
Tive a felicidade de escrever a síntese biográfica deste ilustre codoense, escritor renomado, homem simples, amante das letras por excelência.
Em outras oportunidades escrevi ainda fragmentos sobre o insigne escritor. Ano passado, por exemplo, em breve mensagem o homenageei pela passagem do seu nonagésimo aniversário a 24 de junho.
O mestre João Machado, como costumava chamá-lo, recebia em sua residência na Rua Henrique Figueiredo, Centro, centenas de estudantes, pessoas outras, ávidas por saberem dos fatos, personalidades e outros acontecimentos que fizeram a história de Codó, sem se falar no livro Codó, histórias do fundo do baú, sua obra prima, sem dúvida, a compilação dos aspectos fisiográficos e a história do povo, que ensejou o surgimento deste Solo abençoado pelos padroeiros São Sebastião, Santa Rita e Santa Filomena.
Todo o que ele escrevia era uma verdadeira aula de história, fosse sobre a gleba codoense, ou além dos seus rincões. Tinha conhecimentos bastantes sobre o mundo.

Com um grupo de amigos fundou as entidades culturais de Codó.
Foi homenageado pelo prefeito Zito Rolim com a outorga da Comenda Filomena Catarina Moreira, que distingue pessoas ligadas a cultura. Também o Executivo Municipal prestou-lhe significativa homenagem, denominando “João Machado”, a Lei nº 1.538 de 16 de abril de 2011, que dispõe sobre a preservação do Patrimônio Cultural e Natural do Município de Codó – Maranhão, cria o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural e institui o Fundo Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.
Meu grande mestre João Batista Machado, você partiu, deixando uma lembrança que jamais será esquecida.
Com este singelo escrito reverencio a sua memória.
Professor Carlos Gomes
Codó, 29 de março de 2016