com Dr. Suelson Sales

Você já ouviu falar em cuidados paliativos? Apesar de ser um termo que assusta algumas pessoas, ele está ligado a carinho, respeito e qualidade de vida. Recentemente, a Lei nº 15.378/2026 trouxe esse tema para o Estatuto do Paciente, garantindo que esse tipo de assistência é um direito por lei. Mas, afinal, o que isso significa na prática? Vamos te explicar de um jeito simples e direto!

De acordo com a nova lei, os cuidados paliativos são um conjunto de ações de saúde para ajudar pessoas que enfrentam uma doença grave ou que coloca a vida em risco. O foco aqui não é a cura da doença, mas sim o conforto do paciente. É uma forma de garantir que a pessoa e sua família passem por esse momento difícil com o menor sofrimento possível.

Os cuidados paliativos funcionam como uma rede de apoio que envolve quatro pilares principais: (i) Alívio da dor e do desconforto: Controlar de forma eficiente as dores físicas, a falta de ar, os enjoos e qualquer outro sintoma ruim; (ii) Apoio emocional e psicológico: Ajudar tanto o paciente quanto a família a lidarem com os sentimentos, medos e o impacto do diagnóstico; (iii) Mais bem-estar: Garantir que o paciente consiga aproveitar a vida da melhor forma possível, respeitando sempre as suas vontades e valores; (iv) Conversas sinceras: Facilitar o diálogo entre os médicos, o paciente e a família, para que todos entendam os passos do tratamento sem rodeios.

Os Cuidados paliativos são só para o fim da vida? Isso não é verdade! Eles podem (e devem) começar o quanto antes, logo no início do diagnóstico, junto com os tratamentos normais (como a quimioterapia, por exemplo). Eles são indicados para pessoas de qualquer idade que enfrentem doenças graves ou crônicas, como câncer, problemas cardíacos avançados e doenças que afetam o sistema nervoso.

Por ser um cuidado completo, ele não é feito por uma pessoa só. O paciente recebe o apoio de uma equipe multiprofissional, que geralmente inclui: (i) Médicos e enfermeiros; (ii) Psicólogos e assistentes sociais; (iii) Fisioterapeutas e outros especialistas.

Essa união serve para cuidar do corpo, da mente e do coração de quem está passando por um momento delicado. Exija esse direito e espalhe essa informação para quem precisa!

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