Morreu hoje, 22,  o escritor e presidente da Academia Codoense de Letras, Artes e Ciência, João Batista Machado, aos 90 anos de idade. A morte se deu em Teresina, em decorrência de uma parada cardíaca. O corpo chegará à Codó, segundo familiares, por volta 16h, e será velado na Capela do Nossa Senhora das Graças, ao lado da prefeitura.

Abaixo, o leitor conhecerá um pouco mais sobre vida e obra do maior escritor que Codó já teve em um texto biográfico escrito por seu amigo e também intelectual professor Carlos Gomes:

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João Batista Machado (nasceu em junho de 1925/faleceu março de em 2016)
João Batista Machado (nasceu em junho de 1925/faleceu em março  de 2016)

Trabalhou no antigo IAPC, exercendo cargos de confiança na área administrativa, até aposentar-se por tempo de serviço em 1983. Foi membro ativo da Sociedade de Intercâmbio Cultural, colaborou em diversos Jornais do Rio de Janeiro. Participou das obras literárias: “Antologia de Poetas”, da Nova Geração, compilada pelo poeta Raimundo Araújo, “Antologia da Moderna Poesia Brasileira”, “Suspeita”, peça de teatro; essas importantes obras foram prefaciadas por acadêmicos da Academia Brasileira de Letras, como Álvaro Moreira e Aníbal Machado, dos quais era grande amigo, incluindo-se também, Ledo Ivo e Alcides Pinto, poeta e romancista, este, seu companheiro de república. Foi Secretário do Teatro Popular Brasileiro, dirigido por Solano Trindade.

Assessor político do vereador pelo Rio de Janeiro, Aristides Saldanha, também, do Deputado Federal Frota Moreira, representante do Estado de São Paulo.

Politicamente, identificou-se melhor com a esquerda. Teve a oportunidade e o privilégio de conversar amistosamente com Luís Carlos Prestes, O Cavalheiro da Esperança, e com a sua irmã Heloisa Prestes. Amigo pessoal do ator e comediante Agildo Ribeiro e de seus pais Agildo Barata Ribeiro e Maria Barata.

Aposentando-se em 1983, voltou à terra berço, Codó, juntar-se a sua irmã a ilustre Mestre Maria Alice Machado, para realizar o seu grande sonho como escritor, escrevendo a sua obra prima “Codó- história do fundo do baú”, cuja noite de autógrafos aconteceu a 21 de maio de 1999, nos amplos salões da União Artística Operária Codoense. Esta obra, pela sua relevância esgotou-se logo nos primeiros dias de seu lançamento.

Este homem de alma boa e coração bom, consta da relação de grandes figuras. Continua escrevendo suas obras; recentemente, lançou em noite de autógrafos o livro “O Imaginário Codoense”, no auditório da Associação Comercial de Codó.

Codó-MA, 19 de março de 2013.                                                                        Prof. Carlos Gomes

Fonte: Trechos extraídos do livro Escritos Avulsos inédito. Autor Carlos Gomes da Silva

10 Responses

  1. Grande homem!! Ilustre filho de Codó. O homem (matéria) morre, mas fica o seu significado e contribuições feitas à humanidade (dentro de seu campo de atuação).

  2. Realmente perdemos um “Grande Homem”,um ser iluminado e que com certeza, continuará escrevendo no outro plano muitas histórias.Que Deus guarde e conforte o coração dos que ficam.

  3. Lamento profundamente. Dia desses bati à porta da sua residência para adquirir o “O imaginário codoense”. Não esperava ser agraciado com meia hora de prosa. Me falou dos seus projetos e o desejo de publicar um novo livro que já está pronto. Sai de lá diferente do que entrei. Pêsames à família.

  4. Tive o prazer de datilografar o livro manuscrito em 1995 “Codó, Histórias do Fundo do Baú” e ter dado minha contribuição para tão importante obra. Meus sinceros sentimentos à família.

  5. Codó perde um cidadão de bem, um homem que contou a nossa história de uma maneira fácil de entender e fácil de interpretar. DEUS terá mais um grande escritor ao seu lado, professor, amigo e colaborador da cultura codoense e da cultura maranhense perdemos um homem que enquanto vida teve esteve sempre defendendo a cultura que estava presente nas suas veias. Professor João Batista Machado descanse em paz e que DEUS o acolha em seu Reino.

  6. este ilustre homem com o qual tive o privilégio de conviver por dois maravilhos anos da minha infância só tenho à lamentar esta perca e a todos os seus familiares meus sinceros pêsames de um amigo que nunca o esquecerá (João silva cabral )

  7. Deus precisa contar com espíritos que saem desse planeta com boa bagagem de bens morais, assim vai ao seu encontro o amigo João Batista, digo amigo de minha mãe Nilza Lago, os quais tive o prazer vê-los conversando e muitas vezes sorrindo de suas prosas alegres. Rogo à Virgem de Nazareth que dê a seus familiares, minhas grandes mestras: Maria Alice Machado e Nair Machado e a Gracinha, amiga de muitos anos, o consolo e a certeza de que temos cada um de nós, sua missão aqui na Terra, e creio que João cumpriu a dele. Amou sua Codó como poucos codoenses.

  8. Uma das pessoas com espírito mais jovial que já conheci. Em suas conversas, sempre falava em planos de publicar novas obras, e com bom humor, encarava os desprazeres da vida. Mas além de escritor e historiador, era também um ser humano admirável, acessível, simples e disponível a dividir com todos os seus conhecimentos (vastos).
    Que Deus o tenha com os seus e conforte a família.
    As ações imortalizam os homens. João Batista conseguiu tal proeza.

  9. Tive o grande privilégio de passar alguns anos da minha infância ao lado do seu João, assim eu o chamava. Ele tinha muito amor pelos seu animais de criação, a sua cadela Pituca, a velha gata Zaza, os veados Venâncio, Mimosa e Princesa, o macaco Chiquinho… Todos seus animais tinham nomes; as pacas, Cotias, Jabutis, coelhos, galinhas, papagaio. Até tentou criar tatus, mas não teve sucesso os bichos cavaram um buraco e fugiram. Homem íntegro, bom coração. Tive oportunidade de acompanha-lo em muitas visitas a biblioteca para fazer pesquisas para seu primeiro livro: Codó Histórias do Fundo do Baú. O nome do livro surgiu em homenagem a um velho Baú que seu João Machado tinha na sala, e nesse Baú guardava recortes de jornais com notícias do seu interesse e outros achados da literatura. Profundo conhecedor de “Istórias”, contos e causos Codoenses, muitos desses relatou em seu livro o Imaginário Codoense. Muitas viagens nós fizemos a beira do rio Itapecuru, Riacho da água fria, Mercado central. Passamos longas horas ouvindo a grande mestra Maria Alice Machado contando histórias de Codó antiga e lembranças de sua infância e de seus irmãos: Antonio Machado, Moacir Machado, Durval Machado, Nair Machado, Nadir Machado e Maria José Machado. Bons tempos, sou muito grato a João Baptista Machado pelos seus conselhos e ensinamentos, garoto sem leitura, a primeira coisa que ele fez quando cheguei em sua casa foi me matricular na Unidade Integrada
    Colares Moreira, aprendi a gostar das letras através dele; tanta dedicação pela a leitura, pela ópera, pela boa música, apaixonado por Carmen Miranda, pelas marchinhas de carnaval antigas. Saudades…..

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