O atual presidente do SINTSERM, professor Antonio Celso Moreira, esteve na Câmara ontem, 20, para denunciar aos vereadores e, ao mesmo tempo, pedir a ajuda dos parlamentares contra uma ação do governo de Zé Francisco que, na visão da entidade defensora dos servidores e servidoras públicas codoenses, está causando-lhes prejuízos.
Trata-se de um reajuste concedido por lei federal de apenas 1,08% aos professores e professoras. Como o governo de Zé ignorou-o acabou acumulando ao ponto de chegar a 7,56%.
Quando o percentual subiu a este patamar, em vez de conceder o reajuste (reajustado por causa do próprio acúmulo) o governo Cidade de Todos meteu 7% como abono, de uma só vez, no contracheque dos professores e acabou lascando com muita gente. Isso, disse Antonio Celso, desvaloriza a categoria.
“Acontece que no município de Codó, apesar de toda a propaganda realizada pelo atual prefeito em vários canais de comunicação, ela não teve nenhuma ressonância aos professores. O prefeito se comprometeu de fazer um reajuste salarial dos profissionais do magistério, esse reajuste ele deveria ocorrer com 1,08% e aí como ele não fez esse reajuste no mês de janeiro acumulou, acumulou a ponto de chegar a 7,56%. Apesar do prefeito anunciar que iria fazer o reajuste, ele não fez, ele colocou como abono salarial e cada professor que tem acesso ao holerite, contracheque observou a descrição que tava como ‘abono salarial de 7%”, explicou
O abono, denunciou o presidente, incha o contracheque, mas não serve nem para contar na hora da aposentadoria, além do mais foi diminuído pela gestão que em vez de 7,56% apareceu com apenas 7%.
“E aí o prefeito colocou 7% e não são 7% são 7,56%. Isso se acumula no final de cada mês, no final do ano os professores do município de Codó terão um perda relevante e aí a nossa vinda aqui é, justamente, trazer esse tema para cada vereador que possam tomar as medidas cabíveis uma vez que os professores estão tendo prejuízo e prejuízos significativos a ponto de causar um comprometimento, primeiramente, do salário dos professores e na hora da aposentadoria”, destacou
Antonio Celso citou um exemplo – lembrou que o inchaço é tão prejudicial que sequer tem a capacidade de melhorar a margem para empréstimos consignados consultada pelos bancos antes de concedê-los.
“Tanto é que muitos professores que fazem empréstimo consignado eles têm uma margem a ser solicitado, esta margem a medida que o salário sofre algum reajuste, consequentemente a margem aumenta e por conta disso a margem salarial dos professores que solicitaram o empréstimo para realizar suas necessidades a margem continuou da mesma forma, não aumentou de jeito nenhum apesar de ter um abono’, disse
O SINTSERM iniciou uma nova luta conta isso e deseja que o prefeito retire a nomenclatura ‘ABONO’ de algo que nunca foi, nunca será abono.
“Primeiramente não é abono salarial, porque abono não é reajuste. O abono salarial desvaloriza os vencimentos de todos os trabalhadores uma vez que ele não conta, inclusive, para uma futura aposentadoria. Ele só vai contar para ficar o recurso retido na fonte que é a própria prefeitura, através da Receita Federal”
“O que nós estamos cobrando da atual gestão é que possa regularizar essa situação, retirar esta nomenclatura abono e comprometer-se com 7,56% porque abono salarial não é reajuste salarial”
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O abono foi dado sem vínculo com reajuste. Como mesmo disse o professor, abono não é reajuste.
E o reajuste também será feito. Tudo é uma questão meramente de entendimento entre as partes. Logo será resolvido.