Por Acélio Trindade

A manhã desta quarta-feira, 8 de abril, foi marcada por um forte ato de protesto em frente à sede da Prefeitura de São Luís. Professores e professoras da rede municipal de ensino paralisaram parte de  suas atividades para cobrar respostas imediatas da gestão pública diante de uma pauta que se arrasta há anos sem solução.

Em entrevista concedida ao radialista Domingos Ribeiro, da rádio Mirante News, a professora Ana Paula expôs a grave situação enfrentada pela categoria. Segundo a educadora, o SINDEDUCAÇÃO tenta estabelecer um canal de diálogo com a Prefeitura há dois anos, mas todas as tentativas de negociação foram ignoradas pela gestão municipal.

Trabalho em casa e falta de infraestrutura

Uma das principais reivindicações do movimento é o direito de realizar um dia da jornada de atividades pedagógicas em casa. Atualmente, os professores são obrigados a cumprir toda a carga horária dentro das unidades de ensino.

O agravante, segundo a professora Ana Paula, é que muitas dessas escolas sequer possuem estrutura básica, como acesso à internet, o que impossibilita o planejamento adequado das aulas e a pesquisa pedagógica.

Sobrecarga e falta de mediadores

Outro ponto alarmante denunciado durante o protesto diz respeito à Educação Especial. Ana Paula relatou o drama vivido em salas de aula superlotadas e sem suporte:

“Existem salas com 25 alunos, onde 10 deles possuem necessidades de atendimento especializado. Deveria haver tutores e acompanhantes terapêuticos-pedagógicos, mas a realidade é que fica apenas uma professora se virando para dar conta de tudo”, desabafou a educadora.

A falta de profissionais de apoio sobrecarrega o docente e compromete o aprendizado tanto dos alunos que precisam de atenção especial quanto dos demais estudantes.

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

O cenário descrito pelos educadores é de exaustão e falta de diálogo. Para entender todos os detalhes das reivindicações e o tom do desabafo da categoria, ouça abaixo o áudio da entrevista completa feita por Domingos Ribeiro

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