As obras possuem orçamentos milionários. No residencial Santa Rita a creche pré-escola deve custar aos cofres públicos R$ 1.842.003,68, dinheiro do Ministério da Educação. O problema está na execução, sempre muito lenta. A placa fala em entrega até 31 de dezembro deste ano e por onde passamos nada indica que isso possa vir a acontecer.

Pouco saíram do alicerce. A do Santa Rita tem muitas colunas erguidas e poucas paredes levantadas e agora ela e mais duas creches em andamento ficaram até sem os seus operários.
Os encontramos na manhã desta segunda-feira, 31, na calçada e dentro da agência do Ministério do Trabalho denunciando atraso no pagamento das quinzenas. O servente de pedreiro Renato Filho estava indignado e preocupado com o alimento para sua família.
“Não sai, a gente vai hoje, vai amanhã, deposita hoje, deposita amanhã, todo dia a gente tá. O bolso tá cheio de extrato, mas não tem dinheiro…JÁ SÃO 3 QUINZENAS? Quatro quinzenas sem receber…SITUAÇÃO TÁ INSUSTENTÁVEL? Tá insustentável, não tem pra onde recorrer, hoje se eu não dá conta como é que eu vou alimentar minha família hoje?”, disse

EMPURRA-EMPURRA
Cerca de 60 homens deixaram de trabalhar na semana passada porque se dizem cansados do empurra-empurra que começou depois que tomaram a iniciativa de cobrar os pagamentos.
“A secretaria de Obra diz que nós não tá devendo, já fez o repasse…E O DONO DA EMPRESA? o dono da empresa diz que não tem dinheiro, não tem conhecimento…E VOCÊS? E nós tamos atordoados sem ter a resposta de ninguém, liso, com necessidade, devendo e com fome”, lamentou o armador José Pereira.
A PROVIDÊNCIA
O chefe da agência Luís Carlos Alves Costa os recebeu, mas terá que esperar uma fiscalização de São Luís.
“Como nós não temos fiscal aqui em Codó a gente vai pegar as instruções, as informações, pegar o CNPJ e endereço da empresa, o local onde eles tão trabalhando e vamos encaminhar pra São Luís para que a Superintendência possa encaminhar um auditor fiscal para tomar as medidas cabíveis”, explicou
Enquanto durar o impasse as 3 creches continuarão com suas obras paralisadas atrasando ainda mais o cronograma elaborado pela prefeitura. Os operários resolveram apenas esperar a solução.
“Vamos ver se vai dá certo, né, eu espero que sim… NÃO PODE É FICAR? Não pode é ficar a situação do jeito que tá é complicado”, respondeu o pedreiro Antonio Soares
PREFEITURA E EMPRESA
O secretário de Infraestrutura, Márcio Esmero, afirmou que a prefeitura já realizou o repasse do dinheiro para a empresa Amourim Coutinho, a mesma que construiu os 3 residenciais do programa Minha Casa, Minha Vida em Codó.
O diretor da Amourim Coutinho, Augustinho Maciel, informou que depositará o dinheiro dos operários na tarde desta segunda-feira e, no máximo, até esta terça-feira, a depender da agilidade dos trâmites bancários, deverá estar disponível para saques.
Afirmou que não são 3 ou quatro quinzenas como afirmam os operários, é apenas 1 quinzena atrasada por ‘erro de gestão’, como classificou. Maciel informou também que em todo este tempo nunca tinha acontecido atrasos no pagamento.
2 Responses
Esse é só mais um dos “esqueletos” que estão no armário, meu caro.
esse maciel ai …………………………………………………..