O prédio da Delegacia de Polícia Civil de Peritoró foi iniciado em 2013 e à época o prazo de entrega também era de 120 dias, no máximo. Quase 4 anos depois a obra continua inacabada, só tem paredes erguidas, nada mais.

Em nossa segunda visita ao local, ao longo destes anos de espera da população, encontramos o pedreiro EDIVALDO da Conceição.

Na segunda etapa do serviço ele chegou a ser o encarregado da obra, mas agora mostra apenas um documento com o nome da empresa  responsável pela construção provando horas trabalhadas, se reclamando de falta de pagamento e da falta de contato com a direção.

 “O telefone que eu tinha deles não tá funcionando…O QUE O SENHOR QUERIA DELES ERA VER O PAGAMENTO DO SENHOR E DOS OPERÁRIOS? Isso, isso, …MAIS OU MENOS QUANTAS PESSOAS? 6 pessoas…E A  DÍVIDA DÁ UNS R$ 5.000,00? Daí pra mais…E NADA, NENHUM CONTATO? Não, nunca mais eles me ligaram, como eu to falando perdi o contato com eles e aí to sem contato com eles”, disse

Na delegacia improvisada nós obtivemos a informação de que há um atraso no pagamento do aluguel de mais de um ano, por conta disso a proprietária do prédio já notificou o Estado extrajudicialmente.

Ainda não se sabe se o problema vai evoluir para o rompimento definitivo do contrato, mas a população aqui de Peritoró já pensa na possibilidade de ficar, mais uma vez, sem delegacia funcionando.

É um prédio sem estrutura de carceragem mas que tem servido para a parte administrativa da Polícia Judiciária e para o atendimento ao público.

É justamente isso que preocupa dona Raimunda Vital Gomes, as pessoas precisam de Polícia Civil em Peritoró, do contrário, lembrou ela,  terão que ir para Coroatá.

 “funcionando serve…E SE ACABAR? Aí fica ruim…POR QUÊ? Porque aí não vai ter delegado e vai ser uma coisa muito horrível aqui dentro de Peritoró, aliás pra nós todos (…) tem que ficar o delegado”, disse a lavradora

A conclusão do prédio que já se arrasta desde 2013 tornou-se ainda mais urgente na opinião do lavrador de Peritoró Raimundo Nonato de Andrade.

“Nós depende muito da delegacia, do delegado né e a situação aqui pra nós não tá muito boa, principalmente por causa da segurança (…) a esperança é pra ser concluída, em primeiro lugar porque nós depende dela…FICAR SEM DELEGACIA? Aí não pode, é crítico a situação”, afirmou

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADES