Padre Paulinho (Paulo Maran Muniz) , nos explicou sobre a situação do Maranhão em termos da existência de pastorais afrobrasileiras, assunto principal de uma reunião realizada na última sexta-feira, 14, aqui em Codó, para a qual foram convidados representantes de 16 municípios.
“No Maranhão existem 12 Dioceses, entre as quais outras dioceses têm a Pastoral Afrodescendente e a nossa pastoral ainda não tem, então estamos aqui, convidamos as paróquias e as entidades religiosas de descendência de matriz africana para juntos sentarmos e conversarmos a respeito para que possamos formar, a partir desta conversa, formar a pastoral Afrobrasileira”, disse o padre
Ele refere-se a Diocese de Coroatá e foi dado à esta falta que Orlando Matos, militante do Movimento Negro e católico na região, teve a ideia de sugerir a criação.
“ Foi lançada a proposta, eu cheguei na assembleia e lancei a proposta se os demais que estavam ali se a Diocese de Coroatá se gostaria que a Diocese de Coroatá tivesse uma Pastoral Afrobrasileira, então foi aprovada por unanimidade, então marcamos pra hoje a primeira roda de conversa pra tratarmos deste assunto “
Uma vez formada a pastoral servirá aos interesses de 16 municípios, nada menos que 23 paróquias do Interior do Maranhão que formam a chamada Diocese de Coroatá.
Foi apenas a primeira roda de conversa sobre a formalização da nova pastoral, mas já animou muita gente que veio de longe participar, como João Batista do município de Itapecuru-Mirim.
“Hoje, dentro da igreja, sendo criado hoje aqui, correndo pra cá, pra ser criada uma comissão pra trabalhar na questão do preto, do negro, isso é muito importante”, disse João Batista Sousa Pereira, de Itapecuru-Mirim
Padre Cordeiro (Raimundo Pereira da Silva), de Presidente Vargas, disse que a pastoral é importante porque vai lutar pela igualdade entre os povos.
“Essa Pastoral Afro luta pela igualdade, pelo amor e pela paz também, dos nossos irmãos também que somos negros (…) a igreja ela prega o amor e prega a paz, mas também a igualdade, então desde já a pastoral afro ela vem lutando pra unir, todas as raças, todas as culturas”
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Não concordo, todos somos iguais.