
A Sala do Empreendedor de Caxias tem intensificado o trabalho de orientação voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs) para evitar que caiam em golpes financeiros na internet.
Com a facilidade de acesso aos dados públicos de novos CNPJs, criminosos têm utilizado abordagens refinadas por e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagens e até correspondências físicas para extorquir os trabalhadores autônomos.
Os golpes mais comuns praticados contra MEIs
A abertura de um CNPJ MEI é um processo gratuito e simplificado, mas muitos golpistas se aproveitam da falta de informação dos novos empreendedores. Entre as fraudes mais frequentes registradas no país, destacam-se:
O Golpe da Taxa Associativa ou de Cadastramento: Poucos dias após a formalização do MEI, o empreendedor recebe um boleto ou uma cobrança via Pix de uma suposta “associação comercial” ou “instituto de cadastramento”, alegando que o pagamento de uma taxa anual é obrigatório para manter a empresa ativa. Essa cobrança é totalmente indevida.
O Golpe do DAS Falso: Criminosos criam sites falsos que imitam perfeitamente a identidade visual do Portal do Empreendedor do Governo Federal. Ao tentar gerar a guia mensal de tributos (DAS), o usuário é direcionado para uma página fraudulenta que emite um documento de pagamento com o dinheiro destinado à conta de terceiros.
O Golpe da Regularização Cadastral: Mensagens enviadas por e-mail ou WhatsApp que utilizam termos jurídicos intimidantes, afirmando que o CNPJ do MEI apresenta pendências graves e será cancelado caso o proprietário não clique em um link ou pague uma “taxa de urgência”.
Alerta e uso de canais oficiais
A coordenadora da Sala do Empreendedor de Caxias, Adriana Aguiar, reforça a importância de desconfiar de comunicações que cheguem de forma inesperada solicitando transações financeiras.
”Bom dia. Então, o MEI, ele deve ter muito cuidado, ficar atento por essas mensagens que chegam por e-mail, por WhatsApp ou até mesmo pelos correios. Então, existem as redes sociais, existem um WhatsApp aqui da sala do empreendedor e nós estamos sempre aqui para dar essa informação. E também vocês podem estar olhando os canais do governo federal, né, que é o Portal do Empreendedor, e também tem um aplicativo chamado MEI. Então, são esses canais oficiais que vocês podem entrar para não cair nesse tipo de golpe”, advertiu a coordenadora em entrevista nesta quarta-feira, 15, à TV Mirante.
O que fazer em caso de fraude?
Caso o microempreendedor perceba que foi vítima de um golpe e realizou uma transferência ou pagamento indevido, a rapidez na reação é fundamental para tentar reaver o prejuízo e responsabilizar os criminosos.
Adriana Aguiar detalhou o protocolo recomendado para essas situações de urgência.
”Orientação que a gente dá é que eles reúnam todas as informações, comprovante do banco, vá até a delegacia, registre um BO. Também, ele pode entrar em contato com o seu banco para poder ver se tem um bloqueio desse pagamento”, explica.
Para evitar que a fraude se concretize, o melhor caminho é buscar orientação profissional e especializada antes de efetuar qualquer pagamento duvidoso. A Sala do Empreendedor de Caxias, em parceria com o Sebrae, mantém as portas abertas para prestar esse suporte de forma totalmente acessível ao público.
”Quando o MEI vem até a sala do empreendedor ou entra em contato pelo WhatsApp, a gente sempre dá essas informações, né, para eles terem cuidado com essas mensagens que chegam.
E a gente prefere até que vocês venham até a sala do empreendedor ou até o Sebrae nos procurar, que nós vamos dar todas as orientações de forma gratuita”, finalizou Adriana Aguiar.
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