Por Walterli Lima – PANDEMIA, EDUCAÇÃO E EXCLUSÃO DIGITAL

PANDEMIA, EDUCAÇÃO E EXCLUSÃO DIGITAL

Por: Prof. Walterli Lima

Diante da impossibilidade das aulas presencias, instituições de ensino de todo o mundo recorreram ao chamado ensino remoto à distância tendo como principais instrumentos as tecnologias digitais.

Apesar de estarmos vivendo a chamada era da computação, tal metodologia de ensino esbarrou na falta de estrutura tendo em vista que pesquisas apontam que quase 60% dos domicílios brasileiros não possuem computadores, percentual que se acentua quando tratamos apenas das cidades afastadas dos grandes centros metropolitanos.

O momento atual revelou um novo tipo de exclusão, a exclusão digital.

A grande maioria dos alunos, principalmente os mais pobres, não tem acesso as ferramentas tecnológicas necessárias para o acompanhamento das aulas à distância. Para esta parcela considerável de discentes o acesso à educação escolar cessou com no início da pandemia.

Os excluídos estão ainda mais excluídos.

De meros coadjuvantes passaram a estar exclusos do processo educacional. Para estes a educação está em modo off-line.

Diante da realidade descrita, considerar as aulas em tempo real via internet como parte sequencial e somatória dos dias letivos do calendário escolar, sem oportunizar as condições necessárias para que alunos das regiões periféricas, rurais e outros mais tenham acesso integral a tais, a meu ver , fere o direito de acesso à educação para todos.

E se outrora os debates educacionais tratavam sobre a necessidade de a educação ultrapassar as quatro paredes da sala de aula, hoje, sem contestações, percebemos a imensa importância destas paredes.

Por Jacinto Júnior – COMPANHEIRA… TUA LUTA NÃO SERÁ ESQUECIDA!

O desaparecimento da companheira “Raimundinha do PT”, marcará toda uma geração de militantes socialistas e sonhadores que acreditavam e continuam acreditando na perspectiva social-histórica revolucionária.

Vítima de infarto, aos 64 anos

Conheci essa valente guerreira política ainda quando grupo de simpatizantes pleiteavam construção do PT em Codó. Seria um marco inesquecível tal ato!

E nesse processo doloroso de parir uma legenda, uma voz sobressaia, como a um voo de uma águia à procura de sua presa – sentidos aguçados, olhar penetrante e gestos certeiros -, era a voz incomparável, tom agudíssimo, porém, capaz de provocar na arena do debate, o aprofundamento e a nudez das questões em pauta. Assim procedia. Sem medo, sem temor, expressava apenas a verdade pura e simples como simples era seu vocabulário; mas isso, não a impedia de manifestar contundentemente sua visão de mundo/realidade que a inquietava intensamente.

Às vezes, ficávamos quase a noite inteira discutindo política após as “chatas reuniões internas”. Essas horas de debate ‘extra-partido’ geralmente, ocorria na residência do também petista conhecido em nossa cidade como “Raimundinho do PT”. Aquela residência já foi palco de importantes decisões e fatos históricos em nossa cidade. Até porque, o Sindicato que abrigou por vários anos o PT era ao lado de sua residência – sindicato das costureiras e alfaiates localizado à Av, Maranhão, ficava ao fundo da antiga Receita Federal – que hoje já não funciona mais em Codó.

Companheira “Raimundinha do PT” era uma militante ‘marrenta’, decidida e corajosa! Nunca levava o jantar para casa! Era seu jeito, era sua cultura, era sua história!

Silencia uma voz feminista, antirracista e, sobretudo, democrática! Sua luta foi heroica! Sua luta teve um sentido e uma finalidade singular: o bem da coletividade! E não existe maior bem do que dedicar-se a uma luta em prol de uma coletividade, e, assim, tu te puseste. Tua luta não se restringiu apenas no campo político, ela foi além, sempre esteve presente nas mobilizações e no enfrentamento dos professores contra os governos insensíveis.

Portanto, tua luta companheira, não será em vão e nem esquecida, ela permanecerá entre nós, viva e forte, a cada movimento e ato das organizações sociais e dos sindicatos.

Ficará em nossa memória toda sua história e sua resistência e luta por uma sociedade menos injusta e mais fraterna! Esse era seu sonho e é o nosso também! Descanse em paz!

Jacinto Júnior – POR UMA TERCEIRA VIA

Uma nova cidade. Um novo governo. Uma nova filosofia política que incarne a democracia como epicentro do desenvolvimento social e integral. Chega de mesmice!

A sociedade civil organizada codoense não pode mais reproduzir o mesmo “esquema político” para conduzir à prefeitura os “mesmos de sempre”, como sendo uma perspectiva política moderna, renovada e democrática para restaurar as esperanças.

É hora de repensar nossa cidade! E, para isso, exige-se uma nova liderança política desvinculada das forças tradicionais e conservadoras.

É hora de convergir. É hora de transformar o velho em novo! É hora de fazer diferente! Só depende de nós. E essa transformação implica, por um lado, coragem para romper com a cordialidade deplorável que exclui, e, de outro, a formatação de uma aliança tática e ampla com setores sociais e políticos independentes e progressistas para tomar decisões fundamentais e necessárias na perspectiva desse projeto de transformação social e democrático.

Professor Jacinto Júnior

O ardil político é o pretexto para a permanência dos segmentos tradicionais no controle do aparelho de estado. Fugir à exceção, pois, a regra, há muito deixou de ser objeto de ordenamento e sociabilidade. Em seu lugar surgiu o caos e a confusão. Esse tipo de situação nebulosa contribui para a classe dominante manter-se no poder e controlar a sociedade em seu viés ideológico; sob o mantra de ser apolítico. Entretanto, é um político vigarista e metódico.

Codó não pode ser tratada como nicho de alguma família e/ou propriedade privada de grupos políticos como se fosse o “fundo de quintal” de sua residência, onde o direito social é negado ao cidadão comum, por desconhecer, efetivamente, seus direitos e garantias constitucionais; entretanto, aos poderosos e aos “amigos da hora” têm as facilidades corriqueiras e viciadas de forma imediata.

A crise institucional-política açambarca a identidade dos pseudolíderes que, sumariamente, asfixiam a reputação de seu adversário mais próximo, utilizando-se de mecanismos nada convencionais com o propósito de neutralizar as forças contrárias aos seus intentos; já que não possuem mais princípios, ética, honestidade e moral. Se colocarmos todos numa balança, o resultado seria igual em qualquer perspectiva: zero!

Ainda está por nascer um autêntico herdeiro político das causas sociais e populares.

Temos uma cultura miserável de nivelar todos a um mesmo patamar, de tal modo que, a princípio, tal conceito cultural assume a pecha de naturalidade entre os “iguais” politicamente falando; mesmo tendo um que não compartilhe desse ‘olhar político pecaminoso’ que as tradicionais forças conservadoras concebem a ‘arte de fazer política’, desmoralizando os que tentam se opor aos interesses que não os deles. E, assim, caminha o processo político da cultura deformadora do sujeito quando vende sua dignidade como sendo um ato de ‘extrema relevância’ e ainda diz, com ar de superioridade: “consegui abocanhar a fatia do otário”, mas não vou gastar um “centavo com os eleitores”. Essa tem sido a tônica de todas as campanhas eleitorais: a corrupção vicejando sob o disfarce da legislação “dura” à prática da corrupção.

Codó implora por uma liderança política realmente sensível à causa social. Codó grita por ética. Codó tem sede de justiça. Codó deseja a democracia e a liberdade, assim como o pássaro que vive na natureza preso à sua plena liberdade! Codó carece de uma transformação social e política, mas, antes, uma indagação: os codoenses estão preparados para eleger um homem com essas características? Querem uma 3ª via? Se a querem, devem então, negar a cultura dos “ratos”; rejeitar os “mesmo de sempre” com a sua postura corrupta; enfim, devem sujeitar-se a uma nova filosofia: a ruptura com o tradicional.

A tão desejada terceira via, é aquela que se apresenta fora do eixo costumeiro entre as forças tradicionais que estabelecem acordos sucedâneos de dominação pela dominação e exploração do ‘homem pelo homem’ e para o homem detentor do capital! Fora disso, é só dominação, exploração, extorsão e miséria crescente para os povos menos abastados.

Por Acélio Trindade – “Se quiser conhecer as prioridades de uma pessoa, observe como ela utiliza o tempo”

“Se quiser conhecer as prioridades de uma pessoa observe como ela utiliza o tempo”, esta frase é do livro UMA VIDA COM PROPÓSITOS, de Rick Warren, que nos traz uma reflexão sobre como nós administramos aquilo que representa porções (grandes ou pequenas) de nossas próprias vidas, uma vez que o tempo, considera o autor,  é a nossa vida em movimento, caminhando para o fim.

Neste vídeo, chamo a atenção de todos nós sobre como dedicamos pouco tempo a quem mais deveríamos dedicar sob diversas alegações, algumas que nós inventamos em cima da bucha só para não doarmos segundos de nossa atenção plena à alguém que, há muito tempo, vem clamando por migalhas do nosso tempo.

VEM COMIGO, NÃO TENHA MEDO.

VOCÊ AINDA TEM TEMPO PARA DESPERTAR PARA ESTA QUESTÃO.

 

Por Professor Marcos – FALTANDO MAIS DE SEIS MESES PARA AS ELEIÇÕES, A “PRÉ-CAMPANHA” ENCONTRA-SE A TODO VAPOR!

É notório as articulações, especulações e conchavos em volta do pleito eleitoral. As práticas são sempre as mesmas, muito blá-blá-blá e disse me disse no que tange a candidaturas, fato comum numa cidade culturalmente política, porém, quem acompanha e conhece a política em nosso município sabe muito bem que estas definições só ocorrem mesmo nas últimas horas do último dia de convenções para este fim que devem acontecer no dia 05 de agosto onde podem se repetir aquelas velhas “surpresas” e/ou jogadas onde geralmente “inimigos políticos” poderão entrar de mãos dadas numa daquelas “alianças” em defesa de seus próprios interesses.

Mas esse período é bom para que desde já possamos estar fazendo uma análise das pessoas e grupos que pretendem governar e legislar nesse município nos próximos anos: quem são, o que fazem, o que fizeram, o que poderão fazer e etc…

Observamos que a grande maioria dos que se propõem à administrar esse município já foram, são e/ou fazem e/ou mesmo  fizeram parte de grupo  que governa ou já governou Codó!

Pensemos nisto.

Na corrida pelo voto tanto para o Executivo quanto para o Legislativo as estratégias de muitos são praticamente as mesmas, quem encontra-se no poder costuma arregimentar principalmente servidores contratados dependentes da prática do apadrinhamento político para fazer volume nas atividades políticas e tentar impressionar o eleitorado e também assim como outros que estão fora do poder tentam mostrar a todo custo uma proximidade com o povo através da participação e patrocínio de eventos tanto na sede quanto na zona rural, abraçam, beijam, dançam e até comem junto com o povo depois muitas das vezes os abandonam à própria sorte!

No campo Legislativo mais especificamente a grande maioria dos pretensos candidatos ao invés de demonstrarem capacidade e preparo pra Legislar preferem o assistencialismo se aproveitando da carência e necessidades da população. Muitos estão em busca de um emprego e/ou renda a mais e buscam através da política uma forma de sobrevivência, ascensão, poder e status, exemplo disto é a mais nova e “extraordinária” idéia do  atual parlamento municipal em querer a todo custo ampliar o número de vagas na câmara já para próxima legislatura.

Que esse texto possa servir de reflexão diante de nossas escolhas!

Prof. Marcos

Presidente do SINTSERM-CODÓ.

Em 11/03/2020.

Por Jacinto Júnior – UMA SIMETRIA ESTAPAFÚRDIA

UMA SIMETRIA ESTAPAFÚRDIA

 Em Codó, o impossível acontece, e, de modo misterioso; mesmo que seja apenas para alimentar o ego de quem sonha ser importante e, grosso modo, aceitável politicamente. O ridículo prende-se ao papel de resgatador social e do aparente processo político transformador; quando, na realidade, expõe sua perfeita condição desajustada. Isso foi o que aconteceu com os dados compilados pela pesquisa eleitoral divulgada pelo grupo conservador liberal que controla circunstancialmente o poder político local.

Não há um equilíbrio justo neste governo seletivo e antipopular – essa percepção é nítida. Porque simplesmente se caracteriza pela síntese da exclusão social e pela simbólica opressão erguida como monumento ao atraso.

Professor Jacinto Júnior

Há uma evidência potencialmente equivocada por parte do grupo conservador liberal que pretende manter-se no controle do poder político mais quatro anos, ao tentar se empoderar com o resultado projetado pela pesquisa eleitoral. A comunidade codoense repudia essa pesquisa resolutamente. É até cômico a disposição dos números sopesados!

Ao mencionar a necessidade de o ‘garoto virtual’ alimentar o seu ego -traduzindo em miúdo: trás à baila o equivoco como forma salutar para tentar viabilizar sua candidatura de modo inusitado, forjando números e, com isso, sensibilizar a comunidade em reavaliar sua própria indignação – o fiz com a proposição de otimizar o debate num patamar enriquecedor e, não o contrário, pois, o cerne desse processo consiste uma vez mais, na perspectiva da comunidade codoense desprezar os elementos pertencentes à classe dominante e seus mesquinhos interesses pessoais numa possível continuidade no comando político local.

Neste sentido, a inata capacidade humana imprime sua evolução no decorrer do tempo. Ora, desenvolvendo-se com intrepidez, de modo coerente; ora, reduzindo-se ao marasmo e à confusão interna de um sujeito num determinado momento histórico. A segunda posição – marasmo, confusão – cabe com esplendor ao ilusionista “garoto virtual” que, misteriosamente, aparece numa projeção eleitoral – pesquisa ESCUTEC – com absoluta e surpreendente pontuação. Pasme cidadãos e cidadãs!

A tal pesquisa (MA 07. 597/2020), revela com isonomia e notória propriedade a nova conjectura política – isto é, o comportamento eleitoral no ano das eleições – rumo ao Palácio Municipal. Ela indica que o “garoto virtual” detém uma margem de aceitação simbólica nos cenários: espontâneo e no estimulado. No primeiro caso, o “garoto virtual” atinge o porcentual de 18%; e, no segundo, 28%; à frente do populista/carismático ex-prefeito – fato inédito, por sinal – Zito Rolim, este, amargando um insignificante 9% e, também, dando um banho surreal no médico Zé Francisco com inacreditáveis 7% (diferença de 11%). Convenhamos, o “garoto virtual” deveria usar um punhado de óleo de peroba para limpar seus astuciosos planos quanto da apresentação desses dados coletados.

Não faz sentido esse resultado, quando ouvimos a opinião de qualquer cidadão/cidadã em cada rua e esquina de rua em relação à imagem e ao governo do “garoto virtual”. O sentimento popular é unânime. A repulsa e a indignação são sinônimos prevalentes. Não há possibilidade deste “garoto virtual” reverberar sua condição negativa enquanto gestor descompromissado com a saúde pública de qualidade, uma educação com equidade social, infraestrutura moderna, geração de emprego e renda, enfim, não mostrou ainda porque veio! E, olha, que seu mandato está findando. Já se iniciou a contagem regressiva. Está chegando o momento crucial para o povo renovar o poder político indicando outro sujeito. O ano vindouro será outra gestão – e que o “garoto virtual” esteja bem distante do poder político! Deverá ser enxotado para a lata do lixo da história como o mais reacionário gestor de toda nossa emancipação política!

O mais engraçado é que no caso da pesquisa no evento estimulada o nome do ex-prefeito Zito Rolim não aparece. E o “garoto virtual” faz a festa com 28%, colocando oito p.p à frente de seu concorrente que alcança apenas 20%. Nessa pesquisa deveria constar o nome do pré-candidato Marcelo Coelho (PSB) e o nome do sindicalista e professor Marcos (Psol).

É difícil o eleitor codoense acreditar nessa pesquisa! Porque é fantasiosa!

O “garoto virtual” está tentado enganar a si mesmo, com esse fajuto resultado! Todo cidadão/cidadã codoense tem uma opinião formada no que se refere à gestão “Mais avanço, mais conquistas”. Tal slogan deveria ser assim definido: “Menos avanço, menos conquistas”; ou melhor, suprimindo direitos e reduzindo a cidadania como o faz o patético “bolsomito” em nível nacional.

Quando olhamos para esses indicadores nos surpreendemos pela singularidade da realidade social que se mantem inalterada do ponto de vista da ação do governo municipal. Ora, pesquisas anteriores demonstram a indignação da sociedade em relação a esse governo seletivo e conservador-liberal, onde o nível de rejeição beira a 80%. E, partindo desse fato, como é possível esse mesmo governo sem uma justificativa plausível tenha feito tal “milagre” e  reverter tal situação? Ai tem-se um problema de ordem creditícia. É impossível a inversão desse quadro numa conjuntura política negativa como a que a cidade vivencia perversamente. Esses dados compilados não reflete a indignação da comunidade em relação a esse “garoto virtual” e sua imoral gestão administrativa que se pautou pelo personalismo infantil e pelo reconhecido retrocesso!

Portanto, essa pesquisa ofende a opinião pública por sua tendência apriorística!

Há, sim, um fato concreto e inexpugnável: a revolução política acontecerá longe da ignorância dessa inútil classe burguesa que ostenta o orgulho e o pedantismo como estilo de vida, a opressão como troféu, e o desprezo pelos pobres – reproduzindo de modo sutil o apartheid classista.