
Vale a pena a guerra como instrumento de paz?
Diante da história, não! Não vale a pena. A guerra produz sofrimento, miséria, pobreza e muitas, muitas mortes desnecessárias. Simplesmente, a guerra é sinônimo de destruição, por isso mesmo, não vale a pena ser usada como método de paz!
Quando vemos líderes mundiais atacarem nações com o discurso da paz e/ou outro argumento que justifiquem tais ataques, temos aí, uma incontestável falácia.
O mundo contemporâneo vive um momento de polvorosa. Alguns países estão sendo tomados pela mobilização popular pedindo mudanças de regime, outros já em plena guerra, e outros ainda, cada vez mais, intensifica seu raio de ação objetivando a ampliação de seu poderio político e bélico.
A guerra sempre existiu. Não é um fato inolvidável. Ao longo do desenvolvimento histórico, ocorrera algumas transformações. Os métodos foram aperfeiçoados, as estratégias tornaram-se mais dinâmicas e os instrumentos bélicos ganharam outras finalidades e sofisticações jamais vista – por exemplo, o uso de drones com capacidade para atingir o inimigo 100%, foguetes teleguiados de longo alcance; além de outros artefatos sofisticadíssimos que contribui para reduzir o tempo de uma guerra e com poder destruidor inimaginável.
Ante toda as articulações que estão sendo feitas, por exemplo, pelo delirante ianque travestido de libertador, o líder dos EUA, Donald Trump, invadindo a Venezuela, no hemisfério sul global para se apropriar de recursos naturais – isto, inclui terras raras e o mais importante “ouro negro” que se concentra naquele país em volume surpreendente – incorre numa quebra de normas internacionais – por exemplo, a Carta da ONU, inclusive, sendo signatário -, desrespeitando até mesmo a Constituição norte-americana e o próprio Congresso que tem o poder para “autorizar ou não a invasão” em qualquer país na face da terra. Que absurdo!
Não importa qual a situação que se encontra o país – tipo de regime (monarquia, monarquia constitucional, república) e forma de governo (ditadura, democracia) – quem decide os rumos internos das crises é o povo, soberanamente. Todo país tem sua Carta Magna e, certamente, disciplina os meios para contornar as suas crises (podendo ser por meios de eleições e/ou sob a sublevação popular, ou uma revolução). O que não pode é uma nação sob a justificativa de combater o narcotráfico invadir outro país, como se fosse o legítimo poder mundial para estabelecer a ordem numa condição de força e violência e o mais grave, sequestrando o líder daquele país invadido. O delirante ianque (Donald Trump), ainda com sua indisfarçável arrogância e prepotência típica de todo líder ditador, arvora-se o proprietário daquela nação, inclusive, já antecipando de forma absurda que o seu interesse único é abocanhar a maior jazida de “ouro negro” da terra e doa-la para os proprietários de empresas norte-americanas para realizar o processo de extração do petróleo, como se os EUA tivesse feito a descoberta daquele campo e, agora, fará a sua exploração com toda autoridade que lhe é devida.
As apreensões de navios transportadores de petróleo oriundos da Venezuela constituem-se é uma ação ilegal, pois, o mar não é propriedade dos EUA. Na verdade, isso é uma postura de um típico flibusteiro!