor.

  3. Depois quando falamos que Codó não tem mais jeito, falam que é pessimismo, radicalismo… Político não trabalhou, deveríamos ter o poder de tirá-los assim como temos o poder de colocá-los lá

  4. Se antes do seletivo a senhora professora já mantinha sua família dignamente, publicar que só agora não terá como sustentar a família fica evidenciado o ânimo torpe para tentar ferir o governo. Mas, pela incompetência superar tal ânimo, não feriu nem de raspão.
    Dizer que as contas da professora acumularão impiedosamente é perder a noção do razoável. Quer dizer que antes as contas estavam em dias, mas por culpa do seletivo irão atrasar?? Por essa tremenda falta de lógica não dá para causar comiseração em ninguém, pois essa foi a malograda intenção na tentativa inglória de vitimização.

    1. Você, que se esconde sob o codinome de Nonato Araújo para tentar justificar as mazelas deste governo do qual certamente você se beneficia, não fale de algo que vc desconhece. Diga-me, como manter minhas contas em dia se estou desempregada, desde 31.12.2023, tanto do estado quanto do município? Estas eram minhas únicas fontes de renda. E isso vc mesmo pode comprovar basta se dirigir à SEMECTI ou URE.

    2. A você que se esconde sob o codinome Nonato Araújo, peço-lhe gentilmente que não fale de algo do qual não tens conhecimento. Me responda a troco de que iria me expor tanto?Antes de destilar veneno para tentar justificar o injustificável, lembre-se que por trás da ELLEN, existe uma mãe de família e pessoas que dependem única e exclusivamente de mim. Hoje sou eu, amanhã quem será? Deus é justo e cobrará e dará o retorno na mesma medida.

  5. Eu acho que todos deveriam saber que a professora Ellen tem contrato com o estado. Essa não é a única renda dela. Inclusive ela se enquadra em acúmulos de cargos públicos. Essa apelação pro sentimentalismo relacionado ao sustento da família, serve pra todos os outros professores convocados. Inclusive, é muito pior pra quem não tem mais nenhuma outra renda.

    1. Porque se manifesta sob o anonimato de Codó? Faça- me um favor, já que tenta pôr em cheque minha fala para justificar o injustificável, vá até a URE de Codó e procure as senhoras” Fátima Stela, Gardenia ou Raimundinha e certifique-se se tenho contrato ou não. Meu contrato no estado se encerrou em 31.12.2023, assim como o do município. Não tenho porque mentir, estou literalmente desempregada. Mas, me inscrevi no seletivo do estado que agora está em vigor, e lá tenho boa colocação tbm. E como sei que por lá as coisas são tratadas com seriedade, sem essas canalhices do município, com fé em Deus serei reconduzida. Mais respeito pelos professores/as!

    2. Aliás, anônimo Codó _Atual, vc certamente tenta deslegitimar algo que é legítimo, porque no minimo deve ter recebido uma cartinha, e, com isso burla a lei e usurpa o direito constituído de outros.

  6. Você, que se esconde sob o codinome de Nonato Araújo para tentar justificar as mazelas deste governo do qual certamente você se beneficia, não fale de algo que vc desconhece. Diga-me, como manter minhas contas em dia se estou desempregada, desde 31.12.2023, tanto do estado quanto do município? Estas eram minhas únicas fontes de renda. E isso vc mesmo pode comprovar basta se dirigir à SEMECTI ou URE.

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