TRISTE: Cerca de 50% dos pais de 239 alunos da Pestalozzi não estão indo buscar atividades escolares

A Escola Lalá Ramos, mantida pela Associação Pestalozzi,  tem mais de 40 anos de tradição em Codó.

 “ A gente tem deficiente visual, auditivo, deficiente intelectual, várias síndromes, entre as quais a mais comum é Síndrome de Down, nosso atendimento e pessoas com distúrbio de comportamento e dificuldade de aprendizagem”, explicou sobre alunos atendidos a diretora Diana Rabelo

São 239 alunos matriculados e como as demais escolas de Codó esta também foi atingida por um grave problema, a evasão escolar agravada pela pandemia do novo Coronavírus. Por aqui, calcula-se que, pelo menos 50% dos pais destes 239 alunos não estão vindo pegar as atividades escolares

A professora Núbia Marcela Camelo nos revela algo ainda mais preocupante, há quem nunca tenha ido sequer uma vez.

 “É por isso que nós estamos nesta mobilização porque nós estamos no meio do ano e ainda existem pais que nunca vieram buscar as atividades “

A direção e os professores farão dia 23 de junho uma espécie de DIA ‘D’ quando esperam que estes pais que sumiram venham à escola pegar atividades e conversar sobre o problema.

“é o que nós vamos fazer dia 23, chamar a atenção dos pais, conversar com eles, aqueles que não vierem atender nosso chamamento, depois nós iremos na RESIDÊNCIA Deles e ter uma conversa com eles, é importante, nós sabemos da dificuldade mas a educação de seus filhos é muito importante e precisa do acompanhamento dos pais neste momento de pandemia para seus filhos”, disse Eliel Lima presidente da Associação Pestalozzi

Quem não comparecer será visitado, principalmente aqueles que nunca pisaram na escola este ano.

 “ tem uma busca individual, do aluno, da família que nunca participou, que nunca pegou uma atividade neste primeiro semestre, ir até a casa da pessoa mesmo (…) é trazer à escola num momento de dificuldade, da pandemia, fazer com que a escola não pare, continue em funcionamento”, garantiu a professora Raimunda de Oliveira Silva

A diretora da Lalá Ramos compreende que o momento é difícil, mas quer convencer estes pais faltosos de que é possível encontrar soluções

“Por isso a gente quer firmar esta parceria, a gente tá chamando os pais pra vir pra escola, participar conosco, pra gente encontrar soluções juntas, a gente sabe que o acesso à internet  não são todos que tem (…) e aí a gente quer encontrar soluções com eles, a gente imprime todas as atividades de nossa escola, todas as aulas impressas, professor tá aqui pra dá suporte, tem o dia pedagógico”, concluiu Diana Rabelo

UMA REFLEXÃO SOBRE CULTURA, ARTE E EVENTOS EM CODÓ, EM TEMPOS DE PANDEMIA

UMA REFLEXÃO SOBRE CULTURA, ARTE E EVENTOS EM CODÓ, EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Augusto Serra

O seguimento artístico, cultural de eventos é sem dúvidas o mais prejudicado com a pandemia provocada pela COVID-19, foram os primeiros que pararam e ainda hoje não puderam voltar às suas atividades. Os decretos municipais em Codó são legítimos, no entanto não são cumpridos por todos como deveriam ser, e as autoridades não tomam as providencias cabíveis, e é comum a gente se deparar com aglomerações em bares, restaurantes, conveniências, agencias bancarias, balneários, campos de futebol e etc., no entanto, não é permitido o retorno da música ao vivo, não é permitido os eventos nos clubes, não é permitido as apresentações culturais presenciais, só para mesmo, os que dependem de licenciamento, só existe controle para daqueles que depende de licença para trabalhar e isso só se aplica aos que dependem dos eventos para sobreviver.

Sem dúvidas o seguimento artístico cultural e de eventos é o que mais sofre, e é necessário que as autoridades atentem para isso e faça alguma coisa para ajudar.

A situação do setor é crítica, músicos estão vendendo seus instrumentos, proprietários de clubes acumulando talões de agua e luz e alguns já sem os serviços por falta de pagamento. Os trabalhadores de festas e eventos estão sem renda a mais de um ano, algumas famílias que não tiveram o auxílio emergencial do governo federal e não foram contemplados pela Lei Aldir Blanc estão passando necessidades, as empresas do setor estão paradas sem poder oferecer os seus serviços e produtos, e consequentemente sem poder contratar mão de obra, sem poder gerar emprego e renda, como sempre fizeram.

Para agravar a situação, não se ver esforço das autoridades municipais para minimizar a situação do setor em tempos tão difíceis provocado pela pandemia. O poder executivo não apresenta nenhum projeto alternativo, não dialoga com o setor, ignora as diversas categorias artísticas e culturais, e o poder legislativo silencia, fazendo de conta que não conhecem o problema.

A gestão passada mesmo não tendo sido das melhores para o setor, foi sensível e ainda conseguiu distribuir algumas cestas básicas, realizou uma live para a classe musical e no término do mandato distribuiu o recurso da Lei Aldir Blanc na ordem de aproximadamente R$ 800,000,00 (oitocentos mil reais) para a classe artística e cultural de Codó.

A atual gestão que está completando 06 meses, muito pouco fez, realizou apenas uma live também para a classe musical, e tem se negado a discutir o assunto com as demais categorias do setor, primeiramente alegando falta de licitação e agora a alegação é de falta de recursos. Vale ressaltar também, a desorganização na gestão pública do setor cultural no município, ao que parece pessoas foram colocadas nos cargos somente para constar, percebe-se a falta de conhecimento e de comprometimento daqueles que estão à frente da pasta, é notório a falta de harmonia entre o Prefeito, o Secretário e o Diretor de Cultura, um fica passando a bola para o outro e nada é definido.

Ultimamente quem tem atuado como interlocutor entre a categoria e o poder público é o Secretário de Governo Pedro Belo, que infelizmente não apresentou nada de concreto para setor artístico cultural de Codó até o momento.

A COVID  19, ceifou muitas vidas em todo o mundo, levou muitos dos nossos, muito daqueles que como nós acreditavam que a cultura é a nossa vida, é o nosso oxigênio e é a única coisa que pode mudar o mundo. E é por acreditar nisso que não podemos permitir que a cultura popular, que os saberes, dizeres e fazeres do nosso povo também venham sucumbir diante dessa nefasta pandemia.

Precisamos nos fazer ouvir, o que queremos não é favor, queremos garantir o previsto na constituição, no seu Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.

É necessário dar atenção, à arte e aos artistas, à cultura e aos fazedores de cultura, à produção cultural e aos produtores culturais de todas as linguagens, da música, da dança, da literatura do teatro e das artes visuais, todos padecem em tempos de pandemia.

“Aqueles que fracassam em evitar a injustiça são tão culpados como o criminoso”

*Augusto Serra é licenciado em filosofia, produtor e gestor cultural, ex-secretário municipal de cultura de Codó, ex-conselheiro estadual de cultura, ex-presidente do conselho municipal de cultura, militante e ativista do movimento cultural e movimento negro.

César Pires quer que o Estado garanta serviços públicos em Araioses

O deputado César Pires fez um apelo ao governo estadual para que garanta o atendimento da população de Araioses no Hospital Regional e na unidade do Viva Procon naquela cidade, que não estão recebendo a devida contrapartida da gestão municipal. Na sessão virtual desta terça-feira (15), ele voltou a denunciar o atraso no pagamento de salários dos profissionais de saúde que trabalham no hospital, e revelou que a administração Luciana Trinta não tem honrado o aluguel do imóvel onde funciona o Procon.

O prédio em que foi instalado o Hospital Regional de Araioses pertence à família da prefeita Luciana Trinta, que foi alugado pela Secretaria de Estado da Saúde por meio do contrato nº 206/2017, no valor anual de R$ 6.182.379,60, cerca de R$ 515 mil mensais. Mas o secretário de Saúde Carlos Lula informou ao deputado que esses recursos não têm sido repassados porque os proprietários do hospital estão inadimplentes e não apresentam as certidões exigidas por lei.

“Um hospital regional alcança outros municípios que dependem exclusivamente dele. Alguns locais têm até hospitais fechados, por ausência da participação do poder público estadual. Principalmente agora, em momento de pandemia, essa situação deveria ser averiguada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas, a quem vamos solicitar providências, e a própria Secretaria Estadual de Saúde deveria buscar uma solução, pois a população não pode ser penalizada por pendências dos proprietários do imóvel”, enfatizou César Pires.

Na opinião do deputado, como uma das proprietárias do hospital, a prefeita também deve uma resposta à população de Araioses, já que há meses os profissionais de saúde e demais funcionários não recebem o merecido pagamento pelo atendimento que prestam no Hospital Regional. “É preciso que o governo estadual tome providências, e se necessário remaneje esse contrato para outro município que possa dar essa assistência à saúde das pessoas que moram naquela região”, propôs ele.

PROCON

César Pires também conclamou o governo estadual a garantir o funcionamento do Procon em Araioses, para facilitar o acesso das pessoas a serviços como a emissão de carteiras de identidade e de trabalho. “É um atendimento de extrema importância para a população, mas que também está ameaçado pela falta de responsabilidade da gestão municipal, a quem cabe disponibilizar o prédio para instalação do Procon”, disse ele.

Segundo César Pires, a direção do Procon já solicitou à Prefeitura que regularize a situação do imóvel, mas não obteve resposta. E a manutenção da unidade naquele município depende agora do governo estadual. “A Prefeitura não está fazendo o mínimo, que é pagar o aluguel do prédio, para manter um serviço tão essencial. Por isso apelamos para que o governo estadual ignore a inoperância e a falta de competência municipal, que anule esses convênios e encontre outras soluções para atender às necessidades da população, de Araioses e da região”, concluiu ele.

Diretor-geral do Detran-MA e prefeita de Lago da Pedra discutem projetos melhorias no trânsito da cidade

O diretor-geral do Detran-MA, Francisco Nagib, recebeu nesta quarta-feira (16), a visita da prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, e da secretária municipal de Segurança Pública, Defesa Social e Cidadania, Jackeline Vieira de Moura.

Na reunião, os gestores trataram sobre projetos da implantação do Posto Avançado, curso de capacitação para agentes de trânsito, e renovação do convênio para o município.

Francisco Nagib aproveitou o encontro para falar sobre as diretrizes básicas do projeto de municipalização do trânsito e do apoio técnico que o Detran-MA presta aos municípios na implantação do projeto de maneira correta e eficiente.

“Um trânsito municipalizado é um trânsito seguro, humanizado e bem sinalizado, que protege a vida das pessoas, diminui os gastos hospitalares, pois reduz os acidentes de trânsito, e salva vidas, principalmente”. Também é de suma importância capacitarmos os agentes de trânsito. Só assim teremos um trânsito seguro, com mais respeito e responsabilidade”, destacou Francisco Nagib.

Para a prefeita Maura Jorge, a parceria com o Detran-MA vai beneficiar os moradores da cidade que agora poderão ter acesso a todos os serviços relacionados àCarteira Nacional de Habilitação e a veículos. “Agradeço a receptividade do diretor-geral, Francisco Nagib. Foi uma conversa muito produtiva, agora é iniciarmos o planejamento para que, muito em breve, estejamos inaugurando o Posto Avançado do Detran-MA em Lago da Pedra”, finalizou.

CORONAVÍRUS: Veja como ainda são péssimos os números de vacinação em Codó

NOSSOS números de vacinação ainda são péssimos, apesar do avanço que é lento por vários fatores entre os quais elenco a falta de iniciativa do governo de Dr. Zé Francisco (que até agora só baixa a faixa etária e espera a reação dos codoenses) e a própria negação de alguns em tomar a vacina.

O IBGE trabalha com uma estimativa de 2020 e diz que Codó tem 123.116 habitantes.

Se até hoje (17/06/2021) vacinamos, segundo o Painel Covid-19, apenas  35.829 pessoas, isso significa que alcançamos apenas 29,10% de nossa população.

O número é pior ainda quando a gente soma quem já tomou segunda dose de Astrazeneca e Coronavac – que são apenas 8.664 hoje.

Significa que são apenas 7,03% estão completamente imunizados contra o Coronavírus.

Destaco ainda que 1.994 pessoas continuam aguardando segunda dose de CoronaVac em Codó.

Deputado Zito Rolim solicita ao MEC o credenciamento das Instituições de Ensino Superior em Codó

Deputado Zito Rolim solicita ao MEC o credenciamento das Instituições de Ensino Superior em Codó

O deputado estadual Zito Rolim (PDT) protocolou na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a Indicação de número 1494/2021, solicitando ao Senhor Ministro de Estado da Educação, Professor Milton Ribeiro, as providências necessárias para que o MEC envie equipe técnica para visita, visando o credenciamento de duas importantes Instituições de Ensino Superior (IES) em Codó.

A solicitação foi encaminhada para o credenciamento do Curso de Graduação em Medicina, da Universidade Pitágoras, e os Cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Direito, Engenharia Civil e Arquitetura, do Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão (UniFacema).

Para o deputado Zito Rolim, com o efetivo funcionamento dessas duas instituições de ensino, cujas obras, instalações e ambiências, já se encontram integralmente concluídas, o município de Codó dará um firme passo para se tornar um relevante Pólo de Educação e de Saúde no Interior do Estado, beneficiando diretamente a população de municípios da Região dos Cocais, como Timbiras, Coroatá, São Mateus, Alto Alegre, Peritoró, Codó, além de outras cidades, que terão mais próximo de suas residências a oferta de cursos e serviços essenciais, com redução de despesas para estudantes e suas famílias.

O parlamentar ainda destacou que as IES em Codó disponibilizarão Bolsas de Estudos para os universitários, por meio do Prouni Federal e Municipal, e que, em plena atividade, essas instituições serão capazes de gerar cerca de dois mil empregos diretos, além renda para fornecedores de serviços e insumos, representando mais desenvolvimento para toda região.