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sábado, 18 de julho de 2026
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A DEMOCRACIA RESPIRA, PORÉM, CARECE DE CUIDADOS!

A DEMOCRACIA RESPIRA, PORÉM, CARECE DE CUIDADOS!

O recém-eleito presidente do Brasil, no último dia 30 de outubro de 2022, Luís Inácio LULA da Silva; quando do processo articulado pela lava-jato, cujo objetivo primordial era prendê-lo a todo custo para impedi-lo de concorrer às eleições de 2018, disse uma célebre frase em 2016:

“A partir de agora, se me prenderem, viro herói. Se me matarem, viro mártir. E se me deixarem solto, viro presidente de novo.” parece-me que ele profetizou sobre si mesmo.

Para além de sua hipotética profecia, Lula de fato, já faz parte da história de nosso país, independentemente, da vontade ou não da classe dominante nacional.

Lula é uma singularidade que povoa o imaginário popular. Deixou de ser meramente um candidato para se tornar a expressão mais poderosa do conceito de democracia e liberdade e, com isso, projetou a perspectiva da esperança vencer o medo, a violência, o obscurantismo, a mentira e as ameaças.

O movimento conservador paredista – comandado por esse inominável gendarme e sua trupe – subestimou a capacidade orgânica, mobilizadora e de resistência do PT ao ponto de novamente receber do povo através de um processo limpo e democrático a outorga para administrar, uma vez mais, esse país. A extrema-direita apostou equivocadamente no jogo da fake news, supondo que os resultados de agora, seriam os mesmos alcançados em 2018.

Após a denúncia por parte de membros dissidentes do conservadorismo da existência do “Gabinete do Ódio”, houve um assombro coletivo e, a partir dessa hipótese, a credibilidade desse movimento sofreu processo de retrocesso, onde a verdade agora é posta na centralidade da disputa político com viés profundamente negativo para a extrema-direita. Atordoados, ficaram sem saber como prosseguir com essa metodologia; contudo, o jogo permaneceu praticamente o mesmo; mas toda a cúpula conservadora já tendo consciência de que era necessário modificar essa estratégia. E a nova estratégia foi disseminar de forma brutal o discurso de que Lula é ‘um descondenado’, ‘um ladrão’, e de sobra, ‘um sistemático ataque ao sistema eleitoral’; sem, contudo, deixar outra tática bem visível: a tentativa de descaracterizar os membros deste importante órgão democrático, o STE e, mais enfaticamente, o STF, colocando-os numa condição de inimigos da nação.

Após o resultado, a extrema-direita se articula para tentar impedir a posse de LULA, bem como não aceitar a legitimidade do pleito último. A tese que configura a mobilização desse movimento conservador assenta-se numa questão intraconstitucional. Mas, quando se busca elementos que possibilite sua consistência, torna-se impossível existir, pois, o apelo para que o Exército Brasileiro faça um movimento de quartelada, esbarra no genuíno preceito legal, e, por isto mesmo, não pode se prontificar para realizar essa tarefa antidemocrática.

Os inconformados com o resultado das eleições insistem na tese antidemocrática de ‘Intervenção Federal’; que, anteriormente, agregava o adjetivo ‘militar’, mas, essa tese não podia ser apropriada por esse movimento para justificar um emblemático golpe. Não faz sentido sob quaisquer ângulos argumentativos de natureza jurídica sua existência para justificar uma ação amoral e de cunho nefanda.

Outro ponto a ser desvencilhado a respeito dos ataques desconexos e profundamente bizarros é a nova tratativa em que, a extrema-direita embasou seu discurso ‘volúvel’ – isto é, apontando sua metralhadora giratória para os países como Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, China e, mais recentemente, Nicarágua, como países ‘comunistas’ e, caso o LULA vencesse as eleições, o Brasil seria transformado imediatamente num país comunista.

E o pormenor cirúrgico indicado por esse movimento extremista são as condições materiais de vida em que estão passando os seus respectivos habitantes. Tal exposição mediata mostra apenas um lado da moeda política, com o objetivo específico de amedrontar o eleitor a não votar no campo progressista.

Apesar da intensa campanha aliada às fake news, o povo brasileiro já tinha a consciência social e de classe de que o governo comandado pelo PT foi um governo com ganhos sociais e políticos históricos, portanto, rejeitou toda investida do ‘Gabinete do Ódio’ no quesito desinformação.

O bolsonarismo tornou-se uma fração política descontrolada pelo seu líder. São teleguiados e aceitam apenas como verdade, as informações oriundas do “Gabinete do Ódio”, e nesse sentido, é possível perceber o quanto esse movimento declinara para um comportamento estranhamente tipificado na ilação da verdade.

A presença de pessoas se manifestando em frente aos quartéis é uma inconteste prova da idiotice, da imbecilidade e ausência do bom senso desse movimento extremista. Enquanto isso, o recém-eleito presidente LULA, encontra-se em eventos importantes como a COP 27; além de já ter sido reconhecido por todos os chefes de estado da Europa, da Ásia, e do Norte; especialmente, os da América do Sul.

Com a figura de LULA o Brasil passa a ter uma nova imagem. A imagem de um líder com força moral para dialogar em pé de igualdade com qualquer outra nação, impondo o necessário respeito sem o uso da força, mas a força da ideia como produto da estabilidade e a indispensável confiança no outro; ao mesmo tempo relacionando tendo a solidariedade como peça fundamental entre os povos e nações.

Por conseguinte, aquele Brasil do isolamento, da mesquinhez e da brutalidade será esquecido, tornar-se-á uma sombra parda irreconhecível!

O mundo já não pensa como na década de 1930, em que o conceito de poder e domínio dependiam exclusivamente de uma decisão caracterizada por uma corrida armamentista. Isso já não pode ser mais o argumento para se conquistar parceiros e estabelecer novos conceitos de políticas bilaterais que atendam os interesses recíprocos.

A guerra, a quartelada, o golpe não podem ser mais a moldura para se construir uma nação poderosa; é possível sim, transitar num mundo movido pela cibernética e se tornar uma superpotência caminhando com segurança e propondo um novo conceito de natureza linguístico-política para garantir a estabilidade social entre as diversas nações e povos.

LULA é hoje o fenômeno político mais festejado e admirado no mundo. Internamente, a classe dominante nacional tentou, mas não conseguiu destruir sua trajetória e, muito menos sua relação para com o povo oprimido.

Esse reflexo, o vimos na condução de sua consagradora vitória contra o nazismo e o obscurantismo doentio.

LULA, jamais será um homem de segunda categoria, nunca o fora. Houve um esforço hercúleo por parte da classe dominante para descaracteriza-lo, no entanto, sua força, seu carisma, sua popularidade e não o populismo rendeu triunfantemente, mais um mandato emergido das urnas e, dessa forma, reacendendo o espírito do homem desalentado, aquecendo a natureza mordaz da esperança e, por fim, permitindo a preservação da democracia e da liberdade. Essas duas categorias são fundamentais para a coexistência pacifica entre os filhos da pátria, mesmo na contradição de viés ideológica.

Não há melhor mecanismo para a sobrevivência de uma sociedade se não for sustentada pela democracia. A democracia se constitui em pedra de toque para a perspectiva desenvolvimentista de uma sociedade.

É com a democracia que alimentamos nosso futuro.

E o futuro de todo e qualquer país só pode se materializar a partir da coexistência intrínseca da democracia em seu interior e sendo utilizada por todos indistintamente. A democracia é, na realidade, uma fonte inesgotável da vida humana. Por conseguinte, a democracia não pode perecer.

Se ocorrer seu desaparecimento, a sociedade viverá de forma apática e infeliz. A democracia se caracteriza pela presença indubitável da paz, do afeto, da felicidade, do gozo e do supremo prazer.

Sem democracia o homem não é feliz, sucumbe, se transforma em um animal semi-morto. A democracia é a síntese da alma humana, nela podemos sentir o movimento da liberdade e a liberdade é o perfeito complemento da democracia e ambas dão um novo sentido para a existência do homem!

Por isso, a democracia requer todo cuidado! Não pode se tornar moribunda, precisa ostentar sua beleza e seu encanto para embelezar e encantar o cidadão e a cidadã enquanto arma substancial na sua plenitude conceitual e prática.

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

5 comentários

  1. Mussolini foi enfático quando quiseram imputar-lhe pela criação do fascismo e negou categórico: “Eu não criei o fascismo, tirei do inconsciente do italiano. Se assim não fosse, não teriam me seguido por vinte anos”.
    De forma análoga, o frenesi negacionista que temos presenciado em nosso país é uma faceta do facismo extraído do inconsciente de gama considerável da população usando métodos acadêmicos para um propósito que parte desses brasileiros julgam desnecessário conhecer — já que estão à mercê de recompensar o inconsciente.
    Portanto, a democracia inspira cuidado para que possa respirar o ar possível.

  2. Boa tarde meu amigo Acélio, filho da dona Marlene, uma pessoa ímpar, trabalhadora, quase sempre sorridente, uma pessoa admirável.
    Tava lendo seu POST, embora respeite sua opinião, discordo de muita coisa. Já no início vc diz que o objetivo principal da lava-jato, era impedir o Lula de participar das eleições em 2018, mas as operações se iniciaram em 2014, na época tínhamos Dilma como presidente, e a mesma seria reeleita no mesmo ano.
    Confesso que quando li:” o Lula passou a se tornar a maior expressão de Democracia e Liberdade”, dei muita risada.
    ” O amor venceu o ódio”, nisso a esquerda é imbatível, sempre usando frases de efeitos.
    Como concordar com isso?
    De acordo com o que vc escreveu, o Lula representa a Democracia, a Liberdade, o Amor. O mesmo cara que não respondeu aos crimes que cometeu. Como aliar essa pessoa a Liberdade, se a todo momento, o mesmo fala em regulação da mídia, apoia abertamente líderes ditadores. Essa mesma pessoa é líder de um partido acusado de chefiar o maior escândalo de corrupção do País.
    Nos últimos anos, vejo muita gente atribuindo a crise institucional ao Presidente da República, mas passando a mão, em muitas ações do STF. O que mais vimos ultimamente, são inquéritos ilegais, violação da constituição, censura, não por parte do PR, mas de alguns ministros do STF.
    A respeito das manifestações, temos o direito de nos manifestarmos. Sempre foi assim, quando uma parcela da população estar inconformada com alguma coisa, faz-se protestos. A esquerda cansou de ir pra rua, normal.

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