Em uma entrevista reveladora ao programa A Conversa é com Acélio Trindade, a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Codó, a advogada Lorena Duailibe, apresentou dados alarmantes sobre a exploração e violência sexual contra crianças e adolescentes no município.
As estatísticas apontam para um crescimento vertiginoso em 2026. Enquanto o CREAS contabilizou 40 casos ao longo de todo o ano passado, os primeiros quatro meses deste ano (janeiro a abril) já somam 37 registros. O cenário indica que 2026 pode se tornar um dos anos mais violentos para o público infantojuvenil na região, caso o ritmo das denúncias se mantenha.
Impunidade e Morosidade Judicial
Questionada sobre a punição dos agressores, a advogada foi franca ao apontar as dificuldades do sistema. Segundo Lorena, as prisões e conclusões de processos ainda são raras e marcadas pela lentidão excessiva.
“Êxito, êxito não posso te dar com precisão, pois envolve outras competências. Mas o que está dentro da nossa área, a gente faz de tudo para agilizar”, frisou a coordenadora.
Estrutura de Atendimento
Para dar conta do aumento na demanda e de outras violações de direitos — como os crescentes casos de maus-tratos contra idosos — o CREAS de Codó conta com uma equipe multidisciplinar robusta. O corpo técnico é composto por:
-
Dois advogados;
-
Duas psicólogas;
-
Duas assistentes sociais;
-
Equipe especializada de abordagem.
Como Denunciar
A coordenadora reforçou a importância de a população não se calar diante de qualquer violação de direitos. O CREAS está de portas abertas para receber demandas diversas e realizar o acompanhamento das vítimas.
-
Sede do CREAS: Avenida Santos Dumont, localizada ao lado do quartel do 17º Batalhão de Polícia Militar.
-
Conselho Tutelar (Crimes contra crianças): Denúncias e acionamentos podem ser feitos via WhatsApp pelo número (99) 98275-1019.
O combate à violência sexual depende da vigilância constante da sociedade. O aumento nos números, embora preocupante, também reflete uma maior coragem das famílias em buscar ajuda e romper o ciclo do silêncio.
OUÇA O ÁUDIO COMPLETO DA ENTREVISTA ABAIXO