
Uma comunidade na zona rural de São João Batista, no interior do Maranhão, foi palco de um crime bárbaro nesta sexta-feira (10).
Uma mulher grávida de três meses e seu filho de apenas 4 anos foram encontrados mortos e carbonizados dentro de uma residência incendiada por criminosos.
As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e o pequeno Yan Kaleb Costa Santos.
O Ataque
De acordo com relatos de testemunhas enviados à polícia, um grupo composto por aproximadamente 15 homens armados invadiu a localidade e arrombou três imóveis pertencentes à mesma família. No entanto, apenas a residência onde Samira e Yan estavam encontrava-se ocupada no momento da invasão. Os criminosos efetuaram diversos disparos de arma de fogo e, em seguida, atearam fogo na casa com as vítimas dentro.
Investigação e Perícia
A Polícia Militar esteve no local e isolou a área. Impressiona a quantidade de tiros efetuados.
A perícia recolheu cerca de 100 estojos de munição deflagrada no endereço do crime. Entre os calibres identificados pela PM estão cápsulas de 9 milímetros, .38, .40 e espingarda calibre 12.
A causa exata das mortes de mãe e filho ainda não foi determinada de forma oficial.
Exames periciais do Instituto Médico Legal (IML) devem apontar nos próximos dias se as vítimas faleceram em decorrência dos tiros ou se foram queimadas vivas pelo incêndio provocado pelos executores.
Possível Motivação
A linha de investigação inicial aponta para um possível acerto de contas ou guerra de facções.
Conforme depoimentos colhidos de testemunhas locais, o companheiro de Samira e pai de Yan, identificado como Josef Abreu Santos, teria ligação com um grupo criminoso da região.
A principal suspeita é de que o ataque tenha sido motivado por uma disputa violenta entre facções rivais.
A Polícia Civil do Maranhão informou que essas alegações ainda estão sendo apuradas rigorosamente e que diligências estão em andamento para tentar identificar e prender os integrantes do bando que promoveu o massacre.