O reajuste no salário dos professores autorizado pelo governo federal este ano é de 12,84%, mas em Timbiras, afirma o vice-presidente do SINDICATO que representa a categoria, a Secretaria de Educação só ofereceu metade deste percentual, algo que não foi aceito.
“E nós demos este prazo, esta semana, para que o prefeito chamasse a comissão de negociação pra gente poder chegar num acordo, que ele oferecesse uma outra contraproposta ou então provasse para a categoria de professores que esse percentual que ele ofereceu, de 6,42%, era o que é possível pagar, até agora a prefeitura não tem sido transparente com a gente e a gente não tem outra alternativa a não ser chamar a categoria parando suas atividades na segunda-feira”, explicou o vice-presidente do Núcleo do Simproessema em Timbiras, professor Walter Monteiro
Ocorre que a próxima segunda-feira, 10 de fevereiro, é a data que a Prefeitura determinou como início do ano letivo 2020 e no meio deste impasse muitas mães de Timbiras já estão com medo dos filhos ficarem sem aulas por mais tempo.
“Porque atrapalha as crianças…ATRAPALHA COMO? Fica tudo atrasado, as crianças também prejudica as crianças também no estudo”, lamentou a dona de casa Luzia dos Santos Costa.
“complica porque os meninos passa tempo sem estudar e aí complica as coisas”, completou dona Maria Adriana Oliveira Silva, mãe de dois alunos timbirenses
ATRÁS DE RESPOSTAS
Fomos então atrás dos representantes do governo municipal para ouvi-los a respeito.
Nós estivemos no prédio da Secretaria Municipal de Educação para falar com o secretário (Raimundo Nonato Silva Sousa) a respeito deste assunto, ele estava no prédio, no momento, mas mandou dizer que não poderia nos atender por estar participando de uma reunião muito importante.
Entre os professores há aqueles que falam de maneira mais moderada sobre este assunto.
“O sindicato está conversando com o prefeito, tem alguns professores falando em greve mas isso aí é a última instância, a gente vai conseguir chegar a um acordo pra que não seja preciso entrar em greve”, disse Antonio Mota, educador.
Mas também existe a ala mais decidida a barrar o retorno das aulas caso não haja a oferta de um novo percentual que, ao menos, se aproxime dos 12,84%.
““aí a gente senta com a categoria antes e quem vai decidir são os professores se iniciam ou não, mas volto a repetir, na última assembleia decidiram em não iniciar suas atividades”, concluiu professor Walter Monteiro